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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

TEORIA EDUCACIONAL COGNITIVA MEMÉTICA


INTRODUÇÃO


Talvez hoje, mais de um século passado sobre a obra de Rodin, seja necessário pensar um pouco mais na inutilidade da dimensão física e na escravidão do raciocínio e prisioneiro dos dogmas religiosos Talvez o convite deste pensador seja o retorno ao universo imenso e encantador da alma; onde a poesia e a arte preenchem a espírito; onde o sentido da vida se resume ao verdadeiro sentir, ao mundo encantado, mas profundamente humano das emoções e dos sentimentos; ao universo infinito onde se encontra a alegria, o amor e a felicidade.

A utopia  que o professor deve ser um sujeito de transformação para criar uma realidade melhor para o aluno e que ele seja crítico será que isso interessa para os agentes sociais, família, Estado? Para alguns sim, outros não é sempre assim.
Mas independente do que pensam quem hoje pensa em ser um professor no Brasil vou dar vários motivos para não ser.
Hoje a escola no Brasil é uma luta onde você sempre estará na mira de todos, é um espelho e o que mais se quebra.
Não agüento mais este tipo de educação, tenho acompanhado as mudanças no Brasil desde sua urbanização que se concretizou em 1980 e atuei nestas mudanças. O tempo passa rápido, daqui a pouco se forma mais uma utopia, foi tantas...
Bom sobre a moral de aprender e o papel do cada um  dos agentes sociais, inclusive do professor.
Todas as pessoas precisam ser educadas para a convivência. O processo de aprendizagem supõe descentramento, um sair de si mesmo, tanto do ponto de vista da inteligência com da afetividade ou da moral. a descoberta do outro como um "outro eu" é fundamental para superego o egocentrismo.

Observe o trecho de um artigo de Lya Luft, “ Mas vamos à educação nas escolas, o que é educar”? Como deveria ser uma boa escola? Como se forma e se mantém um professor eficiente, como se preparam crianças e adolescentes para este mundo competitivo onde todos têm direito de construir sua vida e desenvolver sua personalidade?

É bem complicado e de todas as teorias... confusa e projeto inútil que se nos apresenta, não sou contra colocarem um computador em cada sala de aula neste reino de utopias, desde que, muito mais e acima disso saibamos ensinar aos alunos o mais elementar, que independe de computadores, nasce dos professores, seus métodos, sua autoridade seu entusiasmo e seus projetos claros. Ainda é a pergunta ou sua resposta que ela quer, é sempre assim no Brasil, sempre tem um teórico de Plantão.

Bases para  a minha Teoria Lawrence Kohlberg e de  Richard Dawkins e Gilles Deleuze
 Kohlberg foi professor na Universidade de Chicago, bem como na Universidade Harvard. Especializou-se na investigação sobre educação e argumentação moral, sendo mais conhecido pela sua teoria dos níveis de desenvolvimento moral. Muito influenciado pela teoria do desenvolvimento cognitivo de Jean Piaget, o trabalho de Kohlberg refletiu e desenvolveu as ideias de seu predecessor, ao mesmo tempo criando um novo campo na psicologia: "desenvolvimento moral".
Ainda em 1971, contraiu um parasita tropical em Belize enquanto fazia um trabalho transcultural. Como resultado disso, ele lutou contra a dor física e a depressão pelo resto de sua vida. Em 19 de janeiro de 1987ele pediu um dia de alta do hospital de Massachusetts onde fazia tratamento, dirigiu até o Harbor de Boston, estacionou seu carro em uma rua sem saída, e mergulhou no mar. Tendo aparentemente cometido suicídio, faleceu aos 59 anos de idade.
Em um estudo empírico realizado por Haggbloom et al. Utilizando seis critérios, tais como citações e reconhecimento, Kohlberg foi considerado o trigésimo psicólogo mais famoso do século XX.
Dentre os seus principais sucessores, estão James Rest e Elliot Turiel, que deram prosseguimentos às pesquisas de Kohlberg com contribuições relevantes.

Teoria do Desenvolvimento Moral
A teoria do desenvolvimento moral é a mais conhecida de Kohlberg. Sua teoria, assim como a de Piaget, é universalista. Não afirma a universalidade das normas, mas a das estruturas que permitem a aplicação das normas em contextos precisos e proporcionam critérios para o juízo moral. Acredita que através de um processo maturacional e interativo, todos os seres humanos têm a capacidade de chegar à plena competência moral, medida pelo paradigma da moralidade autônoma, ou, como prefere Kohlberg, pela da moralidade pós-convencional.
Os seis estágios de Kohlberg podem ser generalizadamente, agrupados em três níveis de dois estágios cada: pré-convencional, convencional, e pós-convencional.
Seguindo as exigências construcionistas de Piaget de um modelo de estágios, como exposto em sua teoria do desenvolvimento cognitivo, é extremamente raro regredir em estágios – perder o uso de capacidades de estágios mais altos. Não se podem pular estágios, cada um fornece uma nova e necessária perspectiva, mais abrangente e diferenciada de seus predecessores, mas integradas com eles. Os estágios não avançam em "bloco", podendo a pessoa estar em determinado estágio em uma área, e em outro estágio em outra área. Sua teoria é dinâmica, e não apenas estática. Potencialmente, todo indivíduo é capaz de transcender os valores da cultura em que foi socializado, ele não apenas os incorpora passivamente. Com isso, a própria cultura pode ser modificada.
Podemos esquematizar a teoria de Kohlberg da seguinte maneira:
Nível 1 (Pré-Convencional)
1. Orientação "punição obediência"
(Como eu posso evitar a punição?).
2. Orientação auto-interesse (ou "hedonismo instrumental")
(O que eu ganho com isso?).
Nível 2 (Convencional)
3. Acordo interpessoal e conformidade
(Normas sociais)
(Orientação "bom moço"/"boa moça")
4. Orientação "manutenção da ordem social e da autoridade"
(Moralidade "Lei e Ordem")
Nível 3 (Pós-Convencional)
5. Orientação "Contrato Social"
6. Princípios éticos universais
(Consciência principiada)
Nível pré-convencional
O nível pré-convencional de argumentação moral é particularmente comum em crianças, embora adulto também possam exibir esse nível de argumentação. Nesse nível, o juízo da moralidade da ação é feito com base em suas conseqüências diretas. O nível pré-convencional consiste apenas do primeiro e segundo estágios de desenvolvimento moral, e está preocupado apenas com o próprio ser de uma maneira egocêntrica. Alguém com uma moral pré-convencional ainda não adotaram ou internalizou as convenções da sociedade sobre o que é certo ou errado, mas, em vez disso, foca-se grandemente em conseqüências externas que certas ações possam ter.
O estágio 1 é o do castigo e obediência. Nesse estágio, a moralidade para a criança consiste em observar literalmente as regras, obedecer à autoridade e evitar o castigo. Por exemplo, uma ação é vista como errada apenas porque aquele que a cometeu foi punido. "Da última vez que fiz tal coisa, apanhei, então não farei de novo". Quanto pior a punição, pior é visto o ato. O ponto de vista é egocêntrico, o ator não distingue entre seus interesses e os dos outros, que o ponto de vista dos outros pode ser diferente do seu. Há uma deferência para aqueles vistos como de maior poder ou prestígio.
O estágio 2 é aquele em que a pessoa é movida apenas pelos próprios interesses. O comportamento moral consiste em seguir regras quando forem do interesse imediato do ator, e em reconhecer que os outros também têm seus próprios interesses, o que pode justificar uma troca entre atores, integrando interesses recíprocos, mas apenas até o ponto em que isso serve aos interesses do próprio ator. O ponto de vista inclui, portanto, o de outros indivíduos, numa base instrumental, ocorrendo certa descentração, embora mínima. O respeito pelos outros não está baseado em lealdade ou respeito mútuo, mas no sentido de "uma mão lava a outra". A falta de perspectiva do estágio 2 também não pode ser confundida com o estágio 5, pois aqui todas as ações têm o propósito de servir os próprios interesses ou necessidades do próprio indivíduo.
Nível convencional
O nível convencional de argumentação moral é típico de adolescentes e adultos. Aqueles que argumentam de uma maneira convencional julgam a moralidade das ações comparando-as com as visões do mundo e expectativas da sociedade. A moralidade convencional é caracterizada por uma aceitação das convenções sociais a respeito do certo e do errado. Nesse nível um indivíduo obedece a regras e segue as normas da sociedade mesmo quando não há conseqüências pela obediência ou desobediência. Aderência a regras e convenções é de algum modo rígida, entretanto, a adequação da aplicação de uma regra ou a justiça dela é por vezes (poucas) questionada.
O estágio 3 é o das expectativas interpessoais mútuas, e do conformismo, em que o ser entra na sociedade preenchendo papéis sociais (identidade dos papéis). O correto é atender às expectativas das pessoas de referência, ser um "bom moço", no papel de filho, irmão ou amigo, tendo sido ensinado que há um valor inerente a tal comportamento. O ponto de vista inclui as perspectivas dos outros e sentimentos compartilhados, que têm precedência sobre os interesses individuais. A argumentação do estágio 3 pode julgar a moralidade de uma ação valorando as suas conseqüências em termos dos relacionamentos de uma pessoa, a qual agora começa a incluir coisas como respeito, gratidão, e a "regra de ouro". Desejo de manter as regras e autoridade existe apenas para manter esses papéis sociais. As intenções das ações desempenham um papel mais significante na argumentação neste estágio; "eles têm boas intenções…".
O estágio 4 é aquele em que a pessoa se move com base na obediência a autoridade e ordem social. O correto é cumprir seu dever na sociedade, preservar a ordem social, e manter o bem-estar da sociedade ou do grupo. O ponto de vista é o do sistema ou do grupo social como um todo, e considera os interesses individuais dentre desse quadro de referência mais amplo. O argumentação moral no estágio quatro está além da necessidade de aprovação individual exibida no estágio três; a sociedade deve aprender a transcender necessidades individuais. Um ideal (ou ideais) central frequentemente prescreve o que é certo ou errado, como no caso do fundacionalismo. Se uma pessoa viola uma lei, talvez todo mundo possa – portanto, há uma obrigação e um dever em manter leis e regras. A maioria dos membros ativos da sociedade permanece no estágio quatro, onde a moralidade é predominantemente ditada por uma força externa.
Nível pós-convencional
O nível pós-convencional, também conhecido como "nível principiado", consiste dos estágios cinco e seis do desenvolvimento moral. Há uma crescente percepção de que os indivíduos são entes separados da sociedade, e de que a perspectiva do próprio indivíduo pode tomar precedência sobre a visão da sociedade; eles podem desobedecer a regras inconsistentes com princípios universais que possam ser justificados. Essas pessoas vivem de acordo com seus próprios princípios abstratos sobre o certo e o errado – princípios que tipicamente incluem direitos humanos básicos. Devido ao fato desse nível colocar a "natureza do ser antes dos outros", o comportamento de indivíduos pós-convencionais, especialmente daqueles no estágio seis, podem ser confundido com o daqueles no nível pré-convencional. As pessoas que exibem uma moralidade pós-convencional vêem as regras como necessárias e como mecanismos mutáveis – idealmente, as regras podem ajudar a manter a ordem social geral e a proteger os direitos humanos. As regras não são ditos absolutos que devem ser obedecidos sem questionamentos, podendo ser desobedecidas ou modificadas com base em justificativas universais.
O estágio 5 é o dos direitos pré-existentes e do contrato social ou utilidade. A visão de mundo de quem está neste estágio é a de que no mundo existem pessoas de diferentes opiniões, direitos, e valores. O correto é apoiar os direitos, valores e contratos jurídicos de uma sociedade, mesmo quando estão em conflito com as normas concretas do grupo. As leis são consideradas como contratos sociais em vez de um mandamento rígido. Aquelas que não promovem o bem-estar geral devem ser modificadas quando necessário para adequar-se ao "bem máximo para o maior número de pessoas". Isso é atingido através da decisão da maioria, e do comprometimento inevitável. Muitos dos atos de um governo democrático são baseados no estágio cinco.
O estágio 6 é o dos princípios universais éticos. As leis e acordos sociais só são válidos na medida em que derivam de tais princípios. Assim, quando a lei viola esses princípios, é preciso agir de acordo com eles. Os princípios em questão são os da igualdade dos seres humanos e o respeito por sua dignidade como indivíduos, considerados como fins e não enquanto meios como na filosofia de Immanuel Kant. 
Existe uma capacidade de se imaginar no lugar do outro. O ponto de vista é universalista, transcendendo grupos e sociedades particulares, e se baseia numa ética válida para todos, da qual derivam arranjos e instituições concretas. Os direitos escritos formalmente não são necessários, pois os contratos sociais não são essenciais para a ação moral deôntica. O indivíduo age porque é o correto a ser feito, não porque tal ação é instrumental, esperada, legal, ou foi previamente acordada. Para Kohlberg, raras pessoas atingem este estágio.
Contribuições de outros autores
Além das contribuições relevantes de James Rest e Elliot Turiel, a pesquisa de Kohlberg ganhou também uma continuidade importante em Jürgen Habermas.

Habermas formulou um sétimo estágio de desenvolvimento no artigo "Desenvolvimento da Moral e Identidade do Eu", publicado no livro "Para a Reconstrução do Materialismo Histórico" (título original em alemão: "Zur Rekonstruktion des Historischen Materialismus"). Para Habermas, é somente em nível de uma ética universal da linguagem que se tornam objeto do discurso prático também a interpretação dos careci mentos, ou seja, o que cada indivíduo crê que deva ser entendido e afirmado como seus "verdadeiros" interesses. 1

No entanto, o desenvolvimento de 3 níveis mentais - inteligência, afetividade e moralidade, não é automático, porque exige a intermediação de agentes culturais - pais, professores, adultos em geral.
E no mundo competitivo é influenciado por todos, ao professor cabe uma parte, ele não é o salvador da pátria e nem do indivíduo.
É o conjunto dos agentes culturais, ou seja, do ponto de vista moral, a educação começa na heteronímia, em que as regras morais são introjetadas sem críticas, até que a pessoa possa alcançar a autonomia, típica da maturidade, ou seja, que é capaz de decidir por si mesmo e mesmo com um melhor professor só depende dele pode até ter um monte de técnicas e equipamentos se a moral do aluno.
Não quer autonomia e reação contra a resolução de problemas e não há como ele competir neste mundo competitivo e desigual.
Como disse acima os agentes culturais, no caso as escolas hoje com suas teorias sempre estiveram presas a uma diretriz estabelecida pelo Estado, o grande impasse entre a heteronímia e autonomia ocorre na adolescência, período das contradições em que, abandonando as características infantis, o indivíduo ainda não assumiu as obrigações e as responsabilidades da vida adulta. E nisto o professor tem um pequena parcela na sua formação.
Brasil ele é desvalorizado pelos agentes culturais, pais adultos em geral, pode aplicar qualquer teoria de Piaget, Kohlberg, ou seja, hoje, o professor só resta diminuir o egocentrismo, porque os pais e o Estado em sua maioria não estão maduros moralmente do que é educação de verdade e ao invés de auxiliarem as crianças nesse processo com seus dogmas não aceitam as teorias do professores, porque a maioria deles segundo Kohlberg os professores ao auxiliar na tarefa de ensinar e ao aplicar seus projetos encontra os pais ainda no nível convencional, "escola só é boa se o filho dele vai bem e tirando notas ótimas, e, se não for é por culpa do professor, da escola" tipicamente infantil, no Estado é um toma lá e da cá e os professores no temor de não errarem estão entre a cruz e espada.

“ ““Só faço  que a quem me faça bem e o mal a quem me faz mal, assim permanece no estagio dois, de trocas e acordos de Kohlberg, uma vida de liberdade fica ela é uma boa professora ou uma boa menina”.
Segundo o qual devemos ser bons porque gostaria os que o outro agisse do mesmo modo se estivesse no nosso lugar é o reconhecimento do outro com regras, papéis e leis que garantem seu funcionamento, tendo em vista o bem-estar da sociedade ou de grupos e um Estado que centraliza tudo.
Passa o aluno sem esforço, na dita Progressão Continuada ou falso construtivismo do Mínimo Esforço.

O professor pode fazer tudo que lhe compete com computadores e todos os recursos tecnológicos com a maiores das boas intenções.

O papel para desenvolver a personalidade segundo Kohlberg é o nível pós-convecional o professor deve tentar e perceber os conflitos entre as regras e o sistema no contrato social que apela pela obediência às regras e às leis. Mas há uma enorme variedade de valores e opiniões e que, muitas vezes, existem conflitos inconciliáveis entre o legal e o moral (tem um ditado hoje que o professor finge que ensina e aluno fingem que aprende).

Exemplo: se um professor é ateu e falar que ele é, uma boa maioria de "crentes" nem mais sentira empatia em suas aulas porque vai ao contrário das normas do pensamento coletivo dos mesmos.
Mas no sexto estágio de kohlberg o comportamento moral regula-se por PRINCÍPIOS.

Os valores independem dos grupos ou das pessoas que sustentam, porque princípios racionais e universais de justiça: igualdade dos direitos humanos, respeito à dignidade das pessoas, e conhecimento de que elas são os fins em si e precisam ser tratadas como tal. Não se trata de recusar leis ou contratos, mas de reconhecer que eles são válidos PORQUE se apóiam em princípios.

E o povo brasileiro está, em sua maioria, ainda estão na fase da criança ou no nível convencional ou ainda no nível pré-condicional, a criança obedece para evitar castigo dadas pela autoridade ou para merecer recompensa, é um ponto de vista egocêntrico e o Estado com suas elites tentam com suas diretrizes utópicas facilitar esta hoje a não punição da reprova.

Eles garantem o funcionamento dos princípios da desigualdade do capitalismo ineficiente, não estou falando de educação socialista, esta é mais uma utopia onde o professor como dizem tenta salvador, estou falando do capitalismo ineficiente que se baseia de que pelo menos um seja dentro dos seus projetos o diferente o melhor para dirigir os explorados e como estamos no regime dos desiguais.
Ao professar, mas nem todos, ainda são o que tem os princípios dos direitos humanos.

Ele, aquele que quer mudanças e não é a maioria, se elevam de suas Verdades utópicas e tentam dar uma direção a uma sociedade mais justa e é neste campo que o professor deve atuar se elevam acima de suas utopias de seus preconceitos quebrando as regras do nível pré-convecional e convencional.

NO PRÉ-CONVECIONAL a criança adentra lentamente o mundo das normas. No segundo ele reconhece o valor do outro na identificação com pessoas, ele se espelha no outro, se casa dele é uma bagunça e seus pais e se sociedade e uma bagunça possivelmente eles serão daí entra o papel do professor, mas ele não é o salvador da pátria, ele tenta elevar ao nível pós-convecional numa "desobediência civil" em direção a uma sociedade mais justa só consegue na atualidade só com alguns.
Porque as maiorias das pessoas estão no pré-convecional manipulada pela utopias que falam e falam
Que hoje poucos querem ser professores e muitos desistem de ser. É duro hoje ser professor no Brasil. 

A pergunta que tento responder nesta teoria que estou passando é quer realmente o aluno fazer advocacia, engenheiro, cientista ou se ele quer ser padeiro, jogador, técnico em refrigeração,
Comerciante e outros que nada têm com haver com a formação seriada e prisional (panótica) e muitos professores estão jogando a toalha é a classe que mais sofre stress, imaginam o professor cuidar de 400 alunos todos diferentes e pais que estão ainda na pré-convenção.
Penso logo existo de Rani Descartes, será que a mulher não quer ser apenas dona de casa e o rapaz só quer ser simplesmente um mecânico e está sendo ou  pode ser um joguete de afetos e paixões tristes.
E a pessoa passar a ser seu dono, como os agentes sociais querem?

Segundo Espinosa "as boas paixões permitem o desenvolvimento humano facilitam o encontro das pessoas e proporcionam a alegria, hoje  o que se vê e viu  no Brasil não proporcionam alegria, onde há vários instintos e paixões negativa as e positivas para Freud "o mal-estar da civilização está nas forças agressivas e egoístas a ponto de ser autodestruitiva e comprometer a felicidade"

Jovem de 15 anos é aprovado e vai cursar Medicina no Ceará

Um fato inusitado no interior do Ceará. Um jovem de 15 anos, que fez o Exame Nacional do Ensino Médio 2012, foi aprovado para o curso mais concorrido da Universidade Federal do Ceará (UFC): o de medicina. Nesta semana, Tiago Saraiva recebeu a aprovação do Conselho de Educação do Ceará e vai poder fazer o curso, pulando os segundo e o terceiro anos do ensino médio.


A inscrição para o Enem foi apenas para ganhar experiência, como ele mesmo conta. Mas acertar 153 das 180 questões e os 900 dos mil pontos na redação o colocaram em vantagem. E aí o próximo passo era arriscar o Sistema de Seleção Unificado (Sisu). O curso desejado: Medicina na UFC, no campus da cidade de Sobral, a 250 km de Fortaleza.

Para entrar, ele disputou com mais de 4 mil concorrentes as 70 vagas do curso. No resultado, ficou em 54º. Para conseguir a posição, Tiago conta que sempre teve os estudos em primeiro lugar, desde que se decidiu por medicina. Para ele, o tempo ajudou a criar o hábito e o prazer pelos estudos.

PERMISSÃO - Para que Tiago pudesse fazer o curso de medicina, estando ainda no primeiro ano do ensino médio, era preciso que o Conselho de Educação do Ceará desse o aval. Para isso, Tiago passou por mais uma prova: em dois dias, ele fez dois exames que traziam questões que uniam as matérias dos três anos do ensino médio.

A prova foi desenvolvida pelo colégio onde Tiago estudava. As respostas foram analisadas por uma equipe de pedagogos e professores da instituição, que submeteram o resultado ao Conselho, que o aprovou. Agora é esperar pela confirmação da matrícula de Tiago pela Universidade para saber quando ele começa as aulas do novo curso.

O ERROS DO AGENTES SOCIAIS

A educação brasileira foi copiada e adaptadas dos utópicos clássicos fez com que o aluno durante a vida inteira tenha ideias, principalmente das escolas públicas, porque eles não são preparados para ser um aluno perceptos.

Aluno Perceptos é definido pela psicologia como aqueles que conseguem nos processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento através da percepção. Que é o conjunto dos processos mentais usados no pensamento e na percepção, também na classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas. De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos.

Mas o conhecimento lhe traria uma melhor adaptação ao meio - é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno, e, portanto, melhorando a consciência coletiva. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive sem perder a sua identidade existencial.

Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre à percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.

Os processos mentais que estão por detrás do comportamento. É uma das disciplinas da ciência cognitiva e uma delas é neurolinguística versos domínios, examinando questões sobre a memória, atenção, percepção, representação de conhecimento, raciocínio, criatividade e resolução de problemas.

No século XX, a psicologia cognitiva recebeu um grande impulso através de estudos sobre inteligência artificial, que permite relacionar e comparar, em certa medida, o processamento humano e animal da informação com processos eletrônicos, como o computador.

Hoje, perceptos necessitam de liberdade de comportamento e um click para ele desbrava um novo mundo e é assim que proporei a Teoria Cognitiva Determinista que deu levo - a Memética.

O pensamento cognitivo se passa neurolinguisticamente pela formação da personalidade exemplo: ódio, rancor encaixa nos treze traços de personalidade que proponho abaixo e não precisa etapas para se desenvolver a cognição, ele é inato na consciência coletiva da sociedade em que nasce não adianta ensinar por etapas como Piaget, Wallon, ou seriação que tanto a UNESCO promove, achando que pela estatística e no pelo ensino até a universidade teremos países desenvolvido, patifaria, deixe de ser hipócritas, acabe com este mito.

O exemplo acima é característico de alunos perceptos, mas, no entanto o meio social em que ele esta é determinista, portanto, para se ter mais alunos perceptos são necessários entender o pensamento coletivo consciente e inconsciente de uma sociedade e quando se leva em consideração os limites de transição de idades como Piaget e Wallon, diminui as chances de o ser.

Mas pode ser que um jovem de doze anos não queira ser médico, mas simplesmente um caminhoneiro, um pescador e ele obrigado a estudar coisas que não farão sentido para eles e torná-los ser feliz.

Não precisam ser educado para um futuro pelo qual não tem certeza, se será um médico ou letrado, por isto, para ser feliz é necessário ter universidade? Seguir diretrizes centralizadas, aptidão dele deve ser o hoje, no que ele quer; se têm 12 anos e quer ser mecânico, mas não tem condição econômica, e, existem recursos abundantes no Brasil, cerca de R$ 749 (reais) e somente chega às escolas 220 por alunos porque não repassar diretamente para este aluno perceptos que quer ser mecânico seria sim uma educação sem manipulação que tanto vimos ao longo do século.

Por isto, escrevo sobre uma nova teoria de aprendizagem, chamada pedagogia memética onde os atos, atitudes, valores estarão sustentados em treze axiomas que são:

Egoísmo (egocentrismo) que é a preocupação com o próprio conforto, ter vantagens, tirar proveito ( que no Brasil chamamos Lei de Gerson ) etc., sem consideração com os problemas dos outros, a pessoa acha que o mundo gira ao seu redor, não fala em publico, não dança ou quer se mostrar que dança melhor que os outros não participam de nenhuma atividade, pois, teme parecer desajeitado, incapaz e ficar em desvantagem, isto machucaria sua imagem. Exemplo: acha que mais importante é ficar em casa assistindo um jogo enquanto a família gostaria de passear e quem vence?

Álibis é a parte altamente desenvolvida de justificar o nosso próprio conforto usando acrobacias para alegrar o egoísmo e outras necessidades que chama de razão sem esquentar se vai machucar o outro ou não. Exemplo: se ao menos eu não tivesse uma mulher ou marido e filho para eu cuidar e sustentar, eu poderia faze isto ou aquilo, outra, “ seu pudesse começar tudo de novo… poderia sair à vontade. ¨, “tanto faz se eu sair e trair eu que sustento a casa” “se fulano ou beltrano no me chateassem tanto...” “ se eu houvesse feito às coisas de outro jeito”, e, assim por diante. Sempre se acha uma desculpa ou razão para satisfazer-se, e, ele acredita piamente nesta desculpa ou razão.

Orgulho é o mais sério defeito de personalidade (inato) ele tem uma dose de vaidade, egoísmo, admiração exagerada de si mesmo, auto-estima (diferente de amor-próprio), arrogância, ostentação, autoproteção exagerada, Exemplos: “tenha vergonha de contar às pessoas que não é pobre”, “ quando comete um erro e é chamado à atenção, reage com queixa ou com falta de brio”, “ acha que é dono da própria lei”, “ é o 'juiz' de si mesmo. Se torna seu próprio 'Poder Superior',” “crítica e fala pelas 'costas', difama as pessoas”, “tem rancor hipócrita”, Cria desculpas para os próprios erros, porque não suporta suas deficiências.”.

Ressentimento ( que vem como ódio, raiva, rancor, desprezo, irritação pelo outro, desprazer, injuria, exasperação) exemplo; “ seu colega recebe um elogio por merecimento ou promovido em sua frente acha que ele é um puxa saco”, acha que sua religião ou qualquer razões até cubistas, não vai com a cara dele por estes fatos e cria na mente razões para ter os ressentimentos, simplesmente não gosta dele pelo que ele é, portanto, se acha o tal o dono da verdade e se enfurece, se descontrola, fica sem paz.

Pensamento desonesta (usa mentiras) para cobrir suas deficiências e para conquistar o que quer manipula as pessoas que tem boa vontade e virtudes, vira marionetes para seu deleite, exemplo: uma pessoa que tem uma religião ele fala que é da mesma para tirar vantagens, esconde a infidelidade falando que vai jogar futebol ou ir a uma viajem de negócio, é um experto da maledicência sempre visando seu bem estar, ignora os sentimentos dos outros.

Intolerância: - é a recusa de conviver com valores diferentes dos seus, não aceita outros “credos”, políticos, religiosos e outras tendências clubísticas, sexuais e pratica de costumes diferentes do seu, Exemplo: odeia judeu e mesmo que seja cristã não aceita outra igreja, se ele é da batista até suporta a luterana ou anglicana, mas quando discutem sempre prevalece seus dogmas e doutrinas, não suporta e despreza o homossexualismo, mas tudo é herdado pela consciência coletiva de uma sociedade segundo a Teoria de Durkheim.

Inveja: - é descontentamento perante a “boa Estrela” dos outros, exemplo: uma pessoa chefe de família ou uma dona de casa ou um aluno exemplar, enfim, uma pessoa decente. E, naturalmente a pessoa invejosa considera um “metido a besta”, um convencido, um esnoba, as pessoa invejosa usa a velha frase típica, como justificativa usa: “Se eu tivesse tido as oportunidades dele, eu também estaria por cima”, é o contra ataca que ridiculariza e etc.

Malandragem: - é manifestação do nosso grande “falso orgulho”, uma forma de mentir com desonestidade exuberante, e usa máscara de bom moço e quer limpar sua barra após uma coisa que aprontou exemplo: sou um grande orador que impressiona as pessoas quer demonstrar “grande sabedoria” e dedicação a uma causa, ser, por exemplo, a favor do socialismo, igualdade de direito, faz grande abordagens usa dos seus conhecimentos abusando da ignorância das pessoas e da própria família, diz frases de efeitos sobre como criar um vida feliz, mas em casa nem tem tempo para os filhos, na vida é um grande camarada, mas em casa ou quando chefe é um verdadeiro tirano, etc.

Procrastinação: - é a arte de deixar para depois, adiar que precisam ser feitas. O velho ditado “amanhã eu faço” e quando se dá conta se torna inviável, ele se engana a si próprio, diz que vai fazer as coisas, mas faz ao modo dele, quando na realidade precisa de disciplina e quando pode resolver pequenos assuntos quando pedem se sente forçado a fazê-los, a preguiça e orgulho esta instalado em seu consciente.

Autopiedade: é gravíssimo e degenerativo é um sinal vermelho, leva a baixa estima, exemplo: “ se eu tivesse o dinheiro que essa pessoa tem? Olha aquela pessoa tem um mulher bonita se eu fosse rico que nem ele teria também, ah se eu tivesse estudado teria sido rico, a se eu tivesse a beleza dela teria todos seria feliz, etc.

Falsa sensibilidade; própria daqueles indivíduos melindrosos, cheios de "não me toques", ausência de maturidade e se dão muita importância, não agüenta desfeita e fica balançado, espera ser chamado e fica bravo, acha que tal sujeito não foi com  cara dele, se não tem carinho acha que não é amado, se não tem sexo a vontade acha que não é querido.


Impaciência que é má vontade de suportar oposições, dores aborrecimentos, etc., sem calma e se volta em todas as direções que lhe afeta e loucamente atira em todas as direções sem se importar com sentimento do outro, ela trás destruição físico, emocional, psicológicos e que pode levar a loucura e contribui muito com a ansiedade, brigas, guerras, estabelece a solidão e não compreende o outro e não deixa em paz e não vive em paz, sempre a paz dele esta em sua volta, ele não tem nada procura a paz na paz do outro que vive de maneira diferente e que mudar do seu jeito, e acha que assim esta salvando a humanidade, ele se torna o super-homem, é um eterno insatisfeito.

Medo que é um pressentimento real ou imaginário de fatalidade iminente, é positivo para evitar o perigo só quando é real, no imaginário é empecilho para o bem estar, exemplo: será que eu não a satisfaço o meus iguais, será que outra pessoa é melhor, será que por causa de da minha feiúra ou deficiência sou pior. A pergunta já têm resposta no acho que é? E na dúvida nasce o medo imaginário que perturba a paz, será ou serei mais feliz torna-se um martírio emocional.

É, assim, uma Teoria Determinista, ou seja, é condicionada e aplicada no consciente e inconsciente seja ele individual ou coletivo que limitam o crescimento do sujeito no espaço geográfico, ele sua ação hoje esta no click do WWW, o aluno acima não conseguiria se seguisse às utopias dos pedagogos clássicos.

Os modelos de escolas que temos não cobre as necessidades de formar o Ser na intensidade, mas, eles esquecem do Ter que descrevo no link que segue (http://adiliojacintofilho.blogspot.com.br).

O QUE É PEDAGOGIA MEMÉTICA.

A forma assumida pelos memes no cérebro

Um meme, termo criado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller “ O Gene Egoísta, é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros). No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma paga. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida como unidade autônoma. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética.”.

Em 1981 os biologistas Charles J. Lumsden e Edward Osborne Wilson publicaram uma teoria de co-evolução de genes e cultura no livro Genes, Mind, and Culture: The Coevolutionary Process (traduzindo, seria "Genes, mente, e cultura: o processo co-evolutivo"). Eles apontaram que as unidades fundamentais biológicas da cultura devem corresponder a redes neurais que funcionam como conexões de memória semântica. Wilson depois adotou o termo "meme" como o melhor nome existente para a unidade fundamental de herança cultural e elaborou sobre o papel fundamental dos memes em unificar as ciências naturais e as sociais no seu livro A unidade do conhecimento: consliência. No qual dou outro conceito espacial se dá a consliência e nesta se instalam memes replicantes no inconsciente e consciente coletivo e são dominantes em um momento histórico do conhecimento que dará uma neurolinguística renovada.

Os memes replicantes segue a teoria de Reprodução e Envelhecimento: A Teoria do "Filho Premiado"

João Carlos Holland de Barcellos, propôs uma nova teoria, que explica a origem da reprodução sexuada e do envelhecimento. Nesta teoria, tanto a reprodução sexual como a senescência surgem como uma adaptação darwiniana. Um mecanismo que dribla a seleção de grupo também é proposto. Desenvolveremos então a “Equação da Morte”, que estabelece a longevidade de uma espécie como função de parâmetros de suas presas e predadores.”

“Utilizaremos neste texto a palavra “envelhecimento” como sinônimo de “senescência”. A senescência é definida como um lento acúmulo de alterações degenerativas no organismo que o leva, inexoravelmente, à morte. Ou então como “a deterioração progressiva da quase totalidade das funções do organismo durante do tempo”.

O termo “imortal” designa que o organismo que não morre por envelhecimento. Isso não significa que não possa morrer por falta de alimentos, ataques de predadores, acidentes, doenças, por um ambiente hostil ou alguma outra causa externa, mas apenas que não se nesse, isto é, não possua uma morte programada em seu DNA nem que suas funções vitais decaiam significativamente com o tempo levando, por isso, o organismo à morte. Como exemplo de organismos imortais, podemos citar as bactérias. Estas não envelhecem, e, portanto, neste sentido, são imortais. Da mesma forma utilizaremos à palavra “mortal” para qualificar o organismo que envelhece, isto é, que possuem instruções em seu DNA para que, após certo período de tempo, faleça, ou que suas funções vitais caiam significativamente com o tempo, levando-o sempre à morte. Como exemplo, podemos citar os mamíferos, que sempre envelhecem e morrem.

A causa do envelhecimento, a nível evolutivo, ainda é considerada um dos grandes mistérios da ciência e, em particular, da biologia. Várias teorias tentaram explicá-lo:

“O gerontólogo russo Zhores Medvedev recenseou mais de 300. Contudo um grande número entre elas não se interessa realmente às causas, mas antes a mecânica senescente.”

Entretanto, apesar deste grande número de teorias, apenas algumas poucas tiveram alguma aceitação na comunidade científica. Infelizmente, nenhuma delas explicou satisfatoriamente as causas darwinianas do envelhecimento. A teoria que exporemos, e que chamei de a “Teoria do Filho Premiado”, pretende resolver este problema explicando a causa da senescência no nível neo-darwiniano, isto é, através da adaptação genética por seleção natural. Assim, defenderemos, nesta nova teoria, que o envelhecimento é uma decorrência da “morte programada”, pois seria evolutivamente vantajoso para os genes, em organismos com reprodução sexuada, se eles eliminassem os corpos que os carregam. Para entendermos o processo evolutivo envolvido no envelhecimento precisamos partir do início: A origem da vida.

As teorias mais modernas sobre a origem da vida apontam que esta se iniciou há cerca de quatro bilhões de anos, tendo como origem uma molécula replicante. Segundo as teorias mais modernas, este replicante deveria ser algo parecido com um proto-RNA, formada ao acaso no ambiente primitivo da época, conhecido como “sopa ou caldo primordial”. Lá vou eu como memo: - de onde veio esta sopa ou caldo primordial?

Os primeiros replicantes faziam cópias de si mesmos – clones- utilizando as moléculas que vagavam neste “caldo primordial”. Entretanto as cópias nem sempre eram perfeitas (ocorriam mutações) o que fazia com que estas cópias pudessem ter maior ou menor habilidade em fazer mais (ou menos) cópias em relação aos seus pais. As que tinham mais sucesso em sobreviver e se reproduzir, colocavam mais cópias de si mesmas do que as demais. Houve as condições necessárias para que a evolução darwiniana ocorresse: Herança, Reprodução, Variabilidade e Seleção Natural.

A “luta” pela replicação continuou sem tréguas. Em algum momento deve ter surgido um replicante mutante, que criou uma capa de proteção contra ataques de outros replicantes – a primeira célula-. Este replicante celular teve tanto sucesso com sua capa protetora que praticamente dominou a vida primitiva em seu início. No caldo primordial devem ter sobrado apenas os replicantes celulares – como as bactérias [3]-. Posteriormente, algumas bactérias mutantes “perceberam” que se elas se agrupassem em colônias teriam mais chances de sobrevivência. Estas colônias evoluiriam para os primeiros seres pluricelulares.

“Quando usado num contexto coloquial no dia a dia, e, não especializado, o termo meme pode significar apenas a transmissão de informação de uma mente para outra. Este uso aproxima o termo da analogia da "linguagem como vírus", afastando-o do propósito original de Dawkins, que procurava definir os memes como replicadores de comportamentos”.

“A chave de todo ser humano é seu pensamento. Resistente e desafiante aos olhares, tem oculto um estandarte que obedece, que é a idéia ante a qual todos seus fatos são interpretados. O ser humano pode somente ser reformado mostrando-lhe uma idéia nova que supere a antiga e traga comandos próprios.
—Ralph Waldo Emerson”

Para pensar é necessário ter duvidas e buscar respostas adequadas para melhorar o pensamento coletivo e o comportamento e um novo comportamento neurolinguística que coloca em xeque os fatos sociais dominante, mas, se diferenciam e se torna um memes positivo.

Segundo Dawkins, possuímos dois tipos de processadores informativos distintos:

O genoma ou sistema genético situado nos cromossomos de cada indivíduo é determinante do genótipo. Este DNA constitui a natureza biológica vital em geral e humana em particular. Mediante a reprodução, os genes transmitem-se por gene rações.

O cérebro e o sistema nervoso permitem processar a informação cultural (recebida pelo ensino, por imitação (memes) ou assimilação) divisível em idéia, conceito, técnica, habilidade, costume etc. - os chamados "memes".

Segundo Dawkins, possuímos dois tipos de processadores informativos distintos:

O genoma ou sistema genético situado nos cromossomos de cada indivíduo é determinante do genótipo. Este DNA constitui a natureza biológica vital em geral e humana em particular. Mediante a reprodução, os genes transmitem-se por generações.

O cérebro e o sistema nervoso permitem processar a informação cultural (recebida pelo ensino, por imitação (memes ou assimilação) divisível em idéia, conceito, técnica, habilidade, costume etc. - os chamados "memes".

A tese mais importante de Dawkins é que os traços culturais ou memes também se replicam. Por analogia com o agrupamento genético nos cromossomos, diz-se que os memes também se agrupam em dimensões culturais, que podem ser incrementadas com novas aquisições culturais. A grande diferença é que, enquanto os cromossomos são unidades naturais independentes de nossas ações, as dimensões culturais são construções nossas. Então, a cultura não é tanto o conjunto de formas de conduta, mas a informação que as especifica.

Transmissão dos memes

O conjunto de todos os memes possui as características próprias de qualquer processo evolutivo: fecundidade (algumas ideias são especialmente efetivas), longevidade (persistem durante muito tempo) e fidelidade na reprodução (conservadorismo tradicional, especialmente no ensino, como parte da educação infantil).

Por sua vez, os memes dão-se em um amplo campo de variação, replicam-se a si mesmos por mecanismos de imitação e transmissão de cérebro a cérebro, e geram um amplo leque de cópias que subsistem nos meios mais diversos. Assim sendo, temos o marco geral de um processo evolutivo que Dawkins compara com a evolução biológica, e prega que os memes devem ser considerados como estruturas viventes não somente metaforicamente, mas também tecnicamente. Os memes alternativos, que podem servir para efetuar a mesma função, são chamados alelomemes  ou memes homólogos. Por sua vez, os memes podem agrupar-se formando macromemes, que constituem um sistema de muitos memes estruturados e inter-relacionados que formam um objeto cultural complexo, tal como uma língua, uma teoria, uma mitologia. Em geral, a maior parte das construções que sustentam a teoria da evolução das espécies, são aplicadas pelos defensores das teses de Dawkins à teoria dos memes.

Da mesma forma que os genes se autocopiam (ergo, 'inconscientemente'), os memes tendem a se replicar; as boas ideias não o serão propriamente se forem incapazes, ao mesmo tempo, de se replicarem bem. Assim, os memes são indiferentes à verdade, como os genes são estranhos a qualquer classificação. Este mecanismo de auto-reprodução não é exclusivo dos sistemas vivos, como o DNA e o RNA: certos polímeros e cristais, e os vírus informáticos mostram este comportamento, assim, não deveria ser ilógico em algo inerte como um meme, já que, como vemos, trata-se de um padrão visível em muitos elementos naturais. Os genes de um ser vivo, conforme passam as gerações, alcançam proporções insignificantes em seus descendentes.


Deste modo a equipe ou coleção de genes de um indivíduo tende a desaparecer. Entretanto, uma boa idéia ou um invento podem perdurar quase intactos durante séculos. Os memes e os genes frequentemente reforçam-se uns aos outros, mas isto nem sempre é assim; por exemplo, um gene do celibato seria erradicado rapidamente do acervo genético, pois estaria condenado ao fracasso, por outro lado, um meme do celibato pode ter muito êxito no acervo de memes. O meio de transmissão é a influência humana de diferente índole, a palavra escrito-falada, o exemplo pessoal.

Evolução memética

A evolução memética, tal como o seu equivalente genético, pressupõe a possibilidade de mutações e de um mecanismo darwiniano de seleção natural para que possa ter lugar. As mutações são o fator responsável pela emergência de variações essenciais; as que são mais eficazes ao em replicar-se se tornam, por definição, mais comuns, possuindo uma maior probabilidade de continuar a replicar-se. No entanto, diferentemente da evolução genética, a evolução memética não se sustenta em algo exterior, análogo ao genótipo. Se um roedor perde a sua cauda, ou um fisiculturista levanta pesos, por exemplo, a informação no ADN do seu genótipo permanecerá a mesma, e quando se replicar não irá passar essas características adquiridas. Na memética, por outro lado, o fenótipo coincide com o genótipo e dessa forma as mudanças no último são transmitidas quando for replicado.

Dessa forma, a memética pode ser vista como lamarckiana o que possui a sua dose de ironia, já que consideráveis esforços e debates vieram a provar que a evolução genética não era. Não é, contudo esta a perspectiva original de Dawkins, que se assume como um neodarwiniano, e que, portanto nega a possibilidade de transmissão de características adquiridas nos memes tanto quanto nos genes, explicando o que superficialmente pode ser uma replicação de tipo lamarckiano como resultado de mutações.

É de admitir que as mutações dos memes (e o seu diferencial reprodutivo) tenham conduzido a linguagem a uma evolução cultural que, começando com umas poucas sílabas primitivas, a permitiu tornar-se hoje uma profusão de idiomas e dialetos, já para não mencionar as várias possibilidades de variação simbólica no interior de cada debilito. O mesmo raciocínio pode ser aplicado aos sistemas de linguagem: a escrita, o Braille, as linguagens de sinais como a gestual etc. Para tomar um exemplo recente, o frequentemente citado meme "All your base are belong to us" produziu variações como "all your vote are belong to us", enquanto outras falas do diálogo do videojogo que esteve na origem deste meme, caso de "Someone set us up the bomb", ainda que também replicadas pela Internet, obtiveram menor sucesso. O número de resultados de um questionário efetuado nos sistemas de busca da Internet podem, até certo ponto, servir como medida imperfeita da popularidade de várias expressões meméticas.

A cultura evolui?

Dawkins observou que as culturas podem evoluir de modo muito similar ao das populações de um organismo. Entre as gerações podem ser passadas ideias que podem aumentar ou diminuir a sobrevivência dos indivíduos que as obtêm e usam. A esse processo vem associado um mecanismo de seleção das ideias que continuarão a ser passadas às gerações futuras. Por exemplo, cada cultura pode possuir métodos e designs únicos para a construção de determinadas ferramentas, mas a que possua métodos mais eficazes - assumindo que todas as outras variáveis se conservam inalteradas - irá provavelmente prosperar sobre as outras culturas. Isso leva a que prospere a adoção desses métodos, que serão usados por uma fração maior da população com o passar do tempo. Cada design de ferramenta funciona então da mesma forma que um gene biológico (que pode existir em algumas populações, mas não em outras): a presença desse mesmo design nas gerações futuras é diretamente afetada pela sua eficácia enquanto meme.

Uma característica chave do meme é que ele é propagado por imitação, conceito proposto pelo sociólogo francês Gabriel Tarde. Quando a imitação surgiu evolutivamente nos humanos, isso veio a revelar-se um bom "truque", pois aumentava a capacidade individual de se reproduzir geneticamente. Talvez a seleção sexual dos melhores imitadores tenha levado a um aumento genético na capacidade dos cérebros para imitar. "Imitar" aqui significa basicamente levar informação do ambiente até ao cérebro por algum órgão sensorial. O elemento ambiental pode ser inanimado (como é o caso dos livros), mas, mais tipicamente, é um outro humano a partir de quem a informação de certo comportamento é obtida e posteriormente praticada. As fontes inanimadas de informação são designadas pelo termo "sistemas retentores". Uma vez que os memes se propagam de um indivíduo a outro por imitação, não podem existir sem que cérebros que sejam suficientemente potentes para analisar os aspectos relevantes dos comportamentos a serem imitados (o que deve ser copiado e por que razão deve sê-lo) bem como seus benefícios potenciais. Os memes (ou comportamentos adquiridos e propagados por imitação) apenas podem ser observados num reduzido número de espécies terrestres, caso dos hominídeos, dos golfinhos, e de aves que aprendem a cantar por imitação dos seus progenitores. Pode, no entanto ser alegado que existem memes menos complexos noutras espécies - por exemplo, comportamentos imitativos artificialmente induzidos em cefalópodes e ratos.

Uma outra característica que os memes partilham com os genes é o fato de sobreviverem para além dos indivíduos que os transportam. Um gene bem sucedido (como é o caso dos genes para dentes fortes numa população de leões) pode conservar-se sem mutações no conjunto de genes de uma população por centenas de milhares de anos. Da mesma forma, um meme bem sucedido pode propagar-se de indivíduo para indivíduo para muito além do momento em que teve origem.

Analogias biológicas

Assim como o conceito de egoísmo genético pode ser usado como auxiliar para uma melhor compreensão do modo como funciona a evolução biológica, o conceito de meme pode ser igualmente usado para compreender alguns aspectos da cultura humana (bem como comportamentos aprendidos de outros animais) que de outra forma careceriam de uma explicação suficientemente adequada. Em qualquer dos casos, se esta "explicação adequada" não for sustentada por testes empíricos, permanecerá a discussão em torno da cientificidade do conceito. A memética pode então ser considerada como uma ciência ainda na sua infância, uma protociência, ainda que muitos críticos do conceito a considerem tão-só uma pseudociência. Em todo o caso, muitas destas acusações podem provir duma interpretação literal da expressão "gene (ou meme) egoísta", que Dawkins sublinha que deve ser tomada como mera metáfora: um meme, assim como um gene, não faz ou deseja qualquer coisa intencionalmente. Simplesmente é (ou não) replicado, e isto de forma passiva.

Evolução dos memes

Para que ocorra a evolução, não basta a existência de mecanismos de hereditariedade e de seleção natural; é igualmente necessária à possibilidade de mutação, propriedade que também é atribuída aos memes. As ideias que são transmitidas de cérebro em cérebro podem sofrer modificações que se acumulam ao longo do tempo. Essas modificações no "fenótipo" (a informação nos cérebros ou sistemas retentores) são então transmitidas sob uma nova forma. Por outras palavras, de modo algo distinto da evolução genética, pode alegar-se que se propagam de forma tanto darwiniana quanto lamarckiana, pelo menos no sentido popular do último termo. Por exemplo, os contos populares e mitos são frequentemente adornados quando recontados com o objetivo de serem mais bem recordados -- aumentando dessa forma a probabilidade de serem recontados. Ilustrações mais contemporâneas podem ser encontradas nas várias lendas ou mitos urbanos e trotes (ou aches) que circulam na internet, de que são exemplo os falsos avisos de vírus como o "goodtimes vírus".

Contrariamente à história dos genes, que sofrem mutações aleatórias, as mutações nos memes geralmente são intencionais. São "pessoas" que alteram os contos na intenção de melhorá-los, ou de que eles sejam recontados, apresentando ou não sucesso. Um outro exemplo bem oportuno: o leitor deste artigo graças ao "wiki-software" é encorajado a alterá-lo e melhorá-lo. Se esta "mutação" melhorar o texto na opinião dos leitores, ele continuará publicado nesta enciclopédia. Caso contrário ele será modificado ou eliminado.

Um outro aspecto da evolução dos memes é que se pode criar mecanismos que facilitem, ou dificultem o processo de mutação, como no exemplo descrito acima, e em iniciativas como a proteção de copyright e mecanismos de bloqueio de alterações que não facilitam sua evolução.

Forças evolutivas que afetam os memes

O sucesso de um gene ou de um meme é determinado apenas pelo número de cópias existentes (e por onde essas cópias residem). Há uma forte correlação entre genes bem sucedidos e genes que têm um efeito positivo no organismo que contém esses genes. Voltando a atenção para o caso dos memes que normalmente são interpretados como alegações de fatos, pode postular-se uma correlação análoga entre os memes bem sucedidos e os que são verdadeiros. Similarmente, haverá uma correlação entre memes de natureza tecnológica ou econômica bem sucedidos e aqueles que têm um efeito positivo na economia. No entanto, este não é o único fator a ter em conta: há genes e memes cujo sucesso se deve a outros fatores e cujo efeito pode inclusive ser negativo.

O sucesso de um gene num corpo pode dever-se à sua capacidade de esquivar-se da loteria sexual, tendo para tal de estar presente em mais do que 50% dos zigotos de um organismo. Outros genes são selecionados positivamente pela via sexual. Assim, a evolução dos genes é influenciada por vários fatores que não exclusivamente o sucesso da espécie como um todo. Similarmente, as pressões evolutivas nos memes não são apenas a verdade e o sucesso econômico. Entre estas outras se incluem:

Experiência: Se um meme não apresenta uma correlação com o universo de experiência de um indivíduo, então será menos provável que este acredite nesse meme.

Felicidade: Se um meme faz com que um indivíduo se sinta mais feliz, então será mais provável que acredite nele (ex.: a idéia de que se será recompensando depois da morte pelos atos cometidos em vida --- "faça assim e irá para o Paraíso depois da morte").

Medo: Se um meme constitui uma ameaça, os indivíduos podem ser levados a crer nele pelo medo. (é o exemplo oposto ao anterior: "se você fizer isso, irá arder eternamente no Inferno).

Economia: Se um meme tende a ser portado por pessoas ou organizações que têm influência econômica, então o meme provavelmente beneficiará uma maior audiência. Se um meme tende a aumentar as riquezas de um indivíduo portador, provavelmente irá disseminar-se pela mesma razão. Entre os memes deste tipo incluem-se ideias tão simples quanto à de que "o trabalho duro é bom" e "as coisas mais importantes devem vir em primeiro lugar".

Censura: se uma grande e poderosa organização penaliza pessoas que expressam a crença nalgum meme em particular ou queimam livros que contenham esse meme, então ele será colocado numa situação de desvantagem seletiva. (A este propósito, deve, contudo notar-se que existe o meme "é errado censurar". Seria interessante especular se esse meme teria prosperado pelo aumento da riqueza de algumas nações que o aplicaram, dessa forma aumentando a influência do meme em si).

Conformidade e inovação: os memes, de forma um pouco diferente dos genes (mas não muito diferente dos genes presentes em vírus), podem aumentar em freqüência simplesmente por serem populares. É o caso do apego ao tradicional e do repúdio ao novo - algo que se relaciona com um outro fator de seleção, a felicidade relativa que decorre do nível de aceitação social. Noutros casos, mais notoriamente na moda e em várias formas de arte memes podem tornar-se populares pela razão oposta, isto é, por serem incomuns ou inovadores. Pode neste caso haver uma relação mais ou menos direta com o mecanismo de seleção sexual.

Troca de vírus memético?

Uma controversa aplicação desse paralelo "egoísmo memético" é a idéia de que certos grupos de memes podem agir como "vírus meméticos": conjuntos de ideias que se comportam como formas de vida independentes, e continuam a ser transmitidos mesmo que à custa dos seus hospedeiros simplesmente porque eles são bons em se fazerem ser transmitidos. Foi sugerido que as religiões e os cultos comportam-se dessa maneira; por incluir o ato de transmitir suas crenças como uma virtude moral, outras crenças da religião são passadas juntamente mesmo que elas não sejam particularmente valiosas para o crente.

Outros notam que a larga prevalência da adoção humana de ideias religiosas e defendem que isso prova que elas devem ter algum valor ecológico, sexual, ético ou moral. Por exemplo, a maioria das religiões urge por paz e cooperação entre seus seguidores ("Não matarás"), o que pode tender a promover a sobrevivência biológica de grupos sociais que carregam esses memes. Certamente os defensores das religiões alegam que há esses valores em se seguir suas regras e princípios - mas como isso está relacionado com o que eles sentem ser divino?

Há uma tendência na memética para criticar-se memes religiosos. De qualquer forma, algumas autoridades especulam que as religiões tradicionais agem como sistemas imunológicos mentais para suprimir novos memes que podem ser nocivos. Por exemplo, o cristianismo proíbe assassinato e suicídio, suas definições precisas de heresia garantem que novas religiões que advoguem essas ações não podem ser aceitas por pessoas educadas no cristianismo.

Ainda assim, a história nos mostra que não ocorre sempre exatamente isso, e verdadeiros massacres foram feitos com embasamentos religiosos, como guerras santas ou caça as bruxas. Ainda que religiões contenham memes que possam ter seus aspectos positivos, há um considerável grau de plasticidade individual da expressão dos memes, bem como influências de outros memes particulares de diversas localidades ou períodos na expressão de conjuntos de memes como a bíblia ou outros livros religiosos. Isso basicamente resulta nas diferentes interpretações ao longo do tempo, originando novas correntes religiosas a partir de uma base em comum. No decorrer dessa evolução muito do que pode ser considerado positivo pode deixar de ser expresso.

Muito disso está relacionado com os memes propagados pelas religiões que não estão diretamente, logicamente, associados aos valores morais e éticos, associações descartáveis de ideias sobre o sobrenatural como justificativa moral. Esses memes podem evoluir independentemente e influenciar negativamente na expressão dos memes considerados positivos.

Seleção não natural

Quão "natural" é esse tipo de seleção? Talvez tão natural quanto à atração sexual ou hábitos éticos. A relação do meme com outras ideias de evolução, como essas que separam fatores ecológicos, sexuais, éticos e morais e não reservam um lugar especial ou separado para a "cultura" além desses, parecem ser "pretendentes do trono" - fingindo explicar essas ideias mais específicas de evolução e cultura, mas sem qualquer modelo para teste. Isso causa a alguns cientistas e outros a desdenharem a cultura como algum tipo de fator na vida humana.

Uma famosa observação desse tipo é a de que Margaret Thatcher, quem diretamente disse "não há essa coisa de sociedade" - evidentemente ela se referia a um conjunto de fatores de sobrevivência, sedução e escolha moral específicos dos indivíduos, casais e famílias e não como uma "cultura" ou "sociedade" unificadas de algum modo.

Exemplo de isolamento reprodutivo na 'especiação' memética

Na genética populacional tradicional, a variação genética normal, seleção, e deriva não levam a formação de novas espécies sem alguma forma de 'isolamento reprodutivo'; isso é para dividir uma única espécie em duas, as duas subpopulações da espécie original devem de alguma forma ser impossibilitadas de intercruzar-se, o que iria normalmente manter sua heterogeneidade. No entanto, depois de separadas, a seleção natural e/ou apenas deriva genética agindo na variação genética normal das duas subespécies irá eventualmente modificar características suficientes entre os dois subgrupos que eles não poderão mais intercruzar-se, o que por definição significa que eles irão compor duas diferentes espécies. Exemplos de isolamento reprodutivo incluem isolamento geográfico, onde o surgimento de uma montanha ou rios separa dois subgrupos; isolamento temporal, onde um subgrupo torna-se totalmente diurno em seus hábitos enquanto o outro se torna totalmente noturno; ou até mesmo apenas isolamento "comportamental" como visto em lobos e cães domésticos: eles poderiam intercruzar-se, biologicamente falando, mas normalmente eles simplesmente não o fazem.

Um fenômeno similar pode ocorrer com memes; normalmente, a população dos indivíduos portadores de um meme em suas consciências é heterogênea e mistura-se suficientemente para manter o meme intacto, ainda que isso cubra uma grande amplitude de variações. Mas de qualquer forma, se a população divide-se, sem contato suficiente entre os dois subgrupos de variações do meme para equilibrarem-se, eventualmente em cada grupo irá evoluir sua própria versão desse meme, diferindo suficientemente do outro grupo para ser considerado uma entidade distinta.

Um exemplo disso ocorrendo na internet é o meme Kellerman. Uma busca na rede e/ou Use NET pela palavra 'Kellerman' irá resultar num grande número de citações, descrevendo extensivamente o covarde comportamento de um 'Dr. Arthur Kellerman', quem, com a assistência voluntária do centro de controle de doenças e do 'poderoso lobby da saúde pública' fabricou falsos estudos tentando implicar armas de fogo (e por extensão os seus donos) como uma ameaça à segurança pública, para propósitos de controle estatal da população que de outra forma seria frustrado pela segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos da América, o direito de ter e portar armas. Os autores dessas páginas e postagens descrevem aparentes maquinações, ciência propagandista, ou um subseqüente arrependimento do Doutor 'Kellerman', e o uso de seu trabalho por proponentes do controle de armas.

Na realidade, é claro, não há um 'Dr. Arthur Kellerman', ao menos não em qualquer conexão com a descrição acima. Há, no entanto, um Dr. Arthur Kellermann (com "duplo" n), que de fato publicou vários artigos estimando o impacto geral na saúde pública quanto à disponibilidade de, e vários aspectos de armazenamento de armas de fogo etc., como parte de uma robusta e saudável carreira na saúde pública e medicina de emergência e trauma. Como qualquer série de estudos desse tipo, há pontos fortes e fracos no trabalho de Kellermann que são rigorosamente debatidos tanto na literatura quanto na internet; de qualquer forma, mesmo após eliminar questões de opinião e afirmações que não são 100% sustentados, os fatos restantes facilmente verificáveis das publicações, carreira, os detalhes de cada estudo, etc. de Kellermann são virtualmente irreconhecíveis na descrição do maligno Dr. Kellerman.

O que aconteceu é um exemplo do meme original de Kellermann e seu trabalho sobre ferimentos violentos relacionados às armas tendo gerado um novo meme, 'o mentiroso, maligno, anti-armas Dr. Kellerman inimigo da liberdade' por um fenômeno análogo à clássica de seleção genética. A subpopulação envolvida era aquela com ações extremamente negativas contra o trabalho de Kellermann bem como uma falta de familiaridade com seus estudos, carreira, etc. Por causa de 'isolamento reprodutivo' devido à total ausência de interseção dos resultados de busca por "Kellerman" de "Kellermann", o meme "Kellerman" derivou ainda mais na direção da negatividade, independentemente da realidade. Como esse grupo encontra novos indivíduos de mentalidade geral similar, eles são introduzidos apenas ao mito 'Kellerman', e vão reproduzi-lo em seus próprios websites e postagens ampliando o rápido progresso desse meme dentro do intervalo da existência da internet.

Esse fenômeno também demonstra duas outras características de memes: o 'complexo de memes': um conjunto de 'co-memes' mutuamente ajudantes que co-evoluíram uma relação simbiôntica, e a estratégia de infecção 'Vilão versus Vítima'. (em inglês) [1]

A forma assumida pelos memes no cérebro

Em 1981 os biologistas Charles J. Lumsden e Edward Osborne Wilson publicaram uma teoria de co-evolução de genes e cultura no livro Genes, Mind, and Culture: The Coevolutionary Process (traduzindo, seria "Genes, mente, e cultura: o processo co-evolutivo"). Eles apontaram que as unidades fundamentais biológicas da cultura devem corresponder a redes neurais que funcionam como conexões de memória semântica. Wilson depois adotou o termo "meme" como o melhor nome existente para a unidade fundamental de herança cultural e elaborou sobre o papel fundamental dos memes em unificar as ciências naturais e as sociais no seu livro A unidade do conhecimento: consliência.
Exemplos de memes

As seguintes declarações são (grosso modo) versões de alguns memes comuns e que tem na neurolinguística uma um pensamento coletivo.

Tecnologia é o exemplo maior, carros, grampeadores etc. Tecnologia claramente demonstra mutação, a qual também é essencial para o progresso memético (ou genético) ser feito. Existiram muitos desenhos de grampeadores ao longo da história, por exemplo, com variáveis graus de longevidade, fecundidade, fidelidade ( e o sucesso" memético).

Jingles, músicas em propagandas políticas e comerciais e slogans.

Verme de orelha são canções, em especial refrões, que você não consegue parar de cantarolar ou pensar.
Piadas; ou melhor, piadas conhecidas por serem engraçadas.

Provérbios e aforismos (e.g., "Deus ajuda quem cedo madruga").

Canção de Ninar; são propagadas por pais para filhos por várias gerações, muitas vezes associada a ações e movimentos específicos.

Memes portugueses - por vezes existem frases, interjeições e até mesmo sketches que se massificam numa cultura ou sub-cultura.

Poema Épico; como importantes memes para preservar a história oral, apesar de eles terem sido há muito tempo mortos pela escrita.
Corrente de correspondência; "Você deve mandar esta mensagem para cinco outras pessoas, ou algo ruim vai acontecer com você.”.

Religiões são memes complexos, e religiões, incluindo crenças folclóricas, podem até mesmo se espalhar como um vírus (como a Oração de Jabez).

Teorias da conspiração.

"Eu sou uma pessoa de sorte. Aqui estão algumas histórias da minha sorte. Se você acredita em boa sorte, você pode se tornar tão sortido quanto eu”.

Fenômenos na Internet como gíria de internet e humor de internet (como All your base are belong to us).

Susan Blackmore teorizou que o "eu" é meramente uma coleção de histórias meméticas que ela chama de "eu plexo".

O conceito de memes é em si um meme. Até mesmo a idéia de que o conceito de memes é um meme se tornou um meme muito difundido. Entretanto, a idéia de que os conceitos de memes são em si memes, não é particularmente comum como um meme.


Filmes são muito meméticos devido à replicação em massa, causando nas pessoas a vontade de imitar um grande número de coisas que eles observam como "Você não agüenta a verdade" de A Few Good Men ou "então ta", de Asse Ventura, mesmo que eles não tenham visto o filme em si.

Memes políticos que se estendem como "regra da máfia" e "república não democrática".

Todos os tipos de fanatismo baseado em grupos, do anti-semitismo e do racismo para cultos de carregamento.

Paradigmas de Programação, de Programação Estruturada para Programação Extrema.

A Lei de Maori tem uma interessante e particular forma de auto-replicação. A convicção de que a "complexidade do semicondutor dobra a cada 18 meses" se tornou mais do que uma observação preditiva, mas sim um alvo de desempenho de toda uma indústria uma vez que foi acreditado extensivamente. Manufatureiros agora brigam para que a próxima geração de tecnologia de semicondutores recriem o ganho de performance da geração anterior para manter a crença na lei de Maori.

Wikis: A proliferação de sistemas edição colaborativa seguindo o exemplo da Wiki em suas múltiplas edições. Wikipédia, Wikicionário etc.

Conceitos como Liberdade, Justiça, Propriedade, Código Aberto ou Altruísmo

O "dicionário memético" é uma lista de atributos a cerca de memes que foi compilado por Glenn Grant sob uma licença de "divisão". Os exemplos demonstrados oferecem ajuda para se focar no conceito, para um leitor que não é familiar com o termo "meme". O dicionário está circulando desde o começo dos anos 90, e está atualmente em sua terceira edição.

Um dicionário memético

Os memes "sê feliz" e "faça os outros felizes"

Algumas práticas espirituais, por exemplo, o Budismo, promovem claramente metas ecológicas e morais reconhecíveis pela maior parte das pessoas. Por exemplo, o Nobre Caminho Óctuplo dá importância ao consumo limitado, à redução da crueldade, à não-violência ou participação em sistemas violentos e ao afastamento de processos sexuais e éticos que não tenham um claro interesse ecológico ou moral para o praticante - independentemente do valor que possam ter para os outros.


As religiões judaico-cristãs, da mesma forma, concentram-se principalmente na devoção a uma divindade transcendente e na adoção de normas morais para o comportamento, incluindo normas sociais e éticas que afetam todos os aspectos da vida, desde o amor altruísta, ao comércio e à atividade sexual. As pessoas são encorajadas a se devotarem às necessidades dos outros. O contraste entre o "sê feliz" e o "faça os outros felizes", apesar de não ser tão brilhante na prática, ou teoria, como o debate tradicional sugere, pode satisfazer contrastes de normas sexuais ou ecológicas diferentes em alguma forma não-óbvia.

Religião

Uma pessoa considera a própria religião como um meme ou, mais exatamente, um grupo de memes associados - um memeplexo. Certos movimentos cristãos fundamentalistas são notáveis por apenas agirem para aumentar os seus próprios números. Os movimentos em questão devotam quase 100% do seu tempo à atividade evangélica, não servindo a qualquer outro propósito. Isto possibilita que sejam considerados simplesmente como um vírus autocentrado e, em alguns casos, particularmente eficiente.

A direita religiosa americana tem uma mensagem construída nos dogmas religiosos. Ao anexar políticas conservativas para evangelismo religioso cristão (meme) eles estão associando um grupo de ideias políticas/memeplexos com um grupo de ideias religiosas/memeplexos que durante a história se "repetiram" de forma muito eficaz. Isto é, a Cristiandade conseguiu converter por séculos; Agora em muitos casos uma conversão política é, em parte, por causa da conversão religiosa.

Resistência ao Meme

Karl Popper defende isso nos termos mais fortes possíveis: "o valor de sobrevivência da inteligência é que ela permite que nós extingamos uma má idéia antes que ela nos extingo.”.

Resistência à ciência e à cultura tem sido um meme comum (ou antimeme ou a-meme) guiando a evolução cultural e cognitiva do homem para longe de caminhos destrutivos - por exemplo, os Estados Unidos e a URSS armazenaram, mas não utilizaram armas nucleares no período da Guerra Fria. A ignorância tem sido considerada como uma virtude em algumas culturas - em particular a ignorância de certas tentações que a cultura acredita que seriam desastrosas se adotadas por muitos indivíduos.

A internet, talvez o maior vetor de memes, parece estar englobando os dois lados do debate. Embora possa parecer verdade, para um observador ingênuo, que nenhum adulto pode impedir que outro adulto que acesse a internet, isso não acontece de fato, baseado em vários valores éticos tentando disseminar a resistência contra hacker ou pornografia.

Principia Cibernética Web mantém um léxico de conceitos meméticos, compreendendo uma lista de diferentes tipos de memes. Também faz referência a um ensaio de Jaron Lanier: A ideologia dos totalistas intelectuais cibernéticos que é muito crítico do "meme totalists" que afirma os memes acima dos corpos.

História do conceito de Meme

O conceito de ideias espalhadas por regras genéticas prediz o neologismo do termo; por exemplo, William S. Burroughs acertou que "Linguagem é um vírus".


John Laurent no The Jornal of. Mimética até mesmo sugeriu que o termo meme pudesse ter vindo do trabalho de um biólogo alemão pouco conhecido chamado Richard Cimo. Em 1904 Cimo publicou Dei Meme (publicado em Inglês como The Meme em 1924). Seu livro discutia a transmissão cultural de experiências com critérios paralelos aos de Dawkins. Laurent achou o uso do termo meme em The Socou of. the White Ant (1927) de Maurice Maeterlinck e sublinha os paralelos com o conceito de Dawkins:

Agora, a frase que Maeterlinck usa - onde ele discute várias teorias que tentam explicar 'memória' em termos como outros insetos 'sociais' (formigas, abelhas, etc.) - é "engrammata em cima do mneme individual" (Maeterlinck, 1927, p.198), e de acordo com meu dicionário (Webster's Collegiate), um anagrama é "um traço de memória; especif.: Uma mudança protoplasmática no tecido neural hipoteticamente contanto para a persistência da memória." Pelo que vale, Maeterlinck explica que ele obteve sua frase do "filósofo alemão" Richard Semon.[2]

Laurent sugere que as raízes etimológicas do termo meme estão em mimneskesthai, o termo grego para memória, em vez do comumente aceito mimeishtai, ou imitação.

Everett Rogers foi o pioneiro em teoria da difusão de inovações, explicando como e por que pessoas adotam novas ideias. Rogers foi influenciado por Gabriel Tarde, que fez as "leis da imitação" que explicavam como as pessoas decidiam se deveriam copiar o comportamento. Francis Heylighten do Centro Leo Apostolo para Estudos Interdisciplinares chegou ao que ele chama de Critérios de seleção memética. Estes critérios abriram o caminho para um campo especializado de aplicação de meméticas para descobrir se estes critérios de seleção poderiam agüentar uma análise quantitativa. Em 2003 estes testes foram feitos por Klass Chielens em uma tese de Mestrado sobre a testabilidade do critério de seleção.

Segundo Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) “é considerado um dos pais da Sociologia moderna, tendo sido o fundador da escola francesa, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É amplamente reconhecido como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social.”.

“Partindo da afirmação de que "os fatos sociais devem ser tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico aplicada a cada sociedade, em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior a ele, o que significa que a sociedade e a consciência coletiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma existência tangível. Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve permitir a realização deste, desde que consiga integrar-se a essa estrutura.”.

“Para que reine certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento de uma solidariedade entre seus membros. Uma vez que a solidariedade varia segundo o grau de modernidade da sociedade, a norma moral tende a tornar-se norma jurídica, pois é preciso definir, numa sociedade moderna, regras de cooperação e troca de serviços entre os que participam do trabalho coletivo (preponderância progressiva da solidariedade orgânica)”.

Seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma "Consciência Coletiva". Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste.

“A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de "Socialização", a consciência coletiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser sentir e nos comportar. E esse "tudo" ele chamou de "Fatos Sociais", e disse que esses eram os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia”.

“Nem tudo que uma pessoa faz é um fato social, para ser um fato social tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e coercitividade. Isto é, o que as pessoas sentem, pensam ou fazem independente de suas vontades individuais, é um comportamento estabelecido pela sociedade. Não é algo que seja imposto especificamente a alguém, é algo que já estava lá antes e que continua depois e que não dá margem a escolhas.” e agindo no espaço como neurolinguística das oportunidades. (grifo meu)

“O mérito de Durkheim aumenta ainda mais quando publica seu livro "As regras do método sociológico", onde define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte extraída das ciências naturais, dá seriedade à nova ciência. Era necessário revelar as leis que regem o comportamento social, ou seja, o que comanda os fatos sociais.”.

“Em seus estudos, os quais serviram de pontos expiatórios para os inícios de debates contra Gabriel Tarde (o que perdurou praticamente até o fim de sua carreira), ele concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos que a sociedade seja um todo integrado (onde há memes, grifo meu). Se tudo na sociedade está interligado, qualquer alteração afeta toda a sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem a algum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste raciocínio ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição social e Anomia.”

“A instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto, conservadoras por essência, quer seja família, escola, governo, polícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.” e nesta entram os nemes negativos e positivos. (grifo meu)

“Durkheim deixa bem claro em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas e parte em sua defesa, o que o deixou com certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas Durkheim não pode ser meramente tachado de conservador, sua defesa das instituições se baseia num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"), sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse desespero, Durkheim se dedicou ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião. O homem que inovou construindo uma nova ciência inovava novamente se preocupando com fatores psicológicos, antes da existência da Psicologia. Seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da obra de outro grande homem: Freud.”.

“Basta uma rápida observação do contexto histórico do século XIX, para se perceber que as instituições sociais se encontravam enfraquecidas, havia muito questionamento, valores tradicionais eram rompidos e novos surgiam, muita gente vivendo em condições miseráveis, desempregados, doentes e marginalizados. Ora, numa sociedade integrada essa gente não podia ser ignorada, porque de uma forma ou de outra, toda a sociedade sofreria as conseqüências. Aos problemas que observou, classificou como patologia social, e chamou aquela sociedade doente de "Anômala". A anomia era a grande inimiga da sociedade, algo que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do sociólogo seria, portanto, estudar, entender e ajudar a sociedade.” que para mim é a luta entre os memes negativos e positivos, onde os memes negativos superam os positivos.

Na tentativa de "curar" a sociedade da anomia, Durkheim escreve "Da divisão do trabalho social", onde discorre sobre a necessidade de se estabelecer uma solidariedade orgânica entre os membros desta. A solução estaria em seguir o exemplo de um organismo biológico, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver. Se cada membro exercer uma função específica na divisão do trabalho da sociedade, ele estará vinculado a ela através de um sistema de direitos e deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário aos outros. O importante para Durkheim é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade de forma orgânica, interiorizada e não meramente mecânica.

A pessoa quando age no espaço determinista usa a neurolinguística com formas e molduras do pensamento coletivo histórico e é replicante, hóquei e tem como expressão e formação de sua de personalidade, exemplo: o ódio, a raiva estão ligado a ressentimentos um dos 13 (que explanarei mais no próximo conceito) em determinado tempo trás regras e normas de conduta neurológicas, ou seja, o pensamento coletivo muda historicamente, mas, é determinado por um atores sociais (que chamo de memes deterministas) no pós e no agora e no antes ele recebeu pronto os eventos, ou seja, eles carregam conceitos determinantes do pensamento coletivo anteriores, mas, renovado com uma neurolinguista social caracterizada historicamente na forma de um novo pensamento coletivo.

Ele pode ser determinadamente positivo e negativo é geralmente aquele que se renova dentro do velho e se torna um gene replicante e é aperfeiçoado e adequados pelos memes secundários, ou seja, a idéia do memes replicantes há um mecanismo que dribla a seleção de grupo que dá uma nova idéia no pensamento coletivo e um novo sentido neurológico aos indivíduos, por isto, as ideias dão suporte para ideologias dominantes no espaço geográfico.

Exemplo de João Carlos Holland de Barcellos que estudou o genismo ele relatou o seguinte: “ Após fazermos uma análise crítica de algumas das mais conhecidas teorias sobre o envelhecimento, iremos propor uma nova teoria, que explica a origem da reprodução sexuada e do envelhecimento. Nesta teoria, tanto a reprodução sexual como a senescência surgem como uma adaptação darwiniana. Um mecanismo que dribla a seleção de grupo também é proposto. Desenvolveremos então a “Equação da Morte”, que estabelece a longevidade de uma espécie como função de parâmetros de suas presas e predadores.”.

“Utilizaremos neste texto a palavra “envelhecimento” como sinônimo de “senescência”. A senescência é definida como um lento acúmulo de alterações degenerativas no organismo que o leva, inexoravelmente, à morte. Ou então como “a deterioração progressiva da quase totalidade das funções do organismo durante do tempo”.

Também utilizaremos o termo “imortal”, para designarmos o organismo que não morre por envelhecimento. Isso não significa que não possa morrer por falta de alimentos, ataques de predadores, acidentes, doenças, por um ambiente hostil ou alguma outra causa externa, mas apenas que não se nasce, isto é, não possua uma morte programada em seu DNA nem que suas funções vitais decaiam significativamente com o tempo levando, por isso, o organismo à morte. Como exemplo de organismos imortais, podemos citar as bactérias. Estas não envelhecem, e, portanto, neste sentido, são imortais. Da mesma forma utilizaremos à palavra “mortal” para qualificar o organismo que envelhece, isto é, que possuem instruções em seu DNA para que, após certo período de tempo, faleça, ou que suas funções vitais caiam significativamente com o tempo, levando-o sempre à morte. Como exemplo, podemos citar os mamíferos, que sempre envelhecem e morrem.

A causa do envelhecimento, a nível evolutivo, ainda é considerada um dos grandes mistérios da ciência e, em particular, da biologia. Várias teorias tentaram explicá-lo:

“O gerontólogo russo Zhores Medvedev recenseou mais de 300. Contudo um grande número entre elas não se interessa realmente às causas, mas antes a mecânica senescente.”

Entretanto, apesar deste grande número de teorias, apenas algumas poucas tiveram alguma aceitação na comunidade científica. Infelizmente, nenhuma delas explicou satisfatoriamente as causas darwinianas do envelhecimento. A teoria que exporemos, e que chamei de a “Teoria do Filho Premiado”, pretende resolver este problema explicando a causa da senescência no nível neo-darwiniano, isto é, através da adaptação genética por seleção natural. Assim, defenderemos, nesta nova teoria, que o envelhecimento é uma decorrência da “morte programada”, pois seria evolutivamente vantajoso para os genes, em organismos com reprodução sexuada, se eles eliminassem os corpos que os carregam. Para entendermos o processo evolutivo envolvido no envelhecimento precisamos partir do início: A origem da vida.

As teorias mais modernas sobre a origem da vida apontam que esta se iniciou há cerca de quatro bilhões de anos, tendo como origem uma molécula replicante. Segundo as teorias mais modernas, este replicante deveria ser algo parecido com um proto-RNA, formada ao acaso no ambiente primitivo da época, conhecido como “sopa ou caldo primordial”.

Os primeiros replicantes faziam cópias de si mesmos – clones- utilizando as moléculas que vagavam neste “caldo primordial”. Entretanto as cópias nem sempre eram perfeitas (ocorriam mutações) o que fazia com que estas cópias pudessem ter maior ou menor habilidade em fazer mais (ou menos) cópias em relação aos seus pais. As que tinham mais sucesso em sobreviver e se reproduzir, colocavam mais cópias de si mesmas do que as demais. Houve as condições necessárias para que a evolução darwiniana ocorresse: Herança, Reprodução, Variabilidade e Seleção Natural.

A “luta” pela replicação continuou sem tréguas. Em algum momento deve ter surgido um replicante mutante, que criou uma capa de proteção contra ataques de outros replicantes – a primeira célula-. Este replicante celular teve tanto sucesso com sua capa protetora que praticamente dominou a vida primitiva em seu início. No caldo primordial devem ter sobrado apenas os replicantes celulares – como as bactérias [3]-. Posteriormente, algumas bactérias mutantes “perceberam” que se elas se agrupassem em colônias teriam mais chances de sobrevivência. Estas colônias evoluiriam para os primeiros seres pluricelulares.”.
As Bactérias

As bactérias são imortais. Elas se reproduzem por fissão: A bactéria se divide em duas (dois clones idênticos), e cada um destes clones se divide em dois, e assim por diante, crescendo a uma taxa exponencial com o tempo, se não houver alguma restrição ambiental.

O importante é percebermos que a vida se iniciou imortal. Não havia um mecanismo interno de envelhecimento, A característica mais simples para se existir é, portanto, a da imortalidade.”.

Os memes positivos não ficam conformados com pensamento efetivado pelo pensamento coletivo apesar de sofrer os impactos da neurologia coletiva dominante na divisão de trabalho, ele esta ligado ás ideias, e, o que é idéia?

Para Gilles Deleuze (Paris, 18 de Janeiro de 1925 — Paris, 4 de Novembro de 1995) foi um filósofo francês. Entre 1944 e 1948, Gilles Deleuze cursou filosofia na Universidade de Paris (Sorbonne), onde encontrou Michel Butor, François Châtelet, Claude Lanzmann, Olivier Revault d’Allonnes e Michel Tournier. Seus professores foram Ferdinand Alquié, Georges Canguilhem, Maurice de Gandillac, Jean Hyppolite.

Concluído o curso em 1948, ele dedica-se à história da filosofia, tornando-se professor da matéria na Sorbonne de 1957 a 1960. Em 1962, conhece Michel Foucault, de quem se torna amigo até sua morte em 1984. Apesar da amizade, não trabalharam juntos, mas foram apontados como responsáveis pelo renascimento do interesse pela obra de Nietzsche.


Entre 1964 e 1969, foi professor de História da Filosofia na ainda unificada Universidade de Lyon. Em 1968, Deleuze apresenta como tese de doutoramento Diferença e Repetição (Différence et répétition), orientado por Gandillac, na qual critica o conhecimento via representação mental e a ciência derivada desta forma clássica lógica e representativa; e como tese secundária, Spinoza e o problema da expressão (Spinoza et le problème de l’expression) orientado por Alquié.


No mesmo ano, ele conhece Félix Guattari, e este encontro resulta em uma longa e rica, e considerada por muitos controversa, colaboração. Segundo Deleuze: "meu encontro com Félix Guattari mudou muitas coisas. Félix já tinha um longo passado político e de trabalho psiquiátrico."" Na Universidade de Vincennnes, onde ensinou até 1987, Gilles Deleuze promoveu um número significativo de cursos. Graças a sua esposa, Fanny Deleuze, uma parte importante destas aulas foi transcrita e disponibilizada no sítio de Richard Pinhas (webdeleuze).

Para Deleuze, "a filosofia é criação de conceitos" (O que é a filosofia?), coisa da qual nunca se privou (máquinas-desejantes, corpo-sem-órgãos, desterritorialização, rizoma, ritornelo etc.), mas também nunca se prendeu a transformá-los em "verdades" a serem reproduzidas. A sua filosofia vai de encontro à psicanálise, nomeadamente a freudiana, que aos seus olhos reduz o desejo ao complexo de Édipo (ver O Antiédipo - Capitalismo e Esquizofrenia, escrito com Félix Guattari), a falta de algo. A sua filosofia é considerada como uma filosofia do desejo. Com a crítica radical do complexo de Édipo, Deleuze consagrará uma parte de sua reflexão à esquizofrenia. Segundo ele, o processo esquizofrênico faz experimentar de modo direto as "máquinas-desejantes" e é capaz de criar (e preencher) o "corpo-sem-órgãos". Seu intuito sempre foi o de explorar as suas potencialidades, ao máximo. Em Mil Platôs, Deleuze e Guattari enfatizam a necessidade de extrema prudência nos processos de experimentação, para que se prenda a qualquer preceito moral. Deleuze sempre advertiu quanto ao perigo de se tornar um "trapo" através de experimentações que inicialmente poderiam ser positivas, mas que depois é regulamentada por uma moral subjetiva: "a queda de um processo molecular em um buraco negro" (Diálogos, p. 167).

Desde 1992, seus pulmões, afetados por um câncer, funcionavam com um terço da capacidade. Em 1995, só respirava com a ajuda de aparelhos. Sem poder realizar seu trabalho, Deleuze atirou-se pela janela do seu apartamento em Paris, em 04 de novembro de 1995. Seus seguidores consideraram seu suicídio coerente com sua vida e obra: "para ele, o trabalho do homem era pensar e produzir novas formas de vida".

Mas, no entanto, para mim, ele se destaca por ser uma meme positivo na conceito determinista ele se fez como meme porque ele é da classe social letrada.

O pensamento coletivo dominante faz o meio social lhe proporcionar a ele ter idéia, e, ah! Eureca! Encontrei a resposta! Eu responderia: - poderia ser qualquer um?

Para se ter idéia é necessário ter o benefício das duvidas sobre novos fatos sociais e físicos, etc. Daí sim produzir novas formas de vida no pensamento coletivo que será ou não o dominante num dado momento histórico.

O importante é que Deleuze foi um dos filósofos que teorizou as instâncias do atual e do virtual (já elaboradas por outros pensadores), construindo um olhar sobre o mundo a partir das possibilidades: "Um pouco de possível, senão sufoco" (Foucault).

CONCLUSÃO

A pessoa quando age no espaço determinista usa neurolinguística dominante feitas por memes que dá formas e molduras do pensamento coletivo e tem como expressão e formação de sua de personalidade e há 13 conceitos neurolinguísticos e que dão historicamente outros que estarão etnologicamente como derivada, exemplo: o ódio, a raiva estão ligado a ressentimentos um dos 13 em determinado tempo trás regras e normas e conduta, ou seja, o pensamento coletivo é mudado historicamente, mas os atores sociais (que chamo de memes) pós evento carregam conceitos determinantes do pensamento coletivo anteriores.

Os treze conceitos neurolinguístico para a formação do sujeito memético positivo e negativo no espaço são os seguintes: Egoísmo, Álibis, Desonestidade, Orgulho, Ressentimento, Intolerância, Impaciência, Inveja, Malandragem, Procrastinação, Autopiedade, falsa sensibilidade e medo.

Na educação atual o egoísmo a preocupação com o próprio conforto, quer tirar vantagens, tirar proveitos (no Brasil chamamos de Lei do Gerson devido a uma propaganda de cigarro, chamada de Del Rei, que diz o seguinte: deixe de ser qualquer, leve vantagem compre cigarros Vila Rica e vá ao sucesso) que chamo de neurolinguística coletiva onde o pensamento cria um corpo (paladar, odor, visão, agir, fazer, etc.) de normas sociais alienado por utopias dentro do espaço geográfico e forma o jeito de agir e pensar e fazer, ou seja, é o trabalho nos objetos que dá um sentido de pertencer a um grupo qualquer, no caso da utopia capitalista e socialista ou religiosa ele é um objeto a mais dentro de vários, ele e seus semelhantes são contabilizado como resultado para um foco e precisa de objetivos para desempenhar como um objeto destacado dentro do corpo espacial geográfico, daí, ele vira meme negativo que aliena e alienado e usa os recursos do pensamento coletivo Durkheniano para sua convivência, ele é um fato construído neurologicamente na coesão social.

Tanto teóricos da educação no que tange as fases de cognição como Piaget, Wallon dizem que o aprendizado se dá por etapas para mim não há etapas, há aprendizado de personalidade e o que existe é uma formação da consciência individual e consciência coletiva desde útero e é condicionada nas palavras determinadas pelo meio, que neurolinguisticamente formaram alunos perceptos e ao nascer aumenta de acordo com meio em que esta e se não compreender ficará mais difícil será mais um frustrado e infeliz.


Assim, os treze conceitos neurolinguísticos que determinam a personalidade desde concepção ao nascer é o formador da cognição e pode se tornar agudo ou tolerante. E o aluno é um ser perceptos e nós é que criamos utopias que ele seguirá para o bem ou mal, só depende dele entender os treze axiomas e colocar em prática, aí sim, ele será um Meme positivo, e, pensará livremente ao mesmo tempo igual e desigual a quem quer ter felicidade e não esperar um futuro incerto tanto nas utopias religiosas ou ateias, o importante para ele é ter para ser, e, não as mentiras constitucionais baseadas no iluminismo: igualdade, fraternidade, liberdade, estas a maioria não têm, fala-se em liberdade só no voto e igualdade só na saliva e fraternidade acaba quando um ateu ou religioso se encontram com seus diferentes acaba e se tornam um grupo sectário, é só colocar um xiita radical com um judeu, igualdade só entre irmãos, coloca um pobre que sofre da seca nordestina perto de um mauricinho da Walt Street, em resumo, o lema da revolução burguesa ficou só para ela.

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