CITAÇÃO
Ainda não estou
persuadido de que um dia me que um fisiologista, o poeta e o filósofo e um
religioso e políticos que estão no poder falarão a mesma língua no espaço
geográfico, e a Terra enquanto mantêm firme e forte contra humanos, que se
dizem “racionais” e são os maiores predadores da natureza, corromperam a
natureza. E se A Europa não pedir desculpa e perdão para os irmãos Muçulmanos aumentará ainda mais as discórdias
INTRODUÇÃO
O maior mal de nosso tempo é
que a Ciência e Religião parecem como duas forças inimigas e irredutíveis. Mal
intelectual tanto pernicioso porque vem e se infiltra surdamente, mas
seguramente, em todos os humanos, como um veneno sutil que se respira no ar.
Ora, todo mal da inteligência se torna, em longo prazo, um mal para o SER e,
conseqüência, um mau social.
Enquanto todas as nada
fizeram que afirmasse sua fés no mundo dito Globalizado, mas estão cada vez
mais reafirmando um espaço Capitalista e religioso fragmentado é um sem fim de
Dogmas e Utopias. Antropologicamente, durante a idade e ainda são forças
morais; na integração do ser elas estão falhando o espaço que formaram do homem
moderno.
Enquanto a ciência experimental positivista ou não positivista
materialista (que se dizem critica), não fez senão reivindicar e reinventar
novas Utopias em legítimos argumentos da razão e sua liberdade ilimitada, bem
como os religiosos e intelectuais, renovaram a face do espaço geográfico, o
mundo. Dizem que libertaram o homem de cadeias seculares e forneceu ao homem
bases indestrutíveis.
Mas, desde que a Igrejas, não podendo mais provar seus Dogmas
primário em face das objeções da Ciência, nele se encerrou como em uma casa sem
janelas, opondo a fé em muito caso à razão como um mandamento absoluto e
indiscutível; desde que a Ciência, inebriada com suas descobertas no espaço
geográfico, e historicamente com seu polegar opositor fizeram e ainda fazem que
em sua maioria se torne agnóstica ou ateia em seu método, materialista e
utilitarista tanto em seus princípios quanto seu fim
Desde que a Filosofia, desorientada e impotente entre as duas, de
certa maneira abdicou de seus direitos para cair em um ceticismo transcendente,
uma cisão profunda se no espaço geográfico, Aristóteles que consultava oráculos
com Pifas, mascarou as duas no espaço com seu “sei que nada sei” e até hoje as
duas não se encontraram para o homem SER e TER a qualidade de vida.
O que se produz hoje daria para matar a fome do mundo inteiro e a
fé está no mundo inteiro, mas ambos neste conflito de forças para quem tem a
verdade da felicidade do homem falharam até agora. A Razão das Ciências e das
Religiões acabaram por torna-se uma das causas da fraqueza e de insensibilidade
haja vista tanto conflito, o axioma que coloco de Espaço Mimético é aquele onde
os Dogmas pré-históricos e atuais não foram resolvidos e que vemos são mais
fragmentação do espaço e mais guerras por mais venda, por mais espaço religioso
não se dão conta que nada desde que o homem corrompeu sua liberdade e isto vem
de longa data.
Tornou o homem incerto de fraqueza e de insensibilidade. A
Religião responde às necessidades do coração, daí sua eterna magia, as Ciências
através das utopias querem preencher o homem numa eterna descoberta para
facilitar a vida, surge uma nova magia que vendem ao público de uma nova magia,
como assim?Perguntará, você leitor, ora use imaginação quando os portugueses
chegaram aqui estava num estagio “tecnológico” que não compreendiam a razão científica
apurada da Europa de tantos conflitos, foi fácil para dominá-los jogaram
pólvora e os índios em sua mitologia era um sinal do deus trovão, tiveram medo
e referenciaram os “deuses portugueses”, fazedor e iniciador da chuva, e neste
âmbito que a tecnologia ainda faz com nós cada nova evolução queremos
experimentar, mas agora em função de utilitarismo e quem não acompanham estão
ultrapassados, mas como somos consumistas sem preocupar com meio ambiente
porque vamos para algum lugar no infinito (Céu, Paraíso, Nirvana etc. O
capitalismo não se tornou globalizado, mais sim corporativista e reparte entre
si qual área do espaço vital para seus produtos de baixa resistência, ele se
renova na mercadoria e os consumidores ainda agem como os “índios” e se tornam
alienados. Há já condições dos laboratórios internacionais em especial dos
países da Europa do Norte acabar com muitas doenças, mas o que fazem dão
produtos paliativos para que haja uma farmácia a cada esquina, se lançarem seus
produtos a preço popular acham que perderam mercado.
E com isto a Ciência bem como a Religião sem prova está em pé de
Guerra e Ciência sem esperança, ambas estão em pé, a ciência antes de Sócrates
era sobrenatural, as descobertas eram feitas por um que não eram acadêmicos
como é hoje, o fogo os deixaram em melhores posições contra seus predadores,
com seus polegares opositores hoje se tornam o maior inimigo da natureza, suas
tecnologias em maior parte agridem o meio ambiente, enquanto em nome da
religiaõ um se matam aos outros.
Daí uma contradição profunda, uma guerra oculta, não somente entre
Estado e a Igreja, mais ainda na própria ciência e até na consciência de todos
os indivíduos pensantes. Pois, sejamos nós quem nós fomos, pertençamos a
qualquer escola filosófica, estética e social, traz dois mundos inimigos, nas
aparências irreconciliáveis, que nascem de duas necessidades do homem:
cientifica e religiosa. Essa situação desde que o homem tornou “racional”,
enquanto polui e corrompe a natureza.
Essa situação durará sempre e ainda não contribuiu de forma real e
humana ao desenvolvimento do SER para TER suas necessidades básicas para o seu
desenvolvimento das faculdades humanas, dirigindo umas contra as outras seja na
utopia ou dogmas, que chama de ESPAÇO MIMÉTICO.
Tanto a Religião e Ciências estão no espaço geográfico, hoje a
Ciência se ocupa com o mundo material para ganhar lucros, a Filosofia em todos
os campos quanto à moral perdeu a direção das inteligências; a Religião governa
ainda. Em certa medida, as massas, mas não reina mais sobre as elites sociais;
sempre pela grande caridade, ela não brilha mais pela fé, mas por espaço que
podem levar sua Doutrina ou não deixar outra doutrina em paz, é um brigando até
hoje quem é a melhor.
2- ESPAÇO GEOGRAFICO MIMÉTICO.
Levo a você leitor, uma nova
abordagem teórica de espaço geográfico mimético, onde axiomas utópicos atuais
baseados no SER e TER leva a não enxergam as sutilezas do espaço geográfico que
o homem historicamente é uma utopia que esta longe de se efetivar, seja baseada
no capitalista, religioso, socialista e que máscara a realidade, onde o Estado
e pessoas tiram proveitos do poder do pensamento coletivo e individual. Onde os
mesmos controlam o espaço geográfico, o humano ainda não age, tão cedo,
puderam viver livremente e sem preconceitos dos dogmas das desigualdades que as
utopias e dogmas que falei acima que permanecem no inconsciente coletivo.
Em meus axiomas sobre o espaço mimético
não é um combate contra as utopias e religiões, mas um esclarecimento dos
papéis destas cabe aquele que use uma utopia ou um dogma e não esqueça que ela
é passageira e manipulador da realidade, hoje é hoje amanhã é outra coisa
depende de sua historicidade, na bondade, amor e honestidade, você é centro da
unidade de pensar, pense, somente pense “SEI QUE NÃO SEI, MAS POSSO APREENDER” e
assim seja dono de sua autonomia espiritual ou cientifica, invente, crie, use a
agia de mudar a si e aos outros carinhosamente e com as novas Magias
Tecnológicas não seja uma marionete, seja um justo, não egoísta na nova
tecnologia da informação, imagina se você aparecesse com suas imagens há quatro
séculos passados você iria para a fogueira ou forca seja em qualquer religião.
Em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller O Gene Egoísta, é para a memória o análogo do gene na genética, uma unidade mínima. É
considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é
armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros, assim o
axioma do espaço mimético é globalizado no caos das religiões e na ciência que
pela renovação do produto faz esquecer que o homem devia ser um SER completo e,
mas é fragmentado pelas utopias e dogmatismo do seu próprio jeito de entender a
natureza corrompida, portanto concreto e abstrato, mais desvendado pelo espaço
virtual ou que chamo de WWW e que esta tecnologia não seja apenas para passar
tempo e divertimento senão você será o fim e não a causa das mudanças, vou
direto ao ponto um alienado.
No que diz respeito à sua funcionalidade,
o meme é considerado uma unidade de evolução
cultural que pode de alguma forma propagar.
Os memes podem ser idéias ou partes
de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais,
ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida
enquanto unidade autônoma. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de
informação é conhecido como memética e no espaço territorial ele evolui hoje pelo
virtual.
Por outro lado, desde Aristóteles o homem acha que a ciências positiva, aquela que se vê os efeitos na razão lógica, é vendo o início, meio e fim para se tornar verdadeira, mas antes dele propor estes princípios que muitos se apegaram esqueceram que o homem busca o seu modo espiritual ao longo do tempo até hoje e a uma multiplicidade de Doutrinas e Dogmas que fazem os homens lutarem por uma visão abstrata de sua "verdade" combatendo com outras, os Dogmas estão aí e a luta para que "suas verdades" excluem todas, portanto guerras são elaboradas nestes paradigmas.
Quando usado num contexto coloquial e
não especializado, o termo meme pode significar apenas a transmissão de
informação de uma mente para outra. Este uso aproxima o termo da analogia da
"linguagem como vírus", afastando-o do propósito original de Dawkins e mimis do antes de Aristóteles propagam sem os ditames do Estado e das religiões e
utopias socialistas ou qualquer está que se dizem donos da verdade.
Assim trago a você o espaço mimético,
onde os sujeitos estão no espaço concreto e abstrato, globalizado e fragmentado
por utopias, onde a política do canhão ainda é forte, que chamo de UTOPIDOGMATIZAÇÃO
que através do polegar opositor mandamos e desmandamos na natureza.
O espaço mimético esta aberto ao
mundo virtual que ao Crick se abre para o novo colocando em xeque as utopias
que sempre leva o homem ao desespero mental porque para uma verdadeira
liberdade de ser, e não só ficar no SE do amanhã um novo pensamento de
humanidade esta por vir.
"A chave de todo ser humano é
seu pensamento. Resistente e desafiante aos olhares, tem oculto um estandarte
que obedece que é a idéia ante a qual todos seus fatos são interpretados. O ser
humano pode somente ser reformado mostrando-lhe uma idéia nova que supere a
antiga e traga comandos próprios."
—Ralph Waldo Emerson
3- As utopias e dogmas
religiosos levam o Mundo Fragmentação e falsa globalização
O que se vê hoje o modo de produção
ao mesmo tempo corresponde aos anseios, mas não de natureza dos homens livres o
qual chamo de UTOPIDOGMATIZAÇÃO que determina efeitos contrários para a
liberdade, igualdade e fraternidade e que no fundo usam a velha máxima: Pão,
Vinho e Circo, se não der certo, usa-se a política do canhão.
No espaço mimético que proponho é
tentar desmascarar as falsidades das Utopias e que o homem siga uma vida sem
pensar num futuro incerto feito pelas utopias. Hoje o homem tem condições ver a
farsa em que ele se envolve e, se renovam no caos espacial globalizado,
principalmente na navegação do WWW, mas não nega a influência das falsas
utopias e dogmas que esta trás e frente é o reverso da renovação, neste computador
que escrevo aqui e que levo idéias rapidamente, onde todos podem aproveitar, só
basta um Crick e um mundo novo se abre.
Um povo que têm hegemonia tecnológica
de Guerra e idéias que cabem no espaço temporal e territorial, no caso, hoje, o
Sistema Capitalista ou a mentira da Terceira Via (“socialistas, comunistas que
acham que dentro do capitalismo podem mudar a sociedade para ter
igualdade”.).
Antes quando não havia a internet, o
poder se concentrava nos países que controlam a economia que estão sempre
alerta, ao surgimento de idéias que podem estruturá-lo como motor que dá
sentido a sua potência hegemônica, hoje, apesar de que todos os navegadores WWW
estão concentrados nestes, mas, eles não têm o controle de tudo que se passa
nas mensagens e links que este potente meio tecnológico dispõe é uma grande
biblioteca do saber.
São sustentáculos agem como agente de
auto-ajudar entre o novo e o antigo que elaboram tecnologias, pesquisas e
principalmente idéias de um novo modo de ser como humano sem interferências
pontuais do Estado.
A guerra ainda existe, mas já a luz
de quem não se dá alienado pelas utopias e estão aptos para questionar tanto o
controle dos intelectuais que formam e formaram utopias, mas nasce o novo que
pode ser substituída por uma nova Democracia justa.
No mundo das utopias dentro do WWW,
ela cresce aleatoriamente elaborada por intelectuais em ação, mas, estes não
conseguem ter controle, não se controla o pensar. Ela pode ser manipulada, mas,
ocasiona sempre um questionamento em duas direções principais da libido
(projetada no mundo exterior, nas outras pessoas e objetos) e introversão
(dirigida para dentro do reino das imagens, das idéias, e do inconsciente), ela
é uma roda-vida ancestral que nos alegra e não há mais segredos para o inconsciente
ou o consciente coletivo, o circo das idéias não para.
Hoje, O vinho é o maior controlador
do consciente coletivo, o efeito da mente embriagada no álcool e drogas, e que
o Estado e a religiões mais gostam para que os homens não perceberem a falta de
Pão e do seu futuro incerto e não deixam pensar criticamente uma mudança para
melhor. As Utopias empregadas pelos burgueses e intelectuais e que dizem
socialistas, no entanto, as idéias têm poder sinergético que age
simultaneamente com outra coisa e buscam soluções sujas das utopias que não
responde hoje para que o homem seja mais feliz.
As utopias têm poder dos cortes que
nos deixam seres humanos com uma perna só. Tem um ditado brasileiro que diz
“qual chave de fenda vou usar agora”, vou traduzir antropologicamente: - eu
tenho chaves, pequenas, médias e grandes para apertar o parafuso, qual
escolherá? Depende do parafuso, mas, na lógica capitalista é quem tem a maior
tecnologia de guerra e concentração das utopias no espaço, exemplo: a bomba
atômica e a utopia religiosa. Sustentada por uns grupos que se apossam do poder
que dá o sentido lógico que todas as chaves apertaram o parafuso, através desta
que rumo tomará só os interesses egoístas deles, Segundo Maquiavel, “o Estado e
o governo como realmente são e não como deveriam ser.” Felizmente o mundo WWW é
aberto, este eles querem controlar, mas... Graças ao Todo Poderoso há
hackers.
O rumo das utopias sempre é um fim,
deterministicamente falando, no consciente e inconsciente coletivo ficam sujos,
no qual, se têm certeza que o Mundo acabará seja apocalipticamente ou
materialmente, ou seja, vai ter um fim e neste fim faz com que o homem pense
que será feliz num paraíso etc. e tal.
Na maioria das religiões existe um
novo mundo após a morte, no materialismo as recém-descobertas feitas pela
astronomia já comprovaram que o Sistema Solar terá fim porque a estrela sol é
um combustível e ele se transformará em cinco modos: explosão formando uma
estrela gigante vermelha ou supergigante vermelha, estrelas anã branca ou azul
ou virando buraco negro.
É neste sentido que sou determinista,
estamos vivendo num mundo incerto e conflituoso que trás tristezas para
qualquer um. Só que uns resolvem seus problemas entregando nas mãos de uma
religião fanaticamente, outros, materialmente, seja ele capitalista ou
“comunista”.
“No Capitalismo, o privado não vive
sem o Estado, nem um dia se quiser”, (Istvan Meszaros) e na tentativa de
implantar o comunismo no mundo pelos russos e agora pelos chineses com teoria
de avançar dentro do capitalismo (Terceira Via) ele é mais forte e
centralizador, ambos prometem o postulado da Revolução Francesa: - a liberdade,
fraternidade e igualdade, mas só ficam na falsa liberdade, só no voto, quando
entram no poder dane-se o que eles disseram, fazem na maioria tudo ao contrário
que pregam.
O fenômeno das idéias se dá pela auto-ajudar
intelectual WWW e do Crick serão os pilares de um novo que vai surgir, um novo
modo de pensar. E o pensamento preponderante que fará efeitos hoje, e
principalmente amanhã, é um poder democrático que supera os varais doutrinários
e crenças que podem ser da natureza ou ente que não vemos, mas basta um Crick
que temos uma ferramenta que já até levou os egípcios a derrubar o Ditador
Sayed Mubarak.
Nos sistemas elaborados pelos
capitalistas e religiosos, a fé é a chave certa. A fé no consumismo, a fé
descabida sanguinária nos preceitos religiosos, pergunto: - você acha que as
maiorias dos homens querem realmente serem irmãos? Aí que chave escolhida
depende da mão, o remédio para isto é o Crick da WWW.
Já, na tentativa do materialismo
histórico tanto capitalista como socialistas ou comunistas, há lacunas nas
proposições quanto ao apertar a parafuso, há um positivismo de que para ser
igualitário se terá a fraternidade e liberdade para sermos felizes. Vendem-nos
as idéias de que SER é mais importante que TER, mas, o SE, leva os humanos para
um futuro desconhecido cheios de dúvidas. São teses e mais teses que ficam no
SE.
O homem do espaço mimético tem o
benefício da dúvida espacial, temporal isto não os deixa alienados por axiomas
e viver nele livre, mas há sempre no consciente coletivo um “Deus” ou “Deuses”
ou Poder Superior, sendo assim este blogger tenta dar uma visão de como viver
dentro destas utopias sem culpa e cujo lema é basta hoje e nunca o SE, o amanhã
pode ser melhor sabendo de todo as falsidades das utopias e vivendo dentro
delas, mas, não entanto visando um mundo melhor e eu sou responsável por mim
mesmo, os outros são os outros, não vou me preocupar com eles, a mudança esta
em mim.
No espaço mimético não vence aquele
que têm tecnologia de guerra superior, nem aquele que se vale das utopias, mas idéias
que dão suporte espacial e temporal a suas idéias para não ser dominado
mentalmente.
O domínio territorial é idéias. No
entanto, o palco Terra é o mesmo e sofre ação predatória que será cobrada mais
tarde segundo a Teoria de Gaia (a Terra como um único organismo vivo) nos
cobrará. Assim, este é o principal axioma do espaço mimético, o homem não só é
Terra mais o Universo é que comandam os seres gerais inclusive a raça humana e
só nos resta a viver liberto das utopias, mesmo vivendo no sistema, seja ele,
capitalista, socialista ou religioso, pois teremos um fim e que vivemos o hoje
sem a doença do SE.
A utopia da auto-ajudar entre os
homens de boa vontade e democráticos, que chamo de Mimético, que é presenciada
e vivida aqui e agora, onde o poder das idéias ou de um poder superior que não
exclua os sujeitos sabendo que nas vinte e quatro horas num mundo onde a um
futuro é incerto e infeliz em que “a aprendizagem é nossa própria vida, desde a
juventude até a velhice, de fato até quase a morte; ninguém passa dez horas sem
nada aprender. (Paracelso)”.
Fiquemos alerta para aprender os
motivos de como somos dominados pelas utopias para se tornar um novo homem com
a liberdade na aceitação real que me é jogado no espaço geográfico desigual e
consciente da livre-escolha com um objetivo humanitário que aproxime do meu
igual, sabendo que a morte é inevitável e eu não sei que vêm depois da morte e
pelo menos nas vinte e quatro horas resolverei meus problemas sem usar as
doutrinas como fosse à última e acabada e livre do álcool e da droga.
4- OS
SEIS DOGMAS E UTOPIAS DA FALSA GLOBALIZAÇÃO.
Os seis dogmas: o capitalismo
centralizado nas mãos do capital, no segundo, religioso seja na África, na Ásia
ou qualquer povo, o terceiro é a dialética material, seja ela comunista ou
existencialista ou capitalista e o quarto é a auto-ajuda de palavras que
levantam a moral e dá suporte para que ele siga em frente, e, paralelamente, o
narcotráfico que desconhece fronteiras e o alcoolismo este, com conivência do
Estado, porque não há vantagens em combatê-la, são melhor mentes entorpecidas
para não questionar a miséria econômica e espiritual que vive.
O axioma do espaço mimético, que
proponho, se concretiza na busca para compreensão do mundo para ser e ativo
mesmo vivendo dentro dos seis dogmas, que se realiza espiritualmente na busca
da verdade moral e ética, e, digo, viva e deixar o outro viver, e, se instale
no subconsciente coletivo que ele é o responsável só por ele, portanto, a culpa
nos outros ou na sociedade não leva a nada.
Os conceitos de filósofo alemão
Friedrich Nietzsche, em que explica os passos através dos quais o Homem pode
tornar um 'Super-Homem' (homos superior, como no inglês a tradução também pode
ser compreendida como super-humano). Em sua frase “A vantagem de ter péssima
memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse à
primeira vez.” Se perguntar para os mais velhos sábios, nada mudou tudo
continua mesma coisa.
Outra base, criado em 1976 por
Richard Dawkins no seu best-seller O Gene Egoísta que diz o que é Um meme,
termo, é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É
considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em
cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros
locais de armazenamento ou cérebros. No que diz respeito à sua funcionalidade,
o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma
se autopropagar. Os memes podem ser idéias ou partem de idéias, línguas, sons,
desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que
possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O
estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como
memética.
Quando usado num contexto coloquial e
não especializado, o termo meme pode significar apenas a transmissão de
informação de uma mente para outra. Este uso aproxima o termo da analogia da
"linguagem como vírus", afastando-o do propósito original de Dawkins,
que procurava definir os memes como replicadores de comportamentos.
Assim, a chave de todo ser humano é
seu pensamento se relacionando com seus semelhantes e resistentes e desafiantes
aos olhares para um novo modo de encarar o mundo que tem oculto um estandarte
que obedece que é a idéia ante a qual todos seus fatos são interpretados,
mostrando-lhe uma idéia nova que supere a antiga e traga comandos
próprios.
Para Ralph Waldo Emerson “Através da
transvaloração de todos os valores do indivíduo, através da sede de poder
(vontade de potência), manifestado criativamente em superar o niilismo e em
reavaliar ideais velhos ou em criar novos e de um processo contínuo de
superação”.
Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço e
fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia
junguiana.
Por muitos anos Jung sentiu possuir
duas personalidades separadas: um ego público, exterior, que era envolvido com
o mundo familiar, e um eu interno, secreto, que tinha uma proximidade especial
para com Deus. Pelos seguintes fatos:
· N.º 1, e que às ciências naturais,
que também tanto o fascinavam devido ao envolvimento com a realidade concreta,
faltasse o significado, que saciaria a personalidade, daí como explicar os
fenômenos como a encarnação espiritual (ex. Kardec ismo).
· N.º 2. Os dois aspectos, religião e
ciência, não se tocavam daí sua constante insatisfação, devido ao desencontro
das duas instâncias interiores que perdura até hoje nas utopias sem realizar o
homem para ser feliz aqui e agora.
Na terapia junguiana, “que explora
extensivamente os sonhos e fantasias, um diálogo é estabelecido entre a mente
consciente e os conteúdos do inconsciente. A doença psíquica é tida como uma conseqüência
da separação rígida entre elas”, daí o ser humano se liga a utopias que lhe dão
suporte para viver um futuro incerto ou certo do ponto de vista de um paraíso
futuro, seja no nirvana ou aqui na Terra a espera de um salvador ou visão
consciente de ter um futuro de paz e harmonia, mas, no entanto, com seus irmãos
de religião ou credos.
Jung trilhou a individuação, pois
havia a necessidade imperiosa nele de ir ao inferno e voltar para poder mostrar
o caminho da volta àqueles que ficaram perdidos pelo caminho da vida. Tornou-se
ele uma resposta sincera e corajosa ao nosso tempo. “Sou eu próprio uma questão
colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei
reduzido à resposta que o mundo me der”, ou me ver alienado pelas utopias que
só separa os caminhos de uma vida livre.
Freud inovou em dois campos “o homem
age que uma teoria da mente e da conduta humana” “Alguns de seus seguidores
afirmam estar influenciados por um, mas não pelo outro campo”, assim pela mente
o dois entra em ação, geralmente na ação nasce de uma idéia da mente, mas, no
entanto somos levados por uma conduta utópica no consciente e inconsciente
coletivo, e, se ela é boa para mim, não interessa se os outros forem que não
compartilhem basta a conduta dos meus iguais, portanto a conduta utópica
instada faz mover para um futuro que acham se o ideal.
Provavelmente a contribuição mais
significativa que Freud fez ao pensamento moderno é a de tentar dar ao conceito
de inconsciente um status científico (não compartilhado por várias áreas da
ciência e da psicologia). Seus conceitos de inconsciente, desejos inconscientes
e repressão foram revolucionários; propõem uma mente dividida em camadas ou
níveis, dominada em certa medida por vontades primitivas que estão escondidas
sob a consciência e que se manifestam nos lapsos e nos sonhos.
Como parte de sua teoria, Freud
postula também a existência de um pré-consciente, que descreve como a camada
entre o consciente e o inconsciente (o termo subconsciente é utilizado
popularmente, mas não é parte da terminologia psicanalítica). “A repressão em
si tem grande importância no conhecimento do inconsciente. De acordo com Freud,
as pessoas experimentam repetidamente pensamentos e sentimentos que são tão
dolorosos que não podem suportá-los. Tais pensamentos e sentimentos (assim como
as recordações associadas a eles) não podem ser expulsos da mente, mas, em
troca, são expulsos do consciente para formar parte do inconsciente” que é
campo para o deleite das utopias, por isto o esclarecimento da liberdade,
igualdade e fraternidade se dá no campo consciente.
Embora ao longo de sua carreira Freud
tenha tentado encontrar padrões de repressão entre seus pacientes que
derivassem em um modelo geral para a mente, ele observou que pacientes
diferentes reprimiam fatos diferentes. “Observou ainda que o processo da
repressão seja em si mesmo um ato não consciente (isto é, não ocorreria através
da intenção dos pensamentos ou sentimentos conscientes)”. Em outras palavras, o
inconsciente era tanto causa como efeito da repressão para que as utopias se
instalem.
Divisão do Inconsciente
Freud procurou uma explicação de que
forma como se dava o processo da repressão, passou a adotar os conceitos de id,
ego e superego.
“O id representa os processos
primitivos do pensamento e constitui segundo Freud, o reservatório das pulsões,
dessa forma toda energia envolvida na atividade humana seria advinda do Id.
Inicialmente, considerou que todas essas pulsões seriam ou de origem sexual, ou
que atuariam no sentido de auto-preservação. Posteriormente, introduziu o
conceito das pulsões de morte, que atuariam no sentido contrário ao das pulsões
de agregação e preservação da vida. O Id é responsável pelas demandas mais
primitivas e perversas.”
“O Superego, a parte que contra-age
ao id, representa os pensamentos morais e éticos internalizados.”
“O Ego permanece entre ambos,
alternando nossas necessidades primitivas e nossas crenças éticas e morais. É a
instância na que se inclui a consciência. Um eu saudável proporciona a
habilidade para adaptar-se à realidade e interagir com o mundo exterior de uma
maneira que seja cômoda para o id e o superego.”
Para espaço que proponho o ego deve
ter clareza das utopias do SE.
Gilles Deleuze no livro
“Conversações” conhecido na filosofia e ciências sociais como
pós-estruturalismo, para ele O que é ter idéia? Algumas frases a seguir dão uma
visão do homem estruturado e meus adendos.
“A lógica de um pensamento é o
conjunto das crises que ele atravessa, assemelham-se mais a uma cadeia
vulcânica do que a um sistema tranqüilo e próximo do equilíbrio.” Mas que não
seja utópico.
“O fenômeno é comum: cada vez que se
morre um grande pensador, os imbecis sentem-se aliviados e fazem um
estardalhaço dos infernos.”, por que ele pode ser um atópico.
“Jamais interprete, experimente…”.
Para isto um Crick no WWW pode abreviar a interpretação (não é só ela)
“Cada vez que se ouve: ‘ninguém pode
negar… ’, ‘todo mundo há de reconhecer que… ’ sabemos que vem uma mentira ou um
slogan.”, ou uma utopia.
“Os mal-entendidos são freqüentemente
reações de bobagem raivosa. Há pessoas que não se sentem inteligentes senão
quando descobrem ‘contradições’ em um pensador.”, é a mesquinharia daqueles que
são utopidogmatizado.
“E, se o homem foi uma maneira de
aprisionar a vida, não será necessário que, sob outra forma, a vida se libere
no próprio homem?”. Só a liberdade de pensar sem utopias se mantém claro para
agir consciente.
“Há pessoas que não se sentem
inteligentes senão quando descobrem ‘contradições’ em um pensador.” Porque agem
por dogmas.
“O que me interessa são as relações
entre as artes, à ciência e a filosofia. Não há nenhum privilégio de uma dessas
disciplinas em relação à outra. Cada uma delas é criadora.” Mas, algumas estão
do lado das utopias.
“Escreve-se sempre para dar a vida,
para liberar a vida aí onde ela está aprisionada, para traçar linhas de fuga.”,
mas que não seja a fuga pela utopia.
“São organismos que morrem não a
vida.”
“A arte é o que resiste: ela resiste
à morte, à servidão, à infâmia, à vergonha.” E as utopias.
“[...] trata-se da constituição de
modos de existência, ou da invenção de possibilidades de vida que também dizem
respeito à morte, a nossas relações com a morte: não a existência como sujeita,
mas como obra de arte. Trata-se de inventar modos de existência, segundo regras
facultativas, capazes de resistir ao poder bem como se furtar ao saber, mesmo
se o saber tenta penetrá-los e o poder tenta apropriar-se deles. Mas os modos
de existência ou possibilidades de vida não cessam de se recriar, e surgem
novos.” Pensamentos e idéias que não sejam utópicas.
Assim sendo vamos aos axiomas do
espaço mimético que proponho.
5- CONCEITOS DO
ESPAÇO MIMÉTICO.
Para os seres dentro do espaço mimético
devem viver em sua plenitude de pensar e ter idéias este se passa pelo memes
onde ele será o super-homem e terão bem claro os Seis dogmas utópicos:
capitalismo, religioso, materialismo, auto-ajuda, à compulsão pelo novo produto
trás um vazio a ser preenchido, dá um noção de inacabado e alienação, trazendo
angústia, ansiedade num futuro intangível e infeliz que não se realiza nas 24
horas de sua vida, e, além de tudo destrói a natureza, um futuro incerto e
egoísta individualmente ou coletivamente atuando em papéis utópicos e dogmáticos.
A-
O papel
das Utopias materialistas no espaço mimético.
“Émile Durkheim teórico do conceito
da coesão social partiu da afirmação de que "os fatos sociais devem ser
tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico
aplicada a cada sociedade, em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo
obrigatório para o indivíduo e superior a ele, o que significa que a sociedade
e a consciência coletiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma
existência tangível. Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve
permitir a realização deste, desde que consiga integrar-se a essa estrutura”.
Mas, no entanto estes fatos são gerados de axiomas estruturais de várias
utopias que alienam o Ser.
Continuando Dhurkheim “Para que reine
certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento de uma
solidariedade entre seus membros. Uma vez que a solidariedade varia segundo o
grau de modernidade da sociedade, a norma moral tende a tornar-se norma
jurídica, pois é preciso definir, numa sociedade moderna, regras de cooperação
e troca de serviços entre os que participam do trabalho coletivo
(preponderância progressiva da solidariedade orgânica)”. Estes geram os
princípios separatistas de pensar e um consenso dentro de um grupo que tem todos
os instrumentos tecnológicos e verbais que sobrepõe a outros que menos conhece
estes recursos e serão alienados pelas suas utopias dos mesmos.
Nenhum dos dogmas que citei não houve
e nem haverá coesão social, porque somos memes que temos diferentes habilidades
e potencial em tudo, que compreendendo os seis axiomas que falei com seus
dogmas, levará a pensar que num futuro incerto, se deve viver suas 24 horas,
não se esquecendo de planejar um futuro melhor para si e para os outros,
sabendo a Terra terá um fim segundo os astrônomos, ou a utopia de paraíso ou
outra coisa semelhante, nirvana no futuro que se baseia no Se, por exemplo: se
todos os povos tivessem a mesma religião seríamos fortes e felizes ou se
tivéssemos um povo totalmente letrado racionaríamos um mundo melhor.
O método que pretendo esclarecer
(dialeticamente posso dizer que também é utopia) será um instrumento, que bem
manejado levará o homem a verdade, esse método consiste em aceitar apenas
aquilo que é certo e irrefutável e conseqüentemente eliminar todo o
conhecimento inseguro ou sujeito a controvérsias feitas pelas utopias vigentes.
E, abranger numa perspectiva de conjunto unitário e claro, a todos os problemas
propostos à investigação cientifica e histórica no campo da Geografia.
“No Cartesianismo consiste na
pesquisa da verdade, com relação à existência dos "objetos", dentro
de um universo de coisas reais. O método cartesiano esta fundamentada no
principio de jamais acreditar em nada que não tivesse fundamento para provar a verdade”.
Mas, com somos inseguros e estamos baseados no Se, há dúvidas sobre um mundo
perfeito e não conseguimos sem ter uma utopia esclarecer se existe um ser
superior a nós sem recorrer ao poder das utopias.
Com essa regra nunca aceitara o falso
por verdadeiro e chegará ao verdadeiro conhecimento de tudo, mas, no entanto,
as utopias são os instrumentos fáceis de manipular no conceito de provar a
verdade. E, como não temos certeza te todas as forças que nos regem, nós se
apegamos as utopias, e, muitos homens usam os principio da verdade octuplicada
para seu benefício seja pessoal ou grupal.
Descartes “parte do cogito
(pensamento) que faz parte do seu interior, colocando em duvida a sua própria
existência para chegar a uma certeza sobre a concepção de homem, o qual faz um
novo pensar sobre a problemática (homem) considerando duas principais
substancias existentes, que são o corpo e a alma que se unem em uma união
fundamental porem distintas entre si”. Neste âmbito, na sociedade utópica em
que vivemos o corpo não estrutura o nosso dia a dia, são catástrofes a toda
hora, é aumento da temperatura global, é o lixo jogado no chão como se fosse
natural em que o corpo da Terra não nos cobrasse e assim se dá mais ênfase na
alma que virá amanhã, cuja utopia e o Se, e se não fizermos o bem não teremos o
paraíso ou nirvana etc. e tal, num futuro, e negligenciam o ambiente do
agora.
No hegelianismo, corrente filosófica
desenvolvida por Georg Wilhelm Friedrich Hegel, que pode ser sintetizada pela
frase do próprio filósofo "o racional por si só é real", que
significa que a realidade é capaz de ser expressa em categorias reais. O
objetivo de Hegel era reduzir a realidade a uma unidade sintética dentro de um
sistema denominado idealismo
Assim, na filosofia idealista, o
postulado básico é que Eu sou Eu, no sentido de que o Eu é objeto para mim
(Eu). Ou seja, a velha oposição entre sujeito e objeto se revela no idealismo
como incidente no interior do próprio eu, uma vez que o próprio Eu é o objeto
para o sujeito (Eu), mas a utopia releva o sujeito e o objeto e exclui o outro
no patamar do Se.
"O idealismo tem elementos em
comum com o preconceito, ou seja, sempre pensar no ideal. Mas na sociedade
humana não deveria existir 'o ideal', pois todos nós somos diferentes e isso
faz a evolução da sociedade ser maior. O ideal, então, é a mistura das
diferenças", segundo Rodrigo Silva Ferreira. S. m. (1833, RevPhil 62),
mas, para mim, é ignorância dos esclarecimentos dos efeitos das utopias do Se
que torna o ideal o sim que multiplicando as diferenças e misturas de
preconceitos e manipulações.
Qualquer teoria filosófica em que o
mundo material, objetivo, exterior só pode ser compreendido plenamente a partir
de sua verdade espiritual, mental ou subjetiva. Seus opostos seriam
representados pelo realismo ('na filosofia moderna') e materialismo, mas todas
usam verdades utópicas do Se.
No sentido ontológico, doutrina
filosófica, cujo exemplo mais conhecido é o platonismo, “segundo a qual a
realidade apresenta uma natureza essencialmente espiritual, sendo a matéria uma
manifestação ilusória, aparente, incompleta, ou mera imitação imperfeita de uma
matriz original constituída de formas ideais inteligíveis e intangíveis”, no
entanto, hoje a matéria terá um fim, seja ela numa explosão do sistema solar ou
que se materializará num paraíso futuro e apelamos paras as utopias.
No sentido gnosiológico, tal como
ocorre especialmente no "kantianismo", teoria “que considera o
sentido e a inteligibilidade de um objeto de conhecimento dependente do sujeito
que o compreende, o que torna a realidade cognoscível heterônoma, carente de auto-suficiência,
e necessariamente redutível aos termos ou formas ideais que caracterizam a
subjetividade humana;”. Cuja utopia é o instrumento de preenchimento da
carência da auto-suficiência que torna inteligível, mas falso e
manipulador.
No âmbito prático, cujo exemplo mais
notório é o da ética kantiana, doutrina que supõe o caráter fundamental dos
ideais de conduta como guias da ação humana, a despeito de uma possível
ausência de exeqüibilidade integral ou verificabilidade empírica em tais
prescrições morais, no entanto os guias sempre são de pessoas ou sociedade que
tem um pensamento coletivo em que os argumentos mais forte são ditos
verdadeiros, mas, na realidade são utópicos.
Propensão a idealizar a realidade ou
a deixar-se guiar mais por ideais do que por considerações práticas, mas as
práticas estão respaldadas pelos axiomas utópicos que podem ser desmascarados
por outra utopia prática.
Teoria ou prática que valoriza mais a
imaginação do que a cópia fiel da natureza. Seu oposto seria o realismo, isto
somente se tem quando se sabe das intenções utópicas que não tem o valor do Se,
na ação das 24 horas e não no futuro que se diz para ser feliz.
Há vários conceitos de idealismo que
em resumo são:
· Idealismo absoluto: Doutrina
idealista inerente ao hegelianismo, caracterizada pela suposição de que a única
realidade plena e concreta é de natureza espiritual, sendo a compreensão
materialística ou sensível dos objetos um estágio pouco evoluído e superável no
paulatino desenvolvimento cognitivo da subjetividade humana, mas a duvida que
fica é que espiritualidade Se quer.
· Idealismo dogmático: Idealismo,
especialmente o berkelianismo, que se caracteriza por negar a existência dos
objetos exteriores à subjetividade humana [Termo cunhado pelo filósofo alemão
Immanuel Kant (1724-1804) para designar uma orientação idealista com a qual não
concorda.] Seu oposto seria o idealismo transcendental que se baseia no
paraíso.
· Idealismo imaterialista: Idealismo
defendido por Berkeley (1685-1753) que, partindo de uma perspectiva empirista,
na qual a realidade se confunde com aquilo que dela se percebe, conclui que os
objetos materiais reduzem-se a idéias na mente de Deus e dos seres humanos;
berkelianismo, imaterialismo, a pergunta que fica qual Deus?
· Idealismo transcendental (também
chamado formal ou crítico): Doutrina kantiana, segundo a qual os fenômenos da
realidade objetiva, por serem incapazes de se mostrar aos homens exatamente
tais como são, não aparecem como coisas-em-si, mas como representações
subjetivas construídas pelas faculdades humanas de cognição. Seu oposto seria o
idealismo dogmático, mas os dois são utopias do Se.
Em resumo conceitos de idealismos
multifacetados e confunde os pensamentos é abstração de um futuro melhor
baseada no Se. Já, no idealismo Capitalista é apoiado na religião e no Estado,
é o concreto na abstração do Se de um paraíso que vai chegar mesmo, basta
esperar, pregam a Democracia, mais ela está mais para falsidade onde a
liberdade e igualdade e fraternidade não existe concretamente, mas Se...
O papel das
utopias religiosas.
Neste abstrairei várias Religiões e
suas utopias, para isto, vou usar o conceito de Demiurgo que é o grande artífice, o criador do Mundo inferior (ou material). É considerado
o chefe dos Arcontes possuindo sabedoria limitada e imperfeita. Para os Neoplatónicos é o "Logos"
- primeira manifestação do absoluto. Numa interpretação judaica é Jeová; para os cristãos é o Verbo conforme
expresso no Evangelho
segundo João. Para os maçons é o Grande
Arquiteto do Universo.
O termo demiurgo provém do latim
demiurgus, e este por sua vez do grego δημιουργός (dēmiourgós), literalmente
"o que produz para o povo", e foi originalmente um termo comum que
designava qualquer trabalhador cujo ofício se faz de uso público: artistas, artesãos,
médicos, mensageiros, adivinhos etc., e no século V A.C. passou a designar
certos magistrados ou funcionários eleitos. Platão o utilizou em seu diálogo Timeu, uma exposição sobre cosmologia escrita por volta de 360 a .C., onde o Demiurgo
figura como o agente que, embora não seja o criador da realidade, organiza e
modela a matéria caótica preexistente de acordo com modelos perfeitos e
eternos.
Segundo os Gnósticos, esta entidade seria o Deus do Velho Testamento da Bíblia. Este ente tem a arrogância típica dos que se acham onipotentes. Criador de tudo que conhecemos, acha que todos devem
curvar-se a sua vontade: "Não terás outros deuses diante de mim" é
seu lema.
No mito Gnóstico
o Demiurgo foi gerado pelo eon Sophia após sua queda. Ao ser gerado, criou o mundo material
com o objetivo de governar e aprisionar na matéria as partículas divinas provenientes de sua mãe
(Sophia).
Querendo libertar as almas
aprisionadas ao mundo material, Sophia rebela-se contra o Demiurgo, e o
verdadeiro Deus Inefável envia aos homens o seu filho mais querido, o eon
Christós ou Cristo que desce ao mundo material com o objetivo de
transmitir a "Gnosis" (conhecimento) às almas para
que elas tenham consciência de sua identidade divina e partam para o Pleroma (plenitude)
libertando-se do jugo e da escravidão do Demiurgo.
Com o objetivo de impedir que isso
ocorra, o Demiurgo cria inúmeras ilusões e prazer material efêmeros para
afastar as Almas de sua legítima parcela divina, de modo que estas estejam
presas e sejam escravas do mundo material, tendo que sempre a ele retornar (reencarnação). O Demiurgo é o governante desta pequena Esfera de Vida
onde reina absoluto.
O Demiurgo possui um povo eleito:
os judeus. A estes se revelou e os têm como seu povo. Deu-lhes sua
Lei (Lei de Moisés ou Torah) para a sua própria maldição: "Olho por olho, dente por dente". Seu dia é sábado.
Possui vários nomes: Samael (deus
cego), Yaldabaoth (criança do Caos), Saclas, Saturno, Cronos,
etc. Sua consorte é o demônio feminino Nebruel, que ao se acasalar com ele, dá origem a doze eons. (uma observação você
já notou que o numero doze esta em várias ocasiões como sagrado, os dozes
trabalhos de Hércules, os doze apóstolos etc.).
No Evangelho Apócrifo de João, o demiurgo Yaldabaoth tem a aparência de uma cobra com
rosto de leão e seus olhos são como relâmpagos faiscantes.
Sendo assim, no axioma do o papel das
utopias religiosas em na maioria se diz que não se pode entrar totalmente nesse
mundo, já que nossa razão desconhece as forças superiores que nos rege, por
este ângulo, digo, ela existe mais não tem dono, se tiver me apresente, se você
vir com axioma utópico judaico-cristão usa os dogmas mulçumanos ou budistas e
daí que é dono da verdade? É claro que não possuímos as chaves para abrir suas
portas mais íntimas de um poder superior, mas alegar que os axiomas utópicos
religiosos é o caminho da verdade e excluir o próximo, portanto leva o mundo a
se fragmentar ainda mais e aumentando os preconceitos.
Começarei com as Religiões
Tradicionais que deram bases para atuais religiões porque como disse toda
utopia se cria a partir dos preceitos dos axiomas anteriores.
As religiões dos povos que se baseiam
em mitos, lendas e tradições, eram classificadas como religiões primitivas.
Esse termo passou a ser quase sinônimo de pagão, e seus praticantes eram tidos
como pessoas sem cultura, atrasadas, sem técnica, sem Deus... Ora, viver e
compreender vários Deuses são mais difícil que compreender um Deus, precisa
pensar mais a lógica destes Deuses porque todos são donos do pensar e como a
maioria não usa a razão e sendo analfabetos como compreender estes, é aceitos
sem questionar.
Atualmente, os estudiosos, revendo os
erros do passado que justificaram escravidão e morte, usam o termo religiões
tradicionais. Dessa maneira, mesmo sendo muito diferentes da religiosidade de
outras culturas, fica mais fácil entender estas manifestações religiosas tão
ricas e das quais muito podemos aprender.
O mundo destes povos muitas vezes não
encontra explicações satisfatórias em nossa mentalidade, que exige provas,
raciocínios e lógicas que deram suporte para as religiões atuais. O mundo
tradicional liga intimamente a vida em suas manifestações com suas divindades
superiores.
Nesse sentido, para entendermos
melhor as religiões tradicionais, é importantíssimo ter uma atitude de
abertura, sem preconceitos ou pré-julgamentos.
Tenhamos em conta também que essas
religiões não possuem textos escritos ou livros sagrados, depois foram
escritos, se baseiam na tradição, ou narração passada de geração para geração,
sobre os conteúdos e a maneira de viver sua religiosidade. Isso se dá em forma
de histórias, ritos, provérbios, danças, músicas, festas.
RELIGIÃO
TRADICIONAL AFRICANA
Para falarmos disso, precisamos, em
primeiro lugar, deixar claro sobre qual região da África ou qual religião
iremos abordar. Para isso, dividimos a África assim:
(1) África do norte: desde o
Atlântico e Mediterrâneo até o Saara, incluindo o Egito e a Etiópia. Esta
região é dominada pelo Islamismo e pelo Cristianismo.
(2) África centro-sul: desde a Rep.
Dos Camarões, Quênia..., até o extremo sul. Esta parte da África, povoada
principalmente por tribos aborígenes, é dominada pelas religiões tradicionais,
exceto uma relevante percentagem que praticam o cristianismo, o islamismo e até
o hinduísmo.
Um erro comum é supor que todos os
povos africanos são da mesma raça e que tiveram a mesma origem, o que leva a
supor que tenham também os mesmos costume e a mesma religião.
A VIDA ESPIRITUAL E MATERIAL
A religião tradicional africana
distingue dois aspectos da realidade: aquilo que é visível, físico,
material..., e aquilo que é invisível e espiritual. Estes dois aspectos
fundem-se entre si: nenhuma coisa do mundo físico é tão material que não
contenha em si elementos do mundo espiritual. Isto conduziu à crença de que há
espíritos nas pedras, nas montanhas, nos rios, nas árvores, nos trovões, no Sol
e na Lua... Daí a religião tradicional africana ser muitas vezes chamada também
de religião animista estas deram suportes aos mitos gregos, hindus, etc.
Seus praticantes vivem em profunda
harmonia com todo o universo e esforçam-se para comportar-se de maneira
adequada, conforme as leis morais. Isso não significa que não existem momentos
religiosos mais destacados de outros, considerados profanos, mas toda a vida é
sustentada pelo elemento religioso que une os seres, o cosmo, o mundo invisível
e o Ser Superior. Todo o universo, inclusive o homem, tem uma alma.
OS RITOS
Ritos, cerimônias, preces... São
algumas das modalidades através das quais o ser humano procura se expressar e
alcançar sua própria harmonia com o todo. Mas o que importa é a atitude
interior que caracteriza a vida dos povos tradicionais, uma atitude
profundamente religiosa. Cada fato cotidiano, banal ou importante, é colocado
num contexto que supera a dimensão material.
O ritual sacraliza os momentos
importantes da vida: nascimento, adolescência, matrimônio e morte. Existe, além
disso, uma grande variedade de ritos: de iniciação, purificação, propiciação,
comemoração, ação de graças etc.
Os ritos de iniciação garantem a boa
integração na comunidade dos vivos, e os ritos fúnebres garantem a benevolência
dos antepassados: por isso, devem ser bem feitos. Freqüentemente, a iniciação é
também o ingresso em uma “sociedade secreta”, onde se aprendem ritos secretos,
mitos secretos e mesmo uma linguagem secreta... Foi base para irmandade como os
maçons e outras irmandades que o outro se reconhece pelos códigos que esta
proporciona e visa melhoria de seus irmãos, os outros, são apenas manipulados
para o bem estar deles.
Os africanos possuem lugares de
culto, embora muito modestos: pequenas cabanas, altares junto aos caminhos,
cumes de montanhas... As oferendas são feitas para pedir saúde, vida,
sucesso... Iniciou-se assim o costume de dar para receber, os dízimos são parte
oculto deste, por que negam, mas usam esta premissa, ou seja, saúde, vida e
sucesso.
A oração comunitária é a preferida e
exprime-se com danças e cantos, então novamente ela é percussora da maioria das
roupagens novas das religiões atuais.
O mesmo acontece com os ritos: impera
a criatividade, o movimento, o dinamismo...
ELEMENTOS
As religiões tradicionais africanas,
diferentes em muitas manifestações, de acordo com os respectivos povos, possuem
vários pontos comuns essenciais, mas tendo como objeto central a vida.
Potências espirituais: Abaixo do Ser
Supremo existem inúmeras potências mais ou menos espirituais, que se ocupam das
coisas mundanas, em lugar do Ser Supremo, e que, por isso, são muito invocadas
(como os orixás dos iorubas), aqui é grande preconceito da maioria das
religiões, no cristianismo, os católicos usam imagens, enquanto os protestantes
(ou evangélicos no Brasil) usam como bode expiatório para adquirir novos
adeptos.
Demiurgo: A criação foi feita
mediante um demiurgo (artífice), que é um antepassado mítico, às vezes
identificado com o fundador do povo, ao qual se devem tanto a geração do ser
humano como a introdução dos costumes, ofícios e ritos.
Ritos de iniciação: Como todos os
povos primitivos, os africanos dão importância aos ritos de iniciação que, não
raro, exigem provas duríssimas, até sangrentas (mutilações), que é uma utopia
idiota.
Danças: Na falta de livros, os ritos
desempenham papel importante na manutenção viva e atuante das tradições
religiosas e sociais. Neste sentido, as danças são de fundamental importância,
pois, no seu ritmo e dinamismo, dão a máxima expressão a todas as atividades do
grupo.
Curandeiros: Com artes próprias, como
incisões e aplicações de ervas, e mesmo com o recurso da sugestão, atendem às
necessidades do povo, surgindo assim, o conceito de que a natureza tem os
códigos genéticos para nossa salvação física.
Culto: Em geral, os africanos não
possuem estátuas, nem templos e sacerdotes. Os sacrifícios de animais (porcos,
cães, cabritos, aves...) não são oferecidos a Deus como adoração, mas aos
orixás (espíritos intermediários), como veículo de comunicação com os vivos, já
que o sangue é tido como portador de vida.
Moral: Para o africano, moral e
religião é praticamente a mesma coisa. As ações que prejudicam a convivência
humana ou o equilíbrio das forças naturais são punidas pela autoridade tribal
ou reparadas por ritos religiosos, pois irritam igualmente os espíritos,
provocando calamidades públicas, como secas, enchentes, enfermidades, mortes...
Desta forma, o africano se vê obrigado a respeitar os bens, a vida e a pessoa
do próximo, ainda que não conheça preceitos morais impostos por Deus. O
adultério é também severamente condenado, embora a vida sexual seja encarada
com muita tolerância, pois se trata do exercício de uma função vital.
RELIGIÃO
TRADICIONAL CHINESA.
Na China para A. J. A Elliot, em
1955, que descreveu o termo Shenismo que consiste em religião popular chinesa
tradicional usam termos utilizados para descrever o conjunto de tradições
étnicas e religiosas que têm sido o principal sistema de crenças da China e dos
grupos étnicos chineses han por boa parte da história desta civilização até os
dias de hoje. O shenismo abrange a mitologia chinesa, e inclui o culto dos
shens ("divindades", "espíritos", "consciências",
“arquétipos”.), que podem ser divindades naturais, Taizu ou divindades
clânicas, divindades urbanas, divindades nacionais, heróis nacionais e semideuses,
dragões e ancestrais. De novo deram bases para os mitos gregos, unos,
visigodos, vikings etc.
Há na China o Taoismo (ou daoismo) é
uma tradição filosófica e religiosa originária da China que enfatiza a vida em
harmonia significa "caminho", "via" ou
"princípio", e também pode ser encontrado em outras filosofias e
religiões chinesas. No taoismo, no entanto, Tao se refere a algo que é tanto a
fonte quanto a força motriz por trás de tudo que existe. É, basicamente,
inefável: “O Tao que se pode discorrer não é o eterno Tao”. Que deram bases aos
axiomas racionais de Platão até hoje.
Este taoismo filosófico,
individualista por natureza, não foi institucionalizado. As formas
institucionalizadas, no entanto, evoluíram ao longo do tempo, assumindo a forma
de diferentes escolas, que freqüentemente misturaram crenças e práticas que
antecediam até mesmo os textos-chave do taoismo - como, por exemplo, as teorias
da Escola dos Naturalistas, que sintetizaram os conceitos como o yin-yang e os
cinco elementos. As escolas taoistas tradicionalmente reverenciam Lao Zi, os
'imortais' ou ancestrais, juntamente com diversos rituais de adivinhação e
exorcismo, além de práticas que visam atingir o êxtase e obter longevidade ou a
imortalidade, muito utilizados nas práticas protestantes e outras.
As tradições e éticas taoistas podem
variar, de acordo com a escola, porém no geral a tendência é a ênfase do wu-wei
(ação através da não ação), "naturalidade", simplificada,
espontaneidade, e os Três Tesouros: compaixão, moderação e humildade. Bases
para utopia da ética do Bem.
RELIGIÃO
JUDAICO-CRISTÃO-MUÇULMANA
As religiões judaico-cristãs é um
termo genérico usado para caracterizar o conjunto de crenças em comum do
judaísmo e o cristianismo, bem como a herança das tradições judaicas herdadas
pelos cristãos. Este termo é apropriado para caracterizar, como principal fonte
doutrinária das crenças judaicas e cristãs, com o conjunto de livros composto
pelo Velho Testamento e do Novo Testamento.
Mas, o termo que uso é do filósofo
esloveno Slavoj Zizek que alegou que o termo judaico-cristão-muçulmano para
descrever a cultura do Oriente Médio contra a cultura cristã ocidental seria
mais adequado atualmente afirmando que uma influência da cultura judaica no
mundo ocidental foi minimizada devido à perseguição e à exclusão histórica da
minoria judaica. (Embora haja também uma perspectiva diferente sobre a
contribuição judaica e sua influência). O conceito de tradição
Judaico-cristão-muçulmano refere-se, assim, às três principais religiões monoteístas,
vulgarmente conhecidas como as religiões abraâmicas. O intercâmbio formal entre
as três religiões, modelado através do diálogo intergrupos, tornou-se comum com
a globalização.
O termo tradição judaico-cristã, ou
somente judaico-cristianismo, foi usado primeiramente pelo Oxford English
Dictionary, edições de 1899 e 1910, respectivamente, ambas discutindo as
origens do cristianismo. Portanto, "judaico-cristão" significaria as
crenças cristãs primitivas, que seriam ainda uma continuação do judaísmo
pregado pelos judeus. O significado atual foi usado pela primeira vez em 27 de
julho de 1939 pela New English Weekly.
O termo ganhou popularidade mais
particularmente na esfera política a partir da década de 1920 e 1930, promovido
por grupos liberais, que evoluíram para a Conferência Nacional de cristãos e
judeus, aliados na luta contra o anti-semitismo por expressar uma idéia mais
abrangente dos Estados Unidos da América do que a retórica anteriormente
dominante da nação como um país especificamente cristão. Em 1952 o presidente
eleito Dwight Eisenhower falou que o "conceito judaico-cristão" é a
fé sobre a qual “o nosso (...) governo”... É fundado.
Base de um conceito comum das duas
religiões
Apoiantes do conceito judaico-cristão
e a reivindicação que cristianismo é o herdeiro do judaísmo, e que toda a
lógica do cristianismo como uma religião baseia-se no fato que ela foi
construída sobre o judaísmo. A maior parte da Bíblia cristã é, na verdade, o
Tanakh judaico, embora em ordem diferente, sendo utilizado como material de
ensino moral e espiritual de todo o mundo cristão. Os profetas, patriarcas e
heróis das escrituras judaicas são também conhecidos no cristianismo, que
utilizam o texto judaico como base para a sua compreensão da história
judaico-cristã, e de figuras como Abraão, Elias e Moisés. Como resultado,
grande parte dos ensinamentos judaicos e cristãos é baseada em um texto em
comum.
As críticas a este conceito.
Dois livros notáveis abordaram as
relações entre o judaísmo e o cristianismo contemporâneo, “Where Judaism
Differs” de Abba Hillel Silver e “Judaism and Christianity” de Leo Baeck, ambos
motivados pelo desejo de esclarecer as relações inter-religiosas "em um
mundo onde o termo judaico-cristão tinha obscurecido diferenças essenciais
entre as duas religiões." Reagindo contra a ofuscação das diferenças
teológicas, o rabino Eliezer Berkovits escreveu que "o judaísmo é judaísmo
porque rejeita o cristianismo, e o cristianismo é cristianismo porque rejeita o
judaísmo". O teólogo e romancista Arthur A. Cohen, em “The Myth of the
Judeo–Christian Tradition”, questionou a validade teológica da herança
judaico-cristã, e sugeriu que era essencialmente uma invenção das relações
ecumênicas e políticas, enquanto Jacob Neusner, em “Jews and Christians: The Myth
of a Common Tradition” escreve que “as duas fés são direcionadas para pessoas
diferentes falando sobre coisas diferentes (...)".
O professor de direito Stephen M.
Feldman questiona a validade da tradição judaico-cristã:
"Uma vez que se reconhece que o
Cristianismo tem historicamente enraizado o anti-semitismo (...). Para os
cristãos, o conceito de uma tradição judaico-cristã confortavelmente sugere que
o judaísmo progride no cristianismo - que o judaísmo é algo concluído no
cristianismo. O conceito de fluxos de tradição judaico-cristã a partir da
teologia cristã ensina que a Aliança Cristã (ou Testamento) com Deus substitui
a Aliança judaica. O cristianismo, de acordo com este mito, reforma e substitui
o judaísmo. O mito, portanto, implica, em primeiro lugar, que o judaísmo
necessita de reforma e substituição, e, segundo, que o judaísmo moderno
permanece apenas como uma "relíquia". O mais importante é que o mito
da tradição judaico-cristã insidiosamente obscurece as diferenças reais e significativas
entre o judaísmo e o cristianismo”.
E mesmo no interior delas há quebras,
existe Assembléia, Batista, Católico Ortodoxo, Católicos Romanos e um grupo que
admiro os Quaker, querem ver a verdade racional das desigualdades e liberdades
e solidariedade, mas há exclusão de outras religiões por querer que só Cristo seja
o salvador.
HINDUÍSMO
O hinduísmo se originou no
subcontinente indiano. Freqüentemente é chamado de SanāTana Dharma por seus
praticantes, frase em sânscrito que significa "a eterna (perpétua) dharma
(lei)”.
Os hindus acreditam num espírito
supremo cósmico, que é adorado de muitas formas, representado por divindades
individuais. O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas que são
vistos como meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em
todas as partes, e realizar a verdadeira natureza de seu Ser.
A teologia hinduísta se fundamenta no
culto aos avatares (manifestações corporais) da divindade suprema, Brâman.
Particular destaque é dado à Trimurti - uma trindade constituída por Brama
(Brahma), Xiva (Shiva) e Vixnu (Vishnu). Tradicionalmente o culto direto aos
membros da Trimurti é relativamente raro - em vez disso, costumam-se cultuar
avatares mais específicos e mais próximos da realidade cultural e psicológica
dos praticantes, como por exemplo, Críxena (Krishna), avatar de Vixnu e
personagem central do Bagavadguitá.
Os hindus cultuam cerca de 330 mil
divindades diferentes.
O hinduísmo pode ser subdividido em
diversas correntes principais. Dos seis darshanas ou divisões históricas
originais, apenas duas escolas, a vedanta e a ioga, sobrevivem. As principais
divisões do hinduísmo hoje em dia são o vixnuísmo, o xivaísmo, o smartismo e
shaktismo. A imensa maioria dos hindus atuais podem ser categorizados sob um
destes quatro grupos, embora ainda existam outros, cujas denominações e
filiações variam imensamente.
Alguns estudiosos dividem as
correntes do hinduísmo moderno em seus "tipos":
Hinduísmo popular, baseado nas
tradições locais e nos cultos das divindades tutelares, praticado em nível mais
localizado;
Hinduísmo dármico ou "moral
diária", baseado na noção de carma, na astrologia, nas normas de sociedade
como o sistema de castas, os costumes de casamentos.
Hinduísmo vedanta, especialmente o
Advaita (smartismo), baseado nos Upanixades e nos Puranas;
Bhakti, ou
"devocionalismo", especialmente o vixnuísmo;
Hinduísmo bramânico védico, tal como
é praticado pelos brâmanes tradicionalistas, especialmente os shrautins;
Hinduísmo iogue, baseado
especialmente nos Yoga Sutras de Patandjáli. Com os principais templos
Hoysaleswara e Khajuraho.
A característica da tolerância
compreensiva às diferenças de credo e a abertura dogmática do hinduísmo o torna
difícil de ser definido como uma religião de acordo com o conceito ocidental
tradicional. Embora o hinduísmo seja um conceito prático claro para a maior
parte de seus seguidores, muitos manifestam algum tipo de problema ao tentar
chegar a uma definição do termo, principalmente devido à ampla gama de
tradições e idéias incorporadas ou cobertas por ele. Embora seja descrito como
uma religião, o hinduísmo costuma ser definido com mais freqüência como uma
'tradição religiosa'. É descrito como a Karma e samsara.
Karma pode ser traduzido literalmente
como "ação", "obra" ou "feito" e pode ser
descrito como a "lei moral de causa e efeito". De acordo com os
Upanixades um indivíduo, conhecido como o jiva-atma, desenvolve samskaras
(impressões) a partir das ações, sejam elas físicas ou mentais. O linga
sharira, um corpo mais sutil que o físico, porém menos sutil que a alma,
armazena as impressões, e lhes carrega à vida seguinte, estabelecendo uma
trajetória única para o indivíduo. Assim, o conceito de um carma infalível,
neutro e universal, relaciona-se intrinsecamente à reencarnação, assim como à
personalidade, característica e família de cada um. O carma une os conceitos de
livre-arbítrio e destino.
O ciclo de ação, reação, nascimento,
morte e renascimento é um contínuo, chamado de samsara. A noção de reencarnação
e carma é uma premissa forte do pensamento hindu. O Bagavadguitá afirma que:
“Assim como uma pessoa veste roupas novas e jogam fora as roupas antigas e
rasgadas, uma alma encarnada entra em novos corpos materiais, abandonando os
antigos. (B.G. 2:22)”.
A samsara dá prazeres efêmeros, que
levam as pessoas a desejarem o renascimento para gozar dos prazeres de um corpo
perecível. No entanto, acredita-se que escapar do mundo da samsara através do
moksha assegura felicidade e paz duradouras. Acredita-se que depois de diversas
reencarnações um atman eventualmente procura a união com o espírito cósmico
(Brâman/Paramatman).
A meta final da vida, referida como
moksha, nirvana ou samādhi, é compreendida de diversas maneiras diferentes:
como uma realização da união de alguém com Deus; como a realização da relação
eterna de alguém com Deus; realização da unidade de toda a existência;
abnegação total e conhecimento perfeito do próprio Eu; como o alcance de uma
paz mental perfeita; e como o desprendimento dos desejos mundanos. Tal
realização libera o indivíduo da samsara e termina com o ciclo de
renascimentos.
A conceitualização do moksha difere
entre as várias escolas de pensamento hindu. O Advaita Vedanta, por exemplo,
sustenta que após alcançar o moksha um atman não mais identifica a si próprio
como um indivíduo, mas sim como sendo idêntico a Brâman em todos os aspectos.
Os seguidores das escolas Dvaita (dualísticas) se identificam como parte de
Brâman, e, após atingir o moksha, esperam passar a eternidade num loka (céu),
na companhia de sua forma escolhida de Ishvara. Assim, diz-se os seguidores do
Dvaita desejam "provar o açúcar", enquanto os seguidores do Advaita
querem "se tornar açúcar".
Objetivos da vida humana no
pensamento hindu clássico aceita os seguintes objetivos da vida humana, conhecidos
como os puruṣārthas ou "quatro objetivos da vida": dharma
"retidão", "ethikos", artha "sustento",
"riqueza", kāma "prazer sensual", mokṣa
"liberação", "liberdade" [do samsara]".
Acredita-se que todos os homens
seguem o kama e o artha, mas brevemente, com maturidade, eles aprendem a
controlar estes desejos com o dharma, ou a harmonia moral presente em toda a
natureza. O objetivo maior seria o infinito, cujo resultado é a absoluta
felicidade, moksha, ou liberação (também conhecida como mukti, samadhi,
nirvana, etc.) do samsara, o ciclo da vida, morte, e da existência dual.
Mas, entanto as utopias das Castas
exclui o outro, pelos códigos da casta superior por isto o Se é dividido e não
existe liberdade, igualdade e fraternidade.
O PAPEL DAS
DROGAS.
Para esclarecer este papel vou usar a
mitologia grega e a política de Pão e Vinho e Circo do império Romano. Este
mito que citarei é a forte utopia que o Estado e as Religiões atacam, mas ao
mesmo tempo precisam delas para sobreviver porque sem as ilusões que esta
ocasiona nos seres são ocultas e levam a derrota emocional, espiritual, física
que pode levar a morte prematura e faz com que os usuários ataquem sem clareza
das idéias, ocasionam um dormir nefasto, os Estados e religiões não vive sem
ela.
Na mitologia grega: Dionísio foi
considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses. Porque se o chama-se
ficaria perdido nos pensamentos da realidade ébria, ou seja, perderia a
sabedoria, a serenidade, em, suma a consciência de agir com clareza.
Dionísio depois de adulto, pela raiva
de Hera tornou Dionísio louco e ele ficou vagando por várias partes da Terra.
Quando passou pela Frigia, a deusa Cibele (divindade do ciclo de
vida-morte-renascimento ligada à ressurreição dos filhos) o curou e o instruiu
em seus ritos religiosos.
Dionísio puniu quem quis se opuser a
ele (como Penteu) e triunfou sobre seus inimigos além de se salvar dos perigos
que Hera estava sempre pondo em seu caminho.
Portanto, o álcool ou qualquer
substância química que altera o pensar não se triunfa no reino das
utopias.
O MITO EROS:
Eros casou-se com Psique, com a
condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria
perdê-lo. Mas Psique, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de
Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus se
distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda.
Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando perturbada,
passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela
separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros
resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo, isso após ela tomar um pouco de
ambrosia tornando-a imortal. Com Psiquê teve Hedonê, prazer.
Hedonê o desejo sexual, o
"prazer" a personificação da luxúria. É filha de Eros e Psique. Os
romanos a chamavam Voluptas. Seu oposto é Algea (a dor).
O PAPEL DO ALCOOLISMO
O alcoolismo é geralmente definido
como o consumo consistente e excessivo e/ou preocupação com bebidas alcoólicas
ao ponto que este comportamento interfira com a vida pessoal, familiar, social
ou profissional da pessoa. O alcoolismo pode potencialmente resultar em
condições (doenças) psicológicas e fisiológicas, assim como, por fim, na morte.
O alcoolismo é um dos problemas mundiais de uso de drogas que mais traz custos.
Com exceção do tabagismo, o alcoolismo é mais custoso para os países do que
todos os problemas de consumo de droga combinados.
Normalmente os alcoólicos têm
dificuldades em cumprir os seus deveres profissionais.
O álcool provoca acidentes de visão,
diminuindo o campo de visão da pessoa.
Apesar do abuso do álcool ser um
pré-requisito para o que é definido como alcoolismo, o seu mecanismo biológico
ainda é incerto. Para a maioria das pessoas, o consumo de álcool gera pouco ou
nenhum risco de se tornar um vício. Outros fatores geralmente contribuem para
que o uso de álcool se transforme em alcoolismo. Esses fatores podem incluir o
ambiente social em que a pessoa vive a saúde emocional e psíquica, e a
predisposição genética.
O alcoolismo pode levar a
morte.
'Alcoolismo' é uma doença, um
transtorno psicológico sério, que precisa de tratamento
multiprofissional.
O alcoólico pode apresentar prejuízos
relacionados com o uso de álcool em todas as áreas da vida (Prejuízos físicos,
mentais, morais, profissionais, sociais, entre outros).
O alcoólico perde a capacidade de
controlar uma quantidade de bebida que ingere, uma vez que vence uma ingestão.
Abuso, uso pesado, vício e dependência são todos rótulos comuns usados para
descrever os hábitos de consumo, mas o real significado dessas palavras muito
pode variar, dependendo do contexto em que são usadas. Mesmo dentro da área de
saúde especializada, uma definição pode variar entre as áreas de especialização.
Muitas vezes a política e a religião ainda confundem o problema e agravam uma ambigüidade.
Uso refere-se ao simples uso de uma
substância. Uma pessoa que bebe qualquer bebida alcoólica está usando
álcool.
Desvio, problemas com uso e uso pesado
são termos que sugerem que o consumo de álcool tem causado problemas
psicológicos, físicos, sociais, ou seja, danos ao bebedor e também nas pessoa
que convive se fosse só nele tudo bem! Os danos sociais e morais são
altamente.
Efeitos fisiológicos do
alcoolismo
O consumo excessivo de álcool leva a
uma degradação do etanol em eternal pelo fígado, fato que consome NAD+ formando
NADH. Na segunda reação para a formação de acetato também há consumo de NAD+ e
formação de NADH, dessa forma o ciclo de Krebs (dependente de NAD+) é diminuído
pela falta de NAD+, aumentando, portanto o metabolismo anaeróbico das células,
o que irá produzir mais ácido lático no organismo. Esse excesso de ácido lático
no organismo compete com a excreção de urato contribuindo para o aumento de
ácido úrico no sangue, o qual irá precipitar em articulações gerando uma doença
conhecida como gota.
O conjunto de efeitos fisiológicos
sentidos após excessivo consumo de álcool é conhecido como veisalgia,
popularmente chamada de "ressaca".
Álcool no sangue
Álcool no sangue Álcool no sangue
(gramas/litro) Estados Sintomas
Acima de 5,0 Morte Parada
respiratória
Freud também acreditava que a libido
amadurecia nos indivíduos por meio da troca de seu objeto (ou objetivo).
Argumentava que os humanos nascem "polimorficamente perversos", no
sentido de que uma grande variedade de objetos possa ser uma fonte de prazer,
sem ter a pretensão de se chegar à finalidade última, ou seja, o ato sexual. O
álcool e a droga dão uma ilusão irreal de prazer.
Santo Agostinho foi o primeiro a distinguir
três tipos de desejos: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido
sentiendi, desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi, desejo
de dominar. Com o álcool e droga todas estas libidos estão soltos.
Libido (do latim, significando
"desejo" ou "anseio") é caracterizada como a energia
aproveitável para os instintos de vida. De acordo com Freud, o ser humano
apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos
gerais.
"Sua produção, aumento ou
diminuição, distribuição e deslocamento devem propiciar-nos possibilidades de
explicar os fenômenos psicossexuais observados" (1905a, livro 2, p. 113 na
ed. bras.).
A libido apresenta uma característica
importante que é a sua mobilidade, ou a facilidade de alternar entre uma área
de atenção para outra.
No campo do desejo sexual está
vinculada a aspectos emocionais e psicológicos geralmente não efetivado devido
às utopias, o belo, ser super-potente, muito macho, ter orgasmo múltiplos, ser
o maior amante e mais gostosa da sociedade de consumo ou que você vencerá sua
vida se parar de beber pregados nas religiões por isto é de suma importância
que haja álcool ou droga, como disse é oculto esta utopia.
Portanto, o álcool e droga são os
elementos ocultos que a Religião e o Estado não querem saber de combatê-los
porque é um mal necessário à manutenção de domínio psicossocial.
E dão suporte aos poderes paralelos,
ou seja, o álcool e narcótico iniciando com a política de Pão e Circo e Vinho
do Império Romano até hoje.
O PAPEL DA
POLÍTICA DO PÃO, VINHO E CIRCO HOJE.
Com o crescimento urbano vieram
também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na
zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de
desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores
condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de
desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em
oferecer para os romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam
lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde
eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava
esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.
E nos dias de hoje? Ainda continuam com
essa política? Você pode fazer um levantamento de projetos do governo Federal,
Estadual e Municipal que se enquadram na política do “Pão, vinho e circo”? No
caso brasileiro e Bolsa de todos os tipos, alimentação, educação etc. e
tal.
“vamos parar com o circo político e
fazer algo pelo país” (Barack Obama)
Sobre os romanos, que antes eram tão
poderosos, tornaram-se escravos de prazeres corruptores e só precisam de pão e
circo (panem et circenses 10.81; i.e. comida e diversão).
Que - em vez de riqueza, poder, ou
crianças - os homens devem orar por uma "mente sã num corpo sadio"
(mens sana in corpore sano 10.356).
A letra da música de Fabiano
Silvestre Issas leva a caminho que quero chegar.
O cálice que embriaga
Também refresca as idéias
São de pão, vinho e circo.
Que se vive
Nas mil e uma noites da nação,
Saudade da lucidez,
Que permitia o entendimento,
Certamente até o cinema mudo
Hoje falaria,
Em hebraico, inclusive.
É melhor se conformar,
Dar razão à antiga oposição,
Hoje não mais oposta,
Monarquia e socialismo se confundem,
É um reinado companheiro,
Os interesses são pessoais,
O importante é o povo feliz,
Tem-se pão nem precisa de manteiga,
Basta um pouco de alegria.
Não importa se está tudo embaralhado,
Algumas cartas marcadas
Conduzem o jogo,
Valete, dama e rei,
A idolatria à cegueira é tamanha
Que os olhos se tornam adorno
Dos rostos que caminham
Vestidos de palhaços
Na multidão embriagada.
Porque não basta mais o pão,
Nem o circo,
O povo precisa mais pra ser ludibriado,
Então não seja por isso,
A vontade do povo é a vontade política,
Escândalos? Que escândalos?
Ninguém sabe ninguém viu,
Ninguém se lembra,
Pior que a ressaca moral,
É a ressaca política.
Quais reflexos destas estratégias
políticas podem sentir, nos dias de hoje?
Podemos ver reflexos dessa política,
nos dias atuais, no futebol, na novela, na internet, moda, propagandas
publicitárias, bolsa família, etc. Enfim, tudo isso somado são maneiras de
manter a maioria, que sustenta este país, entretida com coisas que não dizem
respeito à realidade social, política e econômica do nosso país, por exemplo:
por que nossos políticos são tão corruptos? Por que há tanta desigualdade no
nosso país? Quem cria a desigualdade? Por que tanta violência? Por que nossas escolas
não funcionam como deveriam funcionar? Por que nossas crianças saem da escola
sem aprender o que realmente deveriam aprender? Por que tantos impostos a
pagar? Etc.
Não conseguimos responder estas
questões, porque num país que é instalada uma política de pão e circo não se
cria cidadãos e sim consumidores, consumidores não questionam, consomem.
Consomem mercadorias, sendo assim cria-se na sociedade de pão e circo uma
mentalidade consumista e egoísta, onde o ser é desvalorizado em detrimento da
mercadoria. Somos aquilo que consumimos: nossos carros, nossas roupas, o lugar
que moramos, a classe social a qual pertencemos.
Assim quero salientar que o álcool é
o ingrediente mais alto do Estado para o controle das massas, para o Estado não
é vantagem esclarecer uma política que torne clara os efeitos do álcool ele, o
Estado, é o Dionísio ou Baco e estraga a maioria da população mundial em seu
pensar, ele faz parte do inconsciente coletivo e individual, consciente
coletivo e individual.
Aliás, quando em grau moderado, todos
os seres humanos são, em algum momento de suas vidas, afetados pelo álcool e
droga, que funciona como uma espécie de regulador social, inibidor dos excessos
condenados pela sociedade como um todo, ou micro-sociedades.
O álcool e droga funcionam ainda como
um mecanismo de defesa que permite à pessoa avaliar situações novas através de
uma atitude de cautela e buscar a resposta adequada para a situação, mas, os
mesmo tempo é uma resposta passageira para uma situação que os torna dependentes
e leva à loucura, morte prematura é uma doença física, espiritual e
economicamente para pessoa são só perdas, as utopias que os usuários acham que
são a mais clara e irrefutável só serve para enriquecer os Narcotraficantes e o
Estado agradece.
Existem quatro tipos de
alcoolismo:
a) alcoolismo situacional: se
manifesta em ocasiões específicas, e, portanto o prejuízo é localizado (por
exemplo: a pessoa interage bem com a autoridade e pessoas do sexo oposto, fala
em publico como fosse o senhor da verdade, não tem vergonha de falar em
público);
b) alcoolismo crônico: se manifesta
em todas as formas de convívio social. A pessoa não consegue fazer amigos e
falar com estranhos, intimida-se diante da autoridade, tem medo de falar em
público etc. age como coitadinho e sempre trás um rancor social e
familiar.
c) alcoolismo proposital: Um termo
designado a Misantropia. Neste caso o alcoolismo vira um sociopatismo
enrustido. Seria um radicalismo de efeito do álcool onde a isolação social é
pouca. É um alcoólatra no seu máximo estágio, tem vergonha de si mesmo, coloca
culpa na sociedade e na família, por isso não se socializa. Em resumo se tornou
um louco, ou seja, esta doente, então tenha sempre paciência ao conhecer algum.
Eles perderam todo referencial da realidade e vive em uma plena utopia que
considero a maior de todas.
d) alcoolismo psicopata: aquele que
não teme o relacionamento social, simplesmente prefere estar só, sentindo-se
mais confortável com suas idéias e com seus objetos inanimados do que com
outras pessoas. Esta seria a pessoa comumente chamada de louco, que tem muitos
pontos em comum com o alcoolismo proposital e se torna vulnerável a transtornos
de ansiedade e pode ser perigoso.
O alcoolismo e a droga é um
transtorno mental adquirido socialmente. Mas o alcoolismo crônico pode evoluir
para uma patologia da desgraça física, mental, espiritual e econômica,
principalmente quando o adolescente não consegue superá-la ao entrar na vida
adulta.
O PODER PARALELO
DO NARCOTRÁFICO
Efeitos dos principais entorpecentes
nos dizeres de Márcia Lisboa são:
Cocaína - Consumida, principalmente,
em pó e pelo nariz, a cocaína é uma droga estimulante e proporciona um efeito
anestésico e grande euforia, gerando maior agilidade mental, desejo sexual e
autoconfiança. Mas as sensações de prazer, logo, dão lugar ao aumento da
pressão cardíaca e respiratória, também podendo ocasionar tremores e
convulsões, além de paranóia, mania de perseguição e alucinações visuais e
auditivas. A droga inibe o apetite e pode gerar perda de peso, deficiência
nutricional e insônia, em pessoas dependentes. O uso contínuo faz com que o
prazer, alcançado nas primeiras vezes, se torne inatingível. O abatimento e o
desprazer apresentam-se na forma de sonolência, irritação, depressão e
apatia.
Crack - Trata-se de uma pedra com
alto poder de intoxicação e dependência, que é consumida através do fumo. Essa
substância é uma forma mais concentrada da cocaína e que age mais rápido no
organismo. O Crack penetra no corpo humano pelo sistema respiratório e atinge,
rapidamente, o cérebro, causando hiperestimulação da atividade motora, sensação
de bem estar e euforia, por no máximo cinco minutos. Depois, é detectado o
aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. O alto poder de
destruição do Crack pode causar lesão nos neurônios e levar o usuário ao coma.
Estima-se que cinco “pipa das” (ato de fumar o cachimbo contendo o Crack) podem
tornar a pessoa dependente.
Ecstasy - Encontrado na forma de
comprimidos, cápsulas, cristais ou em pó, o ecstasy é o nome dado a todo
composto que contenha a substância MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina).
Conhecido como “droga do amor”, a substância estimula a libido, diminui a
inibição, aumento da energia corporal, mas durantes esses efeitos podem
ocorrer: aumento dos batimentos cardíacos, da pressão arterial, da temperatura
do corpo e da transpiração, acompanhados de desidratação, ranger dos dentes,
maxilares cerrados, náuseas e vômitos; e apagamentos e exaustão, gerando casos
de morte.
Inalantes - Consideradas a principal
porta de entrada, ao lado da maconha, substâncias como “cheirinho-da-loló”,
lança-perfume e cola de sapateiro manifestam efeitos logo após o uso. Em um
primeiro momento ocorre uma excitação, provocando euforia no usuário, em
seguida surge à fase da depressão cerebral. Nela, o indivíduo demonstra
desorientação, a voz fica meio pastosa e a visão embaraçada. Há registros de
convulsões, quadro de coma e mortes por paradas cardíacas, após o uso dessas
drogas.
Maconha - A substância ilícita mais
consumida no Brasil é também assunto de grande polêmica em torno de sua
descriminalização. Uma corrente seguida por usuários formadores de opinião e
profissionais de saúde e políticos (imbecis), defende a liberação do consumo
moderado da maconha, idiotas não existe moderação em vícios e oito ou oitenta,
quero ver se seus filhos quando todo mundo estiver na frente de seu portão
oferecendo drogas para ele, ver se existirá moderação, este são doentes e já
namoraram a droga ou convive com elas, mas é irracional por parte deles que
existirá no caso das drogas consumo moderado, o álcool já faz um estrago é a
maior das liberações doentias do Estado para controlar as mentes.
O mal da maconha é proporcionado
pelos efeitos alucinógenos gerados pela droga. Segundo pesquisadores, a maconha
causa aumento do apetite (“larica”), dilatação da pupila, relaxamento muscular,
perda da noção de tempo, liberação de adrenalina, o que causa aceleração dos
batimentos cardíacos, alterações do pensamento, da memória, da atenção e do
humor. Sua atuação se dá, principalmente, sobre o sistema nervoso central e o
sistema cardiovascular, provocando, após a sensação de bem estar e euforia,
sonolência, alucinações e ansiedade. Será que os defensores sabem disto e acham
que o poder dos narcotraficantes cessará, que utopia.
Solventes - Também considerados
inalantes, o grupo formado por thinners, aerossóis e acetona, entre outros,
pode causar intoxicação gastrintestinal, além de lesões hepáticas e
renais.
O PODER DOS
NARCOTRAFICANTES
Para os narcotraficantes não há
fronteiras, no Brasil, muitos narcotraficantes acharam um lugar ideal para suas
operações. Exemplo disto foi Juan Carlos Ramirez Abadia que, antes de ser
preso, ficou no anonimato durante dois anos, período em que abriu 16 empresas,
dentre as quais, concessionárias, venda de computadores, piscicultura,
blindagem de carros, adegas, etc.
Por ter proporções continentais,
fiscalizar o narcotráfico no Brasil não é nem um pouco fácil. Afinal, este é um
país que faz fronteira com dez países, três dos quais são produtores de cocaína
(Bolívia, Peru e Colômbia), fronteira com o Paraguai, que produz maconha e
cocaína em menor quantidade. O Brasil tem uma fronteira seca de 16.400 km e uma costa
marítima de 7000 km ,
portos e aeroportos com uma logística enorme para transportar cargas e pessoas
para o mundo todo, o maior centro financeiro da América Latina e uma população
com mais de 180 milhões de pessoas.
A cocaína e a heroína colombianas que
tem como destino a Europa passam pelo Brasil. Apenas o porto de Santos
transporta por ano 75 milhões de toneladas, neste contexto, algumas dezenas de
toneladas destas drogas são difíceis de encontrar como uma agulha num
palheiro.
A droga consumida no Brasil não é a
colombiana, muito pura e destinada a mercados com maior poder aquisitivo. Aqui
se consome a maconha paraguaia e a cocaína oriunda da Bolívia. Estas drogas
entram no país através de pequenos aviões e caminhões.
Hoje, o Brasil processa, importa e
exporta diversos tipos de drogas, portanto, tornou-se um centro de produção e
consumo. O Brasil também é um provedor de novas drogas alternativas e constitui
uma peça importante na engenharia internacional do narcotráfico.
Drogas são substancias capazes de
alterar o funcionamento do organismo humano. Dependendo da natureza e
composição das mesmas elas podem agir em determinados locais ou no organismo
como um todo. Toda droga tem seus efeitos, porém eles não se manifestam da
mesma maneira em todos os organismos, especialmente porque cada droga tem sua contra-indicação.
Há dois grandes grupos de drogas, que
não as agrupam segundo as suas características, mas segundo as convenções e
exigências sociais. São eles o grupo das drogas lícitas e o grupo das drogas
ilícitas.
As drogas são substâncias capazes de
produzir alterações nas sensações físicas, psíquicas e emocionais. Sendo assim,
energéticos, café, refrigerantes, chocolates, dentre muitos outros alimentos,
contêm substâncias que podem ser consideradas drogas, pois alteram de alguma
maneira as sensações de quem as ingere. Estas, porém, se ingeridas em
quantidade moderada não representam nenhuma ameaça para o ser humano. Se, no
entanto, são demasiadamente utilizadas por alguém, podem causar uma leve
dependência e problemas de saúde futuros.
Elas são utilizadas para diversos
fins desde a antiguidade. Podem ser utilizadas para curar doenças ou obter
prazer. Entre as drogas lícitas estão os medicamentos em geral (os quais só são
permitidos sob prescrição médica), o álcool (este é poder oculto das utopias) e
o cigarro, além dos alimentos já citados. Já entre as principais drogas
ilícitas estão à maconha, a cocaína, o ecstasy, o Crack, a heroína, etc.
Existem ainda outras substâncias que causam dependência, mas que são vendidas
livremente para outros fins como a cola de sapateiro e o hypnol. Há diversas
outras drogas que também são utilizadas da mesma maneira e algumas delas ainda
nem são conhecidas pelo ministério da saúde e pelas autoridades
judiciais.
Com exceção das drogas que são
utilizadas para fins medicinais, as demais em nada contribuem para o
crescimento e desenvolvimento das pessoas como seres humanos. Além dos
prejuízos no âmbito da saúde do indivíduo, que são irreparáveis e muitas vezes
incontroláveis, há um prejuízo imensurável no que diz respeito à vida social, familiar,
emocional e psicológica da pessoa.
Portanto, qualquer indivíduo pode ter
seu juízo deturpado pelo álcool e narcótico e O Estado fazem vista grossa
porque não há interesse realmente que se combatam os poderes paralelos que e se
não mudarmos esta mentalidade que está arraigada na nossa sociedade, jamais
poderá mudar nada, pois caímos todos os dias nas armadilhas do álcool, onde
mascara as desigualdades, a violência, preconceito, a timidez, o medo, etc. e
principalmente age nas utopias de uma maneira forte e inquestionável.
Em todas estas utopias a droga e
alcoolismo sujeito não param se não quiser, depende dele querer, ele precisa de
ajuda, daí que entra o papel das religiões que como disse depende da obra de
salvar estes pelas suas utopias e grupos de auto-ajudar ou bom psicólogo este é
o segredo para não viver utopicamente, viver dia a dia, planejando um futuro
incerto, mas o agora é importante de preferência sóbrio daí ele pode ver de
cara limpa os efeitos das utopias.
O PODER DO
CAPITALISMO.
As contradições do capitalismo
segundo István Mészáros:
“O sistema capitalista, no auge da
sua produtividade, é incapaz de satisfazer plenamente as necessidades da
população mundial por comida”.
A crise econômica mundial.
“Engana-se quem acha que esse excedente
chinês salvará o sistema, porque são três trilhões de dólares em comparação a
30 trilhões do restante do mundo. Não significa nada”.
Programas de distribuição de renda e
classe média ressentida.
“Talvez os críticos não sejam
conscientes o suficiente sobre como a estrutura social é dolorosa para os mais
pobres. O sofrimento é geralmente parte de um sistema imposto. A
conscientização leva as pessoas a se perguntarem como resolver problemas como a
fome. É com repressão?”
A onda conservadora européia.
“O que são esses partidos da
social-democracia hoje na Europa? São herdeiros de anos de reformas que os
trouxeram cada vez mais para a direita”.
As revoltas do mundo árabe.
“Há pouco tempo às reuniões políticas
estavam repletas de pessoas mais velhas, e agora esses encontros estão repletos
de pessoas mais novas”.
As manifestações pela Europa.
“Nós criamos o hábito de varrer
nossos problemas para debaixo do carpete. Só que o nosso carpete histórico se
parece cada vez mais a uma montanha, está cada vez mais difícil de caminhar
sobre ele. Não há solução imediata”.
América Latina, terra de
esperança.
“Os países capitalistas avançados são
os mais destrutivos. Você chamaria isso de avançado? Não é avançado e em muitos
aspectos nos traz de volta à condição da barbárie”.
O sistema capitalista não só foi
válido por um tempo considerável como foi, de longe, mais poderoso e dinâmico
do que qualquer outro sistema. Mas existe um limite para isso e esse sistema
está se tornando cada vez mais destrutivo. E esse é o grande problema que os
movimentos políticos e sociais terão de enfrentar, a separação da política das
dimensões sociais e econômicas. Isso é parte do capitalismo, agrupar essas três
dimensões. Se, no passado, o agrupamento dessas dimensões funcionou e possibilitou
transformações econômicas violentas, além de transformações políticas, hoje já
não surte efeito. E é por isso que quando as demandas desses movimentos sociais
chegam aos parlamentos nada ocorre no círculo de decisões políticas já existe
uma inércia e as limitações herdadas do passado.
Pense nisso, o sistema capitalista,
no auge da sua produtividade, é incapaz de satisfazer plenamente as
necessidades da população mundial por comida. É calculado que em 20 anos ou
menos o preço dos alimentos será absurdamente mais caro do que é hoje.
Atualmente ainda existem revoltas promovidas por populações famintas. Nada
poderia atestar mais graficamente a falência desse sistema.
No Norte da África, essas pessoas que
se rebelaram recentemente gastam em média 80% da sua renda apenas para
assegurar comida. Com o aumento do preço dos alimentos, como eles vão ficar? E,
com esse aumento, algumas pessoas, que se dizem especialistas, já começaram a
culpar os chineses e indianos pela alta dos preços. Com o fortalecimento das
suas economias, eles começaram a comer. Que ultraje! Populações inteiras que
sempre trabalharam como escravos, em jornadas de até 14 horas ao dia, começaram
a comer como gostariam? Isso não é um absurdo? E é com desculpas como essa que
nossa sociedade se acomodou para afrontar seus problemas. Eu insisto, fechando
os olhos e varrendo tudo para baixo do carpete.
O grande dinamismo por trás do
sistema capitalista ocorreu no momento em que o valor de troca substituiu o
valor de uso. O uso primário de um produto capitalista é a venda, uma vez que
você tenha vendido o seu produto, ele cumpriu com o seu objetivo. Não importa
para onde ele vá, não importa se ele será utilizado uma duas ou dez vezes. Isso
é totalmente irrelevante.
O sistema capitalista, que possui
essa dinâmica, atingiu o limite de suas contradições. O principal ponto do
capitalismo é ignorar a necessidade real das pessoas. Prova disso é que ainda
hoje as pessoas sofrem enormemente. Elementos da necessidade humana não podem
ser considerados porque a natureza do nosso sistema é um crescimento sem
limites e sem fim. E nesse sentido o céu é o limite. Não é bem assim. Dizer
isso é enganar-se a si mesmo. Existe um limite para os seres-humanos e a
maneira como nos relacionamos com a natureza. Nossa existência depende da
manutenção de uma relação aceitável com a natureza.
Assim sendo o Estado são o primeiro
alvo do capitalista estes não vivem sem o Estado nem um dia sequer, ele é o
instrumento do capitalismo e como veremos a seguir o instrumento que a maioria
dos materialistas quer.
O PODER DO
MATERIALISMO.
Desde o surgimento do comunismo,
ideologia criada após a Revolução Russa, as palavras “socialismo” e “comunismo”
passaram a ser usadas como sinônimos por todo o século XX. Na verdade, embora
ambas as teorias caminhem para o mesmo objetivo, existem certas diferenças
conceituais entre as duas palavras. Em síntese, podemos dizer que o socialismo
é uma etapa de transição do capitalismo para o comunismo.
Socialismo é um conjunto de doutrinas
que tem por fim a socialização dos meios de produção. Partindo do pressuposto
de que os problemas sociais derivam das desigualdades entre os indivíduos, o
sistema visa à extinção da propriedade privada. O governo investiria no cidadão
desde seu nascimento, no entanto, ficaria como se fosse o “dono” daquele
indivíduo, que seria obrigado a seguir regras rígidas e a trabalhar para todos
na medida de suas possibilidades.
Nesse sentido, ainda existe a
necessidade de existência do Estado para coordenar a socialização dos meios de
produção e defender os interesses dos trabalhadores contra a volta do sistema
capitalista.
Comunismo é um sistema de governo
onde não existem classes sociais, propriedade privada e, o mais importante, não
existe a figura do Estado; essa é a diferença. Em outras palavras, o socialismo
é uma etapa de transição anterior ao comunismo que visa o desaparecimento do
capitalismo. No comunismo, não há a necessidade de existência de um Estado em
virtude do fato de que todas as decisões políticas são tomadas pela democracia
operária.
Ao contrário do que muitos pensam a
etapa do comunismo nunca foi atingida por nenhum país, uma vez que não houve
nenhuma sociedade onde se registrou a ausência de um Estado. (Por Tiago
Dantas).
Dentro da teoria marxista elaborada
no século XIX, comunismo e socialismo seriam duas etapas sucessivas no
desenvolvimento da sociedade humana, ocorrendo após o colapso do sistema
capitalista. O socialismo seria caracterizado pela abolição da propriedade
privada dos meios de produção e a instalação de um estado forte ("ditadura
do proletariado"), capaz de consolidar o regime e promover a diminuição da
desigualdade social. No comunismo, o próprio estado seria abolido, com a
instauração de uma igualdade radical entre os homens.
Todavia, na prática política do
século XX, as duas palavras ganharam outro significado. O termo comunismo
passou a se referir a movimentos políticos revolucionários de origem marxista e
aos estados que surgiram a partir daí (União Soviética, China), caracterizados
pela abolição da propriedade privada dos meios de produção e autoritarismo
político. O termo socialismo passou a se referir a grupos reformistas, que
ambicionavam a realização de mudanças sociais através do voto, preservando a
democracia liberal. Assim, existiram governos socialistas na França, Inglaterra
(através do trabalhismo), Alemanha (através da social-democracia), países
escandinavos e outros.
Então, houve uma maior participação
dos doutrinadores do Estado, era o próprio concentrador do poder, ele só ele
mandava. Caímos todos os dias nas armadilhas do sistema que é organizado para
manter as desigualdades, a violência, preconceito, etc. A saída para uma
sociedade melhor é passarmos a sermos cidadãos, mudar a visão, a mentalidade.
Ser cidadão é ser sabedor dos seus deveres e direitos, é respeitar o próximo, é
respeitar as diferenças, é ser solidário, é colocar-se no lugar do outro. Ou
seja, se auto-ajudaremos através da WWW.
O PODER DA
AUTOAJUDA.
Para o espaço mimético a utopia da
autoajuda é um conceito dialético que pode vencer uma utopia ou vivê-la
cegamente.
O termo autoajuda pode ser referir a
qualquer caso onde um indivíduo ou um grupo (como um grupo de apoio) procura se
aprimorar econômica, espiritual, intelectual ou emocionalmente. O termo costuma
ser aplicado como uma panacéia em educação, negócios e psicologia,
propagandeada através do lucrativo ramo editorial de livros sobre o
assunto.
O conceito de autoajuda também
encontrou um lugar em gêneros mais expansivos. Para muitas pessoas, a autoajuda
passou a ser uma maneira de reduzir custos, especialmente em questões legais,
com serviços de autoajuda disponíveis para auxílio nas causas rotineiras, desde
processos domésticos até ações sobre direitos autorais. No mercado, as
tendências relacionadas à autoajuda resultaram, nos últimos anos, nos sistemas
de pagamentos automatizados. Bombas de gasolina de "autoajuda"
(self-service ou autosserviço, como é conhecido esse sistema no Brasil)
substituíram as bombas que necessitavam de um funcionário nos EUA, durante os
últimos anos do século XX.
Os diversos gêneros em que os
conceitos de autoajuda são aplicados são trazidos juntamente com a expansão de
tecnologias que dão aos indivíduos condições de conduzir atividades tanto
triviais quanto as mais profundas em complexidade. A publicação de livros de
autoajuda surgiu da descentralização da ideologia, do crescimento da indústria
editorial usando novas e melhores tecnologias de impressão e no auge do
crescimento, com as novas ciências psicológicas sendo difundidas. Igualmente,
serviços de autoajuda legal cresceram em torno da expansão do acesso às
tecnologias de proteção de documentos. A Internet, e a sempre-crescente seleção
de serviços comerciais e de informação que ela oferece, é um exemplo do
movimento em torno da autoajuda em grande escala. Essa integração produziu um
novo tipo de instrumentos, como livros com um código único impresso em cada
cópia para garantir que o leitor possa realizar um teste "on-line"
que quantifique onde as suas habilidades se comparam nos conceitos ditados pelo
livro.
História
O primeiro livra de
"autoajuda" foi intitulado "Auto-Ajuda". Ele foi escrito
por Samuel Smiles (1812-1904) e foram publicados 1859. Sua frase de abertura é:
"O Céu ajuda aqueles que ajudam a si mesmos", uma variação de
"Deus ajuda aqueles que ajudam a si mesmos", uma máxima
frequentemente citada no Poor Richard's Almanac de Benjamin Franklin.
Argumentações.
Há um crescente número de evidências
que terapias psicológicas para ansiedade, depressão e outros problemas mentais
comuns podem ser efetivamente combatidos através do uso de livros, programas de
computador e outros meios.
Pesquisas mostraram que pessoas que
tentam frequentemente resolver sozinhos seus problemas, na maioria dos casos
usam técnicas similares àquelas usadas por psicoterapeutas.
Outro contra-argumento é o de que
alguns leitores de livros de autoajuda buscam "respostas fáceis", mas
isso não significa que as respostas nos livros são de fácil aplicação. Um livro
pode sugerir um método de agir (fácil ou não), mas apenas o leitor pode levá-lo
adiante, e muitos leitores tem mais vontade de fazê-lo que outros. Os que fazem
o esforço mutuo geralmente têm mais melhorias em suas vidas.
Benjamin Franklin escreveu no seu
autobiography:
Quando eu sabia, ou achava que sabia
o que era certo e o que era errado, eu não via porque eu não deveria sempre
fazer um e evitar o outro. Mas logo descobri que tinha assumido uma tarefa
muito mais difícil do que imaginava. Enquanto minha preocupação era ficar
alerta em relação a uma falha, muitas vezes era surpreendido por outra; o
hábito tira vantagem da desatenção; algumas vezes a vontade é muito forte para
ser racionalizada. No final das contas, cheguei à conclusão de que a mera
convicção especulativa de que é nosso interesse ser totalmente virtuoso não é
suficiente para prevenir nossos deslizes; e que os hábitos contrários a isso
devem ser quebrados, e os bons devem ser adquiridos e estabelecidos antes que
possamos ter qualquer dependência de uma retidão de conduta firme e
uniforme.
Enquanto o método descrito por
Franklin em sua autobiografia é direto e fácil de entender, ele claramente não
sugere que seja uma coisa fácil de fazer. Alguns autores de autoajuda talvez
tratem rapidamente dessa distinção, mas mesmo quando não o fazem, os leitores
deveriam desculpá-los. O próprio Franklin admitiu que ele só obtivesse um
sucesso parcial, mas ele achava que qualquer avanço era preferível a nenhum, e
continuou com seus esforços por vários anos.
Críticas.
Embora continuem populares, os livros
e programas de autoajuda têm sofrido críticas por oferecer "respostas
fáceis" para problemas pessoais complicados. De acordo com essa visão, o
leitor ou participante recebe o equivalente a um placebo enquanto o escritor e
o editor recebem os lucros.
O livro God is My Broker ("Deus
é meu Agente") afirma, "O único modo de se tornar rico com um livro
de autoajuda é escrever um". Livros de autoajuda também são criticados por
conter afirmações pseudocientíficas que podem induzir o comprador a seguir “mau
caminhos" e citações de teorias de outros autores que não condizem com o
livro.
Outra grande crítica à autoajuda é o
oferecimento de coisas que podem não ser atingidas pelo leitor como riqueza ou
saúde, bastando acreditar em si mesmo, porém quando o leitor não atinge a meta
proposta pela autoajuda, este se torna infeliz por ser incapaz de realizar seus
desejos.
Por fim, Wendy Kaminer, em seu livro
I'm Dysfunctional, You're Dysfunctional ("Eu sou deficiente, você é
deficiente"), critica o movimento da autoajuda por encorajar as pessoas a
focarem o desenvolvimento pessoal, em vez de se unirem a movimentos sociais,
para resolverem seus problemas.
Assim sendo a autoajuda é um conceito
dialético pode vencer uma utopia ou vive-la cegamente, portanto, na concepção
do espaço mimético o homem deve se auto-ajudará, mas não utopilizar unindo a
movimentos que gerem liberdade, igualdade e fraternidade.
ENTENDO OS PAPEÍS
UTÓPICOS
No Ocidente desenvolvido, a frenética
atividade social dissimula a monotonia do capitalismo global, a ausência de um
Evento… e a mentira que o mundo pode ser socialista ou comunista baseada no Se.
E, na utopimilitarização que se dá o real inquestionável para isto é necessário
ter claro as utopias para nelas encontrarmos significantes alternativas para
viver bem mesmo dentro da utopia majoritária, porque o socialismo e o
capitalismo e a religião e o álcool e droga não pode nos corromper.
O Espaço atual que chamo de
utopimilitarizaçao completamente agregada à síndrome das utopias ele esta vazio
de significados de liberdade, igualdade e fraternidade e se perde completamente
o seu valor como empreendedor de vida.
Ao repensar as relações do passado da
própria humanidade tem suas raízes antigas e judaico-cristãs à idéia
recentemente defunta de Estado-providência, sobretudo quando atualmente a
Europa se encontra balizada pela tecnologia desenfreada da China, por um lado,
e pela globalização e economia americana, por outro. A pior opção seria, sem
dúvida, a proposta de uma “síntese criadora” de um falso socialismo ou
comunismo apregoado pelos que se dizem libertadores que se baseiam no Se.
Sentimo-nos livres exatamente porque
nos falta precisamente uma linguagem que não seja utópica quanto liberdade e
mentem que vivemos numa época em que todos são totalmente livres.
“Guerra contra o terrorismo”,
“democracia e liberdade”, “direitos do homem” são falsos termos sustentados
pelas utopias que mistificam a nossa percepção da situação e nos impedem de
verdadeiramente refletir sobre ela.
“As nossas profundas «liberdades»
servem para mascarar e sustentar a nossa profunda «falta de liberdade»”. “Somos
livres de escolher… desde que façamos a boa escolha”. É exatamente o que se
passa quando, hoje em dia, nos pedem para escolher: ou democracia, ou fundamentalismo
ou socialismo, comunismo ou outro ismo,
Estes termos são impossíveis não
escolher a democracia. Todavia, importa reter que o problema da proposta não é
o fundamentalismo, mas sim a democracia, como se a única alternativa fosse à
democracia liberal parlamentar em que se funda na falsa liberdade de só
escolher depois eles viram as costas do que foi dito.
A experiência direta do Real opõe-se
à experiência direta das utopias quotidianas, uma vez que o a utopia surge como
o preço a pagar depois de despojar a realidade das suas camadas ilusórias
preceituadas na utopia da Democracia que não existe liberdade, Igualdade e
fraternidade.
A autenticidade da utopia reside num
ato violentamente transgressor. No Ocidente desenvolvido, na religião a
frenética atividade social dissimula a monotonia do capitalismo global ou
socialismo, mentiras que o mundo pode ser baseado no Se.
Os fundamentos das utopias nos faz
emergir um universo do nosso condicionado ideologicamente no quotidiano, mas
errado por se tratar de uma utopia.
Indivíduos que se cortam com o
intuito de enraizar solidamente o ego nas utopias não combate a angústia
insuportável do indivíduo que tem a impressão de não existir
Multiculturalismo atual é intolerante
– Sistema político vigente que se caracteriza, essencialmente, por uma política
sem política, aquilo que também pode ser designado por uma arte da
utopimilitarização elaborada por especialistas.
A realidade virtual não faz mais que
generalizar este processo que consiste em oferecer um produto privado da sua
substância, mas não tem o poder de manipular sujeitos que procuram
desmistificar as utopias. A parte seu núcleo tecnológico está sem concentrado
nas potências mundiais, mas a utopia tem resistência material, no mundo WWW não
há dono.
Mesmo com numerosos produtos postos à
venda no mercado ou atitudes de pessoas agem repugnantes pelo Outro, são
desmascaradas no Virtual.
Desrealização – Tentativa de tornar a
realidade privada de substância, de inércia material sempre no real é
desmascarada na WWW, temos exemplos de várias manifestações pela
democracia.
As utopias propagadas tanto pelo
capitalismo, socialismo ou religião é sempre apresentado antecedido do aviso no
espaço e rezam do horror das imagens que se seguem contrario ao que pregam
quanto WWW.
Ao, pretende-se sempre desrealizar a
realidade, alterar a substância do que se vive tentando incutir ao espectador
que uma utopia é melhor que outra treme ao realismo do WWW, exemplo: na
sociedade consumista do capitalismo avançado, é a própria vida que possui
estragando a natureza, de certo modo no WWW o poder do Crick põe em xeque o
modelo utópico que querem.
A travessia do Fantasma da utopia –
Normalmente julga-se que a psicanálise tem como pressuposto libertar-nos dos
nossos fantasmas, permitindo-nos confrontar com a realidade tal qual ela é. E
dar a ver como as utopias se lançam nas alienações cotidianas feita pelo
fantasma das utopias, nos encontramos imersos na realidade utópica, estruturada
e sustentada por este fantasma, sendo esta imersão perturbada pelos sintomas
que testemunham o fato de outro nível da nossa psique, reprimido, resistir a
essa imersão, para isto é necessário ser WWW.
Atravessar o fantasma significa,
então, paradoxalmente, identificar-se completamente com ele, isto é, com esse
fantasma que estrutura o excesso que resiste à nossa plena imersão na realidade
quotidiana, cheias de utopias e distinguir claramente o que é realidade do que
é a nossa ficção utópica e nosso fantasma.
Temos de conseguir distinguir,
naquilo que apreendemos como ficção, o núcleo sólido do Real, que só podemos
enfrentar as. Em suma, temos de distinguir como sair das utopias.
Os traumas históricos que não estamos
prontos a enfrentar continuam-nos a assombrar com ainda mais força. Devemos,
portanto aceitar o paradoxo das utopias um verdadeiro esquecimento de um
acontecimento deve começar pela sua rememoração das nuvens utópicas.
Excesso de Superego das utopias
levaram a uma identificação com o bem e com o mal e achar que o sistema utópico
pregado por qualquer um com poderes estatais e religiosos nos vendar com falsas
realidades pode ser um Bin Laden, Hitler e outros populistas que temos
hoje.
A grande diferença entre as utopias é
seu superego consiste na explosão da energia sinergética destruidora, portanto
liberatória para uns poucos que detém o verbo da utopia.
A utopia assume plenamente a fundação
suja e obscena do poder, aquele que diz: “Mãos à obra, alguém tem de fazer o
trabalho sujo”. Assume que o Real é alcançado pela destruição do elemento
excessivo que prega a liberdade e dizem “Atacamos e logo veremos quem
segue”.
O que há de interessante nesta
expressão é o fato de ela combinar o voluntarismo, uma atitude ativa,
empreendedora, arriscada, e um fatalismo mais fundamental: uma pessoa age,
salta e depois… espera que as coisas corram bem, mas velho engodo.
Estamos divididos entre as duas faces
da “ideologia espontânea” da globalização contemporânea – por um lado, o
pragmatismo utilitário e ocidental e, por outro, o fatalismo oriental e as
religiões e drogas e álcool.
A guerra de alta tecnologia e os
bombardeamentos de precisão são ainda há corpos por trás, mas a utopia não se
dá mais na distância a alta tecnologia e da presença de especialistas que
decidem ataques mediante números, hipóteses e estimativas. Principalmente
usadas na ONU e seus mecanismos que dizem que é ideal para a Democracia ou
desenvolvimento de um país.
O soldado de guerra é, atualmente, um
especialista de informática que carrega em duas ou três teclas para fazer
explodir uma porção de território do inimigo. Tendo ainda como base dados
puramente matemáticos, esta política permite que um país seja financeiramente
são, por outro lado há soldados da paz que questionam no WWW estas
utopias.
De acordo com Marx, o prazer do
fetichismo recaía principalmente na posse física do objeto e da sua própria
concretude. Porém, na época em que vivemos, o fetichismo atinge o seu máximo
paroxismo quando o dinheiro, a guerra e os vírus vivem em todo o lado e atingem
em pleno uma realidade virtual, mas ao mesmo tempo há pessoas que destroem este
mecanismo pelo pensamento.
Portanto para o espaço mimético que
vivemos é dialético. E o WWW pode ser nocivo ou bom e pertencem ao virtual que
atinge a realidade, do que propriamente a uma realidade física territorial. O
universo conhecido do lugar singular utópico não mais existe e começa a
desmoronar e desintegra e integrar um novo no espaço sem fronteiras e as
utopias ficam mais frágeis, mas tudo depende de quem a usa.
Os choques das utopias estão hoje
mais ligados, basicamente, ao capitalismo global e, em segundo plano, os
fundamentalistas religiosos, que atestam bem o fato de que os Estados Unidos e
Irã dão claramente mais primazia à economia e religião do que uma democracia de
verdade, baseados no princípio da liberdade, igualdade e fraternidade.
A grande utopia é busca impiedosa do
poder, para o qual transferimos as nossas crenças. Aquele que acredita e
sustenta o nosso lugar, o nosso sujeito-suposto-crer que na democracia falsa
que estamos que estamos é pura enganação utópica, os populistas adoram. No
Brasil há vários exemplos: atualmente é o LULA, quando chega ao poder adeus o
que se disse.
A utopia da outra Via é na verdade
mais uma utopia que merece uma visão mais humanista, mas mesmo assim, não passa
de uma utopia do Se, ela é representada, neste momento, por correntes marginais
como o movimento antiglobalização. Segundo esta Via o capitalismo mobiliza o
seu excesso obsceno sob a forma do fascismo; mais tarde, sob a forma do
comunismo ou sob a forma do fundamentalismo e do terrorismo.
“Na verdade, a guerra contra o
terrorismo, empreendida pela América, não é a nossa guerra, mas antes uma luta
interna, no seio do universo capitalista. A democracia é hoje o fetiche
político principal.”
A idéia de uma democracia honesta
hoje é uma ilusão, tal como é ilusória a idéia de uma ordem jurídica
desembaraçada do complemento do seu superego dos que abraçam leis que só dizem
para fazer, mas, fazem o inverso.
A ordem política democrática vigente
é, por natureza, susceptível de corrupção. Na realidade, a escolha é clara:
aceitamos e endossamos essa corrupção dentro do espírito de uma sabedoria
resignada e realista, ou reunimos coragem e formulamos uma alternativa do
espaço mimético à democracia, para quebrar o círculo vicioso da corrupção
democrática e das campanhas utópicas empreendidas pela direita ou esquerda ou
religiosa na pretensão do Se para sermos felizes.
Para ter felicidade – É necessário
reunir três condições fundamentais:
· Haver bens materiais básicos, mas
não completamente, evitando que o excesso de consumo gere insatisfação; por
vezes, a penúria ensina-nos a aproveitar melhor os bens de consumo;
· 2 – Poder imputar o que corre mal
ao Outro, para que ninguém se sinta responsável; a culpa é sempre de uma
utopia;
· 3 – Haver outro espaço com o qual
se pode sonhar e, por vezes, visitar e clicar e abrir aos conhecimentos do
WWW.
Reunidas estas três condições, na
vida quotidiana, julgamos desejar utopias que, na verdade, não desejamos e, em
última instância, o pior que nos pode acontecer é obter o que desejamos
oficialmente pela máscara utópica. Sendo, assim, a felicidade é, portanto,
hipócrita por natureza: é a felicidade de sonhar com coisas que não desejamos
verdadeiramente, sempre haverá uma utopia a escolher, mas a real felicidade e
saber das mentiras utópicas e viver dia a dia sem preocupação de fazer o mal
para outros seres e sabendo que somos incapazes de viver no Se do amanhã,
portanto viver feliz, não é sofre o amanhã, mas fazer hoje o mínimo para que
meu semelhante e eu sejamos felizes, porque tanto as utopias religiosas,
capitalistas, socialistas e outras ocultas como droga e álcool, elas estão aí,
mas, a maioria do povo nem aí com elas pela desigualdade que nunca será
sanada.
O lema da maioria das pessoas que não
tem o esclarecimento das utopias diz “Não quero saber nada sobre isso” – Porque
o saber traz infelicidade, Lacan sustenta que esta é a principal atitude do
homem face ao conhecimento, como se houvesse uma resistência fundamental à idéia
de saber mais.
Qualquer verdadeiro progresso, na
área do saber, só se obtém através de um combate doloroso contra essa propensão
espontânea das utopias. O saber que o Outro sabe arruína tudo, e, expõe-me a um
total sentimento de desconfiança, por isto não quero saber de como nós hoje
podemos melhorar, basta eu Ter e não preciso Ser liberto, igual e fraterno,
posso ser liberto pelo meu dinheiro e pronto.
Saber do saber do Outro – Para Lacan,
esta frase resume o fato de toda a economia psíquica de uma situação mudar
radicalmente não porque eu aprendi qualquer coisa que ignorava, mas antes
porque aprendi que o Outro, que eu julgava ignorante, sabia desde o início e
agia como se nada soubesse para salvar as aparências. Assim as utopias que
existe hoje querem dar um uma nova roupagem com o nome de Desenvolvimento
Sustentável, um novo socialismo etc. e tal.
É uma situação mais humilhante do que
a do marido infiel que, posteriormente, vem a descobrir que a sua mulher tinha
conhecimento de tudo embora o tenha calado, por delicadeza ou por desamor quer
mudanças, e, lavem eles com novas utopias, mas o conteúdo continua o mesmo e
nos enganam de novo.
Pela utopia religiosa é difícil e,
até mesmo, traumático aceitar que a sua vida está ao serviço de uma Verdade e
que não é simplesmente um processo estúpido de reprodução e busca de prazer. É
desta forma que a utopia religiosa funciona hoje no nosso autoproclamado
universo pós-ideológico: desempenhamos os nossos mandatos simbólicos sem os
assumirmos verdadeiramente, sem os levarmos realmente a sério, nossa
felicidade.
Um pai, por exemplo, encarna o papel
simbólico de pai, mas acompanha esse papel com um fluxo constante de
comentários irônicos e reflexivos denunciando a convenção estúpida da
paternidade. Gozamos com as nossas crenças, mas continuamos a praticá-las, ou
seja, continuamos a confiar nelas como estrutura em que assentam as nossas
práticas quotidianas.
“Em suma, é sempre a mesma história
que nos é contada, embora surja com deslocações, auto-ironias e distanciamentos
brechtianos. Ora, a verdadeira função destes últimos mecanismos referidos
consiste precisamente em conservar essa história tradicional como relevante
para a nossa época pós-moderna – impedindo-nos assim de substituí-la por uma
nova história,” as que não sejam utópicas, sem preconceitos de outras
religiões.
Se pretendermos levar a sério a
ideologia liberal hegemônica, não é possível ao mesmo tempo ser inteligente e
honesto: ou se é completamente idiota ou cinicamente corrupto e muito menos
fazer apologias das utopias.
Hoje precisamos de uma nova coragem e
é essa falta de coragem – que, em última instância é também a coragem de
questionar a sua própria posição utópica que torna repugnante nossos atos, e a
relatividade não pode existir, ao assumir uma posição, cada sujeito sabe que
todas as posições são relativas, condicionadas por constelações históricas
contingentes e que, por conseguinte, ninguém está na posse de uma solução
definitiva, mas apenas de soluções temporárias e pragmáticas e utópicas.
O relativismo ilustrado pelas utopias
é aparentemente feito de modéstia, esconde na realidade a posição inversa ao
favorecer a própria posição do seu enunciado falso.
Para nos convencermos disso basta
comparar o combate e o sofrimento do fundamentalista com a paz serena do
democrata liberal que, protegido na sua posição subjetiva, rejeita ironicamente
qualquer comprometimento forte, qualquer defesa de um ponto de vista de
igualdade, fraternidade e liberdade.
Neste caso, deveríamos pôr antes em
prática as palavras bem conhecidas de Cristo ao anunciar que trazia o gládio e
a divisão e não a unidade e a paz: em nome do amor pela humanidade. Deveríamos
completar a citação judia, evocada muitas vezes a propósito do Holocausto
(“Quando alguém salva um homem da morte, salva toda a humanidade”), por:
(Quando alguém mata nem que seja um só inimigo da humanidade, não está a matar,
mas a salvar toda a humanidade). O verdadeiro esforço ético não está apenas na
decisão de salvar vítimas, mas também – e talvez muito mais – na dedicação
impiedosa de aniquilar aqueles que fazem delas vítimas das utopias.
CONCLUSÃO
Em meus axiomas sobre o espaço mimético
é um combate contra as utopias e ao mesmo tempo um esclarecimento dos papéis
destas, cabe aquele que use uma utopia, não esqueça que ela é passageira e manipulador.
E para aqueles que realmente querem
uma Democracia direta, porque como disse basta um Crick e não precisamos da
política do pão e vinho e circo, e, para temos um novo mundo, a descobrir,
porque no WWW não há controle de pensar e para uma utopia se perpetuar já não é
mais tão fácil como antes.
Também serve para aqueles que querem
se vir mais como sujeitos de ação e sem ser manipulados e manipular, mas só o
tempo dirá.
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